domingo, 30 de janeiro de 2011

Na escola

Eu sempre me relacionei bem com os meus professores, por algum motivo eles sempre iam com a minha cara. Um deles disse até que gostava de mim de graça, e eu também gostava muito dele. Mas isso não acontecia sempre, quero dizer, nem sempre era recíproco. Mesmo os professores que eu não suportava, gostavam de mim. Vai entender, né?
Quando eu comecei o terceiro ano do ensino médio, passei a ter aulas de filosofia. O professor responsável pela matéria era o típico professor de filosofia, todo malucão, cheio de graça, meio doido mesmo, mas tinha uma dificuldade enorme para aprender os nomes dos alunos. A turma gostava dele, o achava engraçado, mas eu tinha um apreço especial por ele ser professor de filosofia, matéria que eu gostava antes até de conhecer.
O ano foi passando e o pessoal foi perdendo o interesse, afinal, filosofia no colégio é como arte e educação física, nem precisa estudar, é só ir para as aulas que passa. Sendo que eu era diferente, participava das discussões, fazia as atividades, era uma aluna exemplar. Essa dedicação toda à matéria me fez ser a primeira aluna cujo nome foi lembrado pelo tal professor malucão. Na festinha de final de ano da turma, me surpreendo ao ouvir o professor me chamando pelo nome. Fiquei super feliz, né?! Me achando a queridinha da turma. Mal sabia o que me esperava lá na frente.
No ano seguinte, a matéria era sociologia e eu já não tinha mais tanto interesse nas aulas, estava mais preocupada com as matérias que eu precisava de nota, com o trabalho de conclusão de curso e com o monstro do vestibular. Mas o diabo do professor escasquetou comigo.
Nos eventos culturais da escola e me cumprimentava, dizendo "que bom te ver por aqui"; quando eu ia para aula com os cabelos soltos, ele passava a aula inteira falando sobre as mulheres deverem usar sempre os cabelos soltos (com o que calor que faz aqui? Senta lá); e ainda teve a coragem de reclamar das minhas notas (acima da média), que tinham caído um pouco, se oferecendo para me "ajudar" com a matéria ou "conversar" se estivesse passando por algum problema.
Vocês podem pensar "Ah, mas ele estava querendo te ajudar, por você ter sido uma aluna mais interessada, no passado", mas havia vários alunos correndo risco de não passar na matéria dele, portanto, tinha mais com o que se preocupar ao invés de ir atrás de uma aluna que já estava passada desde o terceiro bimestre.
Resultado, fiquei com nojo do cara. Porra, um velho babão, meu professor e dando em cima de mim? Se mata, meu filho.

Alguns professores eu levarei no meu coração para o resto da vida como grandes mestres ou como amigos, mas a ideia de ter um relacionamento com um professor não me atrai de jeito nenhum. Apesar de ter sido comum entre os meus professores e  as minhas amigas, eu não sei se teria estômago para tanto.

Professores que mudaram minha vida: Aparecida (português), Iara Maria de Carvalho (literatura - grande poetisa potiguar, deem uma googleada!), Bruno Lima (inglês), Negão (matemática), Geraldo (física), Gerardo Júnior (história - uma inspiração), Adalto e Maria Luíza (geografia), Odisséia e Aristides (alimentos), Renata Lissa (Cooperativismo e Associativismo), Suély (arte - me apresentou à minha cultura).
Obrigada a todos vocês!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"De repente, não mais que de repente."

Mudei a carinha do blog. O que acharam?
Para um ano repleto de mudanças, um blog com mudanças.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Uma lmbrancinha

Hoje, enquanto lia os últimos comentários que concorrem ao DVD do Ira no blog Delitos Perdidos, percebi o quanto gostaria de ganhar um presente. Mas nem estou me insinuando para o sorteio, já disse que não gosto muito de Ira e Eurico já disse que só vai dar para alguém que vá gostar de verdade de receber o DVD.
Eu pensei mesmo em quanto tempo faz que não ganho nada, nem uma balinha de iogurte, nenhum agrado. Papai Noel passou aqui esse ano sim, me deu de presente a aprovação no vestibular, mas eu queria, ou melhor, eu quero um presente de alguém que eu goste e que goste de mim, porque Papai Noel eu não conheço, nunca fui apresentada (se o senhor quiser, pode comentar, ok?).
Eu quero mesmo é ver alguém querendo me agradar, alguém podendo fazer isso. Estou sentindo falta de ser mimada por alguém Qualquer pessoa serve, amigos, familiares, pretendentes... Mas tá osso, viu? 
Só tenho outra exigência, além dessa, o presente tem que ser algo tridimensional. Nada virtual, porque recentemente eu aprendi que presentes virtuais podem nos ser roubados com a maior facilidade, sobretudo por quem nos deu o presente e de gente me magoando, eu já estou muito bem servida, obrigada! Por essas e por outras que passei a valorizar bem mais as cartas e o estilo retrô nos relacionamentos de qualquer tipo.
Sei que estou prestes a conhecer dezenas e dezenas de pessoas nessa nova fase da minha vida, mas eu só consigo pensar em me destacar no curso e arrumar um emprego URGENTE! Muito urgente mesmo. Urgentíssimo. 
Deus me dê força e coragem para seguir em frente, superando todos os obstáculos que surgirem pelo caminho (e olhe que nem pisei na universidade ainda).

Que haja mais a amor no mundo, principalmente na minha vida.

*Embolei tudo hoje, mas... Só soltei.
** Ah, apesar de eu adorar presentear as pessoas por puro prazer, eu não espero que retribuam. Taí uma coisa que eu estou deixando de fazer, esperar.

sábado, 8 de janeiro de 2011

"Aí então a euforia, um belo dia, vai passar.."

Agora que a euforia de ter passado no vestibular passou, eu começo a pensar em algumas consequências dessa aprovação, como aonde vou morar durante esse ano, se vou começar a trabalhar logo, quando poderei aprender a dirigir e ainda todas as minhas metas para o ano.

Lar doce lar: Não estou muito preparada para sair da minha casinha, da minha cidade, mas é o jeito, né? Fazer o quê? Por enquanto, parece que os meus familiares também não estão muito preparados para isso também, porque ninguém ofereceu um cantinho para essa pobre alma estudiosa.
Quando conversei com a minha mãe, ela disse que espera que alguém da família que já mora em Natal me ofereça um teto pelo menos durante este semestre ou este ano, só para o choque nas despesas da família não ser tão gigantesco. Se ninguém falar nada, vou tentar dividir apartamento com uma de minhas amigas ou então vou atrás de um pensionato.
Tá difícil para eu decidir sozinha, já que meus pais que irão me sustentar e até agora a ficha deles parece não ter caído.

CRQ: Procurei o site do Conselho Regional de Química no meu estado, mas não consegui muita coisa. Como técnica em alimentos, eu preciso do registro no conselho para poder trabalhar. Eu tenho chances bem maiores de conseguir um bom salário com o diploma de técnica em alimentos do que com o de ensino médio comum, e já que eu passei 4 anos me lascando naquela bagaça, vou fazer valer o que aprendi durante esse tempo. Mas eu também preciso aproveitar essas férias para revisar todas as matérias técnicas do curso, sobretudo aquelas relacionadas ao trabalho de consultor, para chegar lá com tudo na ponta da língua.
Vamos lá, Coragem!

Habilitação: Desde criança que eu sonho em aprender a dirigir. Meu pai sempre teve carro, porque ele viaja muito a trabalho pela região, já minha mãe nunca aprendeu e eu vi o quanto era chato ter que depender de painho para se locomover, sobretudo nas viagens.
No meu aniversário de 18 anos, meu pai me prometeu a bendita carteira de habilitação, mas ficou combinado que eu começaria apenas nas férias, para não atrapalhar meu desempenho no vestibular ou no fim do curso. Entretanto, quando passa o vestibular, eu pego catapora e fico de molho em casa durante duas semanas, atrasando meu ingresso na autoescola. Depois disso vieram as festas de fim de ano, a formatura no início do outro ano e me restam apenas 20 dias para aprender a dirigir, ou seja, fodeu. Dirigir, agora, só nas férias de fim de ano.

Tudo novo de novo: Dois dias antes de passar no vestibular, eu prometi que se fosse aprovada, só voltaria a comer carne vermelha em fevereiro. Eu sei que para muita gente isso é fácil, mas para mim não é. Não mesmo. Mas tem seu lado positivo, terei um mês bem mais leve e a abstinência de carne durante esse período me ajudará criar novas alternativas e a reduzir o meu consumo de carne durante o ano.
Também preciso estudar mais, ler mais (hábito que acabou adormecendo durante um ano super cansativo mentalmente), comer mais frutas, verduras, chás e azeite, continuar a não me embebedar e dar um jeito de fazer mais exercícios físicos e neuróbicos.
Para tudo isso dar certo, eu precisarei dormir menos, passar menos tempo na internet, comer menos gordura, açúcar e sal, parar de ser fresca com alguns alimentos saudáveis,  não cair na onda dos novos coleguinhas, não esquecer jamais dos meus princípios, e, principalmente, jogar a preguiça para longe, bem longe.

Acredito que 2011 não será nada fácil, mas tenho fé que seja um ano muito feliz.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

*----------*

PAAAAAAASSSSSSSEEEEEEEEEEEEEIIIIIIIIII!!!!!!!!!!

Engenharia de Produção UFRN 2011.1

Obrigada! *-*

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Um pé dentro e outro fora.

Essa parece ser a semana mais demorada da minha vida! Isso porque o bendito resultado do vestibular só será divulgado nesta sexta-feira, o que me deixa assim meio louca. Só penso nisso, sonho com isso, só falo sobre isso (ou quase). Está difícil até de me suportar, que dirá meus amigos e familiares que já estão mais que cansados de ouvir minha ladainha. Mas, pior do que esperar o resultado, será receber um resultado negativo. Aí  sim vocês verão uma pessoa deprimida por um bom tempo.
Toda a ansiedade me leva a formular uma teoria sobre o vestibular. Além de existirem a primeira e a segunda fase, existe uma terceira fase que é o teste de controle psicológico. Se a pessoa não enlouquecer, se matar, ou matar alguém desde a resolução das provas até o resultado final, terá a chance de ingressar na universidade. Olhe aí, a UFRN me preparando para a vida antes mesmo de eu começar a estudar lá.
Como se não bastasse toda essa preocupação, hoje será a minha formatura como técnica em alimentos. Depois de quatro exaustivos anos, eu serei uma técnica. Esse nome (técnica) nunca soou tão bem. *-*
Logo mais eu sairei para arrumar o cabelo (preservando meus cachinhos, claro), ser maquiada e blá blá blá.
Confesso que ainda não sinto a menor saudade dos meus colegas de turma e nos últimos dias eles têm me deixado mais irritada que feliz, então, nem faço questão de participar do jantar pós-formatura da turma, vou sair com a minha família mesmo que sempre esteve e estará comigo.

Quando tudo isso passar, eu entrarei de férias de verdade! *o*
Desejem-me sorte! :D