sábado, 25 de dezembro de 2010

Banho de alvejante




Hoje eu percebi que o preconceito é mesmo fruto da ignorância. Hoje eu tive a honra de ver uma das cenas de amor mais lindas e puras que qualquer um poderia assistir. Duas mulheres, meninas, amigas e que se amam.
Eu tive a chance e vê-las brincar uma com a outra, de ver seus olhos brilhando, de sentir o amor delas mesmo estando a quilômetros de distância, apenas com a ajuda da internet. Mesmo de longe, eu pude perceber e sentir o amor das duas.
Pensando nisso, e fazendo uma retrospectiva da minha vida, creio que se não tivesse conhecido D., poderia ter tido nojo do que vi hoje. Por isso que agradeço a Deus por tê-la colocado em minha vida, para que eu pudesse crescer como ser humano e enxergar amor numa cena de amor, e não anormalidade, como muitos veem e como eu teria visto. Obrigada, meu Deus!
Eu vou me esforçar para que mais pessoas enxerguem seres humanos em seres humanos, sentimentos bonitos nas relações entre eles, para que vejam que um sexo não pode determinar que tipo de indivíduo nos iremos nos tornar e que o amor é sempre lindo, independente de quem o sinta.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nuvem negra

Catapora;
Falta de grana;
Briga com o irmão;
Minha amiga chegou do Maranhão e não poderei vê-la por causa da catapora;
Nada de aula da saudade (catapora de novo);
E agora ele aparece com uma namorada nova. Não pensei que fosse doer assim.

Mas passa, né, Deus? E eu passei na primeira fase. Nada vai me deixar triste, nada vai me deixar triste, nada vai me deixar triste!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pondo ovos pela boca.

Passei em 4º (QUARTO) lugar na primeira fase do vestibular da UFRN. *____________________*

E eu nem estudei direito, táquipariu! Imagina se eu tivesse estudado? Teria ficado em primeiro. PQP! PQP! PQP!
Vou ter mil turicas aqui! *-*

Muito obrigada, meu Deus! *----------*

sábado, 11 de dezembro de 2010

Catapora

Cansaço psicológico é o kct.

Concurso da UFRN: nenhuma chance!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ZZzzzZZzz

Que vontade enorme de sentar e chorar até encher um balde inteiro de lágrimas, para dormir bem tranquila.

Se você quer me ver triste, me deixe cansada. Eu estou prestes a ter um ataque de nervos e o pior é que não tem como parar e ir com calma. O tempo é curto e o trabalho é comprido, aliás, os trabalhos. Faço um ou dois trabalhos por dia. fico sentada em frente ao computador horas a fio, parando para ir ao banheiro e comer.
O que tudo isso me rendeu? Uma exaustão tremenda. Há dois dias estou com dor de cabeça, febril, dores musculares e estresse - eu sei que estresse dá gastrite (pelo menos foi o que Juliana disse), mas é inevitável a essa altura do campeonato. 

Nesses momentos dá vontade de não estudar nunca mais, mas meu irmão disse que meu cérebro vai atrofiar, se eu fizer isso.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Odeio ficar sem tempo para pensar
Mas dizem que é muito chato alguém que tem ódio de tudo.
Então, eu odeio ficar sem tempo para pensar.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eu não consigo parar de pensar.

Ando sem vontade de escrever qualquer coisa. Estou ansiosa e preocupada demais, agora que descobri que:

- Pelo simulador de desempenho que criaram, eu estou passada no vestibular da UFRN.
- Ele não vai mais aparecer.
- Minha orientadora vive esquecendo de mandar o meu tcc de volta.
- Não faço ideia de onde vou morar ano que vem.
- Tenho 60 bilhetes de rifa para vender a 2 reais. Alguém quer comprar? ;P

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Férias? Alô?

ENEM: Feito (boas chances)
Vestibular UFRN: Feito (não tão boas chances).
Concurso UFRN: Estudar mais (não muita chance).
IFRN: Quase formada (muita, muita chance).

Falta cerca de um mês para eu finalmente descansar a cabeça, me formar, receber o resultado do vestibular e depois me enterrar em um buraco até que comece tudo de novo (ou não). D:
Tomara que melhore um pouquinho, só um pouquinhozinho.


* Fui muito bem comparada às pessoas que se dedicaram mais que eu ao vestibular. Se não zerar a discursiva de física, dá para passar. Natal, aí vou eu.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cadê?

Uma tarde dessas eu estava lendo uns poemas na internet e fiquei encantada com alguns, me empolguei mesmo e comecei a falar uns para a minha irmã que estava na sala ao lado. Depois de um tempo ela vira e me fala:
"Liginha, você é daquelas meninas que esperam o príncipe encantado, acho tão bonitinho."

Eu parei para pensar e... É, eu quero um cara romântico, sensível, mas que ao mesmo tempo tenha atitude, seja experiente...

Enquanto não acho meu príncipe, eu vou me transformando na princesa. kkkkk :D

De volta, ou quase.

Fim de semestre, os professores decidiram entrar de férias e colocar os alunos para dar aula. Seminário por cima de seminário, vestibular, aulões de véspera, aulas práticas, testes, atividades, tcc. Estou pelas tampas com presunto e apresuntado, e decididamente, eu não tenho vocação para tecnologia de alimentos.

Como se não bastasse ter todas essas obrigações, dou uma de doida e invento de voltar à moderação do gartic. Eu sei, é uma péssima ideia a essa altura do ano, mas eu sou muito, muito ruim em negar ajuda ao meu irmão e adoro a possibilidade de iniciar uma pequena experiência com gestão de pessoas. Eu acho tão gratificante resolver problemas.*-*. Já cheguei com várias propostas para unificar a equipe, melhorar o relacionamento dos moderadores entre si e com os usuários, resumindo, me empolguei. Tomara que algo do que eu propus seja eficaz para tornar o ambiente melhor.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Fiz merda, fiz merda, fiz merda!

Há alguns meses tomei certas decisões que me deixaram com o racional na santa paz de Deus, mas o emocional ficou meio cagado. O negócio foi piorando, piorando e eu terminei de estragar tudo hoje. Bacana, né? ¬¬
Parece que amarraram uma cordinha no meu coração e o deixaram cair em algum lugar bem no fundo do meu peito.

Se tem uma coisa que me mata é fazer mal a alguém que amo. Se outra pessoa magoar meus amigos, eu fico muito puta, mas se for eu... Nossa, fico mal mesmo.

No fundo, eu sempre acho que ele não liga para nada, que não se importa, mas hoje foi diferente. Hoje eu fiz uma bela de uma merda.

Juro que queria me entender um pouquinho de vez em quando.

domingo, 14 de novembro de 2010

Antes dos 18

Falta paraticamente um mês para que eu atinja a maioridade. Dezoito anos! Estou virando um adulto, aquele "bicho" que eu tanto temia quando era criança. Vou aprender a dirigir (a não ser que meu pai fure o presente de novo, mas dessa vez eu acho que sai), tenho a possibilidade de passar no vestibular (não tem muito haver com a  idade, mas está no pacote da fase adulta, creio). Uma jovem adulta, como o bonequinho do the sims (falando em the sims, estou viciada nessa porcaria, de novo). Meu texto tem mais parênteses que palavras, ou quase, valha!

Escrevi isso antes de completar 18 anos.
Até agora o que eu aprendi com a maioridade foi a fazer batida de frutas. A gente fica naquela expectativa toda e se esquece de que são apenas números.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Calem a boca, nordestinos!

Não há uma região ruim e uma boa. O Brasil está longe de ser perfeito, mas tem muito o que mostrar ao mundo.
Segue o link do texto que eu gostaria de ter escrito.


*Não desisti de mostrar os meus ídolos potiguares, é que a escola e o vestibular ainda não me permitiram. ¬¬

domingo, 7 de novembro de 2010

E nem foi tão ruim assim

Abandonei o cursinho após 5 meses e desde então só estudei português e matemática lógica (além das matérias técnicas e história III).
Resultado no ENEM: 129 de 178 questões, de acordo com o gabarito do site terra (sem contar com duas que ficaram sem resposta).
Estou satisfeita. Espero que dê para entrar em alguma universidade.

* Quanto a redação, eu ODIEI. Nossa, fiquei até com medo de zerar por fuga da proposta.
Sorte, muita sorte, para mim!

sábado, 6 de novembro de 2010

.

Se você não é capaz de cumprir a promessa, simplesmente não faça. Odeio promessas vazias, palavras vazias, pessoas vazias. Se não tiver nada de real para oferecer, não finja que tem.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

E nem é agora

Exame Nacional do Ensino Médio ou prova mais cansativa que um estudante pode fazer. Lasquei-me :D

Boa sorte para mim! *o*

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eu sempre quis saber que história era essa

"Eu vou entrar na cozinha para pegar comida e depois eu vou te contar uma história que vai fazer seus testículos encolherem até virarem uvas passas."

Spike - Um lugar chamado Notting Hill

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Minha terra tem algarobas onde canta o carcará

Essa é a visão que grande parte dos brasileiros têm dos nordestinos: um casal pobre, cheio de filhos, bichos, fome e doenças, fugindo da seca do sertão.
É certo que essa foi e ainda é a realidade de algumas pessoas dessa região, mas, ao contrário do que alguns costumam pregar, a fome, a pobreza e a seca não se restringem apenas a uma porção do país. O Brasil inteiro precisa de melhorias em saúde, educação, infra-estrutura, e escolher uma seção para ser tomada como problema, "câncer do país" ou "terra de indigentes" não tornas as outras regiões melhores nem é capaz de resolver os problemas de toda uma nação.
É triste ver jovens do sul e do sudeste tratarem parte de sua história, de seu país, como um bando de ignorantes mortos de fome. Mais que triste, é revoltante ver como um povo tão rico culturalmente é tratado de forma tão depreciativa e usado como eterno depósito de pena e promessas vazias.
Eu nasci e cresci em pleno poligno das secas, no sertão nordestino, no interior do Rio Grande do Norte, na micro-região do Seridó e jamais encontrei a pobreza que é mostrada em livros e noticiários, assim como sei que muitos paulistas, cariocas, gaúchos e mineiros nunca viram ninguém passado fome, mesmo que essas mazelas estejam a apenas alguns metros de nossas casas.
O meu estado e a minha região são terras de grandes escritores, artistas, poetas, músicos e políticos do nosso país. E, para mostrar para os poucos leitores desse blog um pouco do que os nordestinos e especialmente os potiguares foram e são capazes, iniciarei uma série de postagens sobre algumas das figuras mais importantes com as quais tive o prazer de ter contato, seja pessoalmente ou através de suas obras.


* Um recado da ignorante e pobre sertajena aqui:  para quem não sabe, macaxeira e mandioca não são a mesma coisa. A mandioca possui substâncias tóxicas e é usada  na fabricação de farinha, goma e beiju, não podendo ser apenas cozida antes de ingerida.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"Chegou a hora de apagar as velinhas"

Dezoito anos, finalmente. A idade de beber, ser presa, começar a dirigir ou de apresentar um trabalho sobre o perfil do consumidor de leite. --'

sábado, 23 de outubro de 2010

Meu lado podre.

Enquanto "o texto" não vem...

8º) ESCORPIÃO - 23.10 a 21.11

Escorpião é gente fina
Vênus e lua em conjunção
Só peida soltando prosa
Tem no peido inspiração
Ele peida com frequência
E tem muita imaginação

A mulher peida baixinho
O homem é grande cagão
Pois só anda se cagando
Soltando peido a rojão
E de tanto soltar sola
Afrouxou o seu botão.

*Extraído do cordel Astrologia do Peido do poeta Abaeté

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Quando eu quero escrever algo realmente interessante, potencialmente proveitoso para quem lê, não tenho tempo. Mas prometo a mim mesma que assim que der, irei postar algo legal aqui. (:

terça-feira, 19 de outubro de 2010

É besteira

Eu vi algumas pessoas me chamando de "Lija" nos comentários ou no blog e quis esclarecer. Meu nome é Lígia mesmo (lindo, né? Eu também acho *-*). Entretanto, eu tenho muitos apelidos e usei "Lija" para as postagens como uma forma de homenagear uma pessoa que amo muito e que me deu esse nominho.

As pessoas costumam me chamar de: Lígia, Liginha, Lixinha, Lixa, Bitcha, Lija, Lijinha, Li, Liu, TS (e suas variações), rodo de bueiro (este foi o meu irmão), aêmona, retardada (estes foi a minha irmã), neguinha, gudugulucha, nêga (estes foram os meus pais), e alguns outros que não lembro agora.
Vocês podem escolher à vontade entre esses aí, desde que seja comigo. :D

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Obrigada, mainha!

Quando eu tinha mais ou menos 12 anos, minha vizinha ganhou de presente de aniversário de 15 anos, além de uma festa barulhenta, um alisamento permanente no cabelo. Nossa! Eu pirei, fiquei encantada com a possibilidade de ter o cabelo igual ao da minha mãe, do jeito que sempre quis. Mas as coisas não são tão fáceis, mesmo na infância. Minha bela mamãe de cabelos lisos e sedosos, não permitiu que eu realizasse tal sonho, disse que quando eu completasse 15 ela iria ver se dava certo.
Ao chegar à esperada idade de debutante, eu não queria mais porcaria de alisamento nenhum. Ao longo dos anos passei a amar meus cachos, minhas molas, meus toin-oin-oins. Comecei a cuidar deles, exigir produtos adequados para tratá-los, e, principalmente, passei a exibi-los livremente por tudo quanto é lugar.
O que me irrita agora não é mais ter cabelo cacheado. O que me deixa indignada é a adoração aos cabelos lisos, que fazem mulheres encharcarem suas cabeças com produtos tóxicos, queimarem fio por fio com chapinha e secador, e ainda acreditarem que é melhor ter uma vassoura de piaçava ao invés de um montinho de bombril (este ao menos é multi-uso) sobre a cabeça; e o teatro das campanhas de produtos para cabelos encaracolados que vendem shampoos, condicionadores, cremes mágicos, mousses anti-frizz e sei lá mais o que, enquanto mostram modelos com cachos artificiais nos comerciais (com baby-liss os produtos também funcionam em mim).
A verdade é que alisar ou cachear o cabelo artificialmente não engana ninguém. O que as mulheres deveriam fazer é tentar cuidar e melhorar o que elas têm, não tentar destruir para colocar algo falso por cima.

Mainha do meu coração, sou eternamente grata por ter colocado um caminhão de areia sobre os meu desejo pré-adolescente.

*Não sou contra mudanças eventuais, ficar diferente de vez em quando é legal, o chato é se estragar para tentar ser diferente.
Alguns homens não sabem a diferença entre cabelo hidratado e cabelo alisado.
Alguns homens não sabem o momento de falarem e o de ficarem calados.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Quando falam por mim



SEGUNDA-FEIRA, 12 DE JULHO DE 2010


a sinceridade

Há dias em que a existência se torna insuportável, assim como a possibilidade de inexistência de mim, que se torna angustiante.
Há pessoas que. Há dias em que há pessoas que não suportam o ser.
Não sei se é coisa minha. Seria eu a única no mundo que, por vezes, não suporta o peso de ser? Há um quando em que não suporto o peso de me ser, ou de não me ser, visto que não peso. Convivo com essa falta de existência que, por existir, já me mata.
Nesses dias, enjôo de meus pensamentos,tenho náuseas secas com meu jeito, irrito-me com meus modos naturais.

E há dias em que eu, que costumo ver o mundo em flores, ou flores no mundo, canso-me de tudo isso. E mais, crio uma antipatia, talvez uma ojeriza pelo meu próprio mim.

A verdade é que há dias em que me acho insuportavelmente chata.

Eu quero o Pinto!

Promoção comemorativa do blog  Descobri que não presto.

Prove que você também não presta e mande uma piada, texto, foto ou algo mais que possa mostrar ao mundo que você veio para causar.
O prêmio é uma camiseta com o Pinto ( a coruja com chifres que ilustra o cabeçalho do blog) entregue em sua casa.

Se alguém quiser me ajudar sugerindo algum texto estranho daqui, pode comentar. :D

Cabeça oca

Não consigo mais escrever nada aqui. Nem aqueles relatos de feriado que éramos obrigados a escrever na escola. Mifu!


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Capítulo I - Volume II

"Quando uma porta se fecha, uma janela se abre."

Eu me apeguei, amei, confiei, senti tudo, e não foi em vão. Me desapontei, chorei, sofri, afundei e também não foi em vão. Eu cresci, ainda que não tenha sido um crescimento perceptível a todos os olhares. Eu vivi o amor e tudo que vem junto com ele, tudo de bom e tudo de ruim, tudo que um ser humano pode sentir enquanto ama alguém, tanto nos momentos de reciprocidade, quanto nos momentos de indiferença. Tudo isso valeu a pena porque eu aprendi a confiar mais em mim, no que sinto, no que penso. Aprendi a não me deixar levar pelos sentimentos ruins e pelas ideias que me eram impostas. Acreditei na minha "bobice", na minha fragilidade, na minha infantilidade, na pessoa que eu me orgulho de ser e não naquela que as outras pessoas poderiam se orgulhar. 
Olho pra trás e me sinto abençoada por tudo que senti aqui sozinha, por tudo pelo que fui condenada, porque no fim as contas, eu sempre fui a mais feliz, apenas por acreditar que posso ser. E é nessa crença que deixo as lágrimas escorrerem sobre os sorrisos, que não me permito ser infeliz, simplesmente por acreditar de posso ser diferente. Nesse momento que devo agradecer por toda a proteção que me foi concedida, por toda a sensibilidade que pode ter nos momentos mais oportunos, pela confiança que pude ter em mim, mesmo estando contra o que todos pensavam.
Agora que você voltou, sei que nada será como antes. Tudo aquilo acabou. Aquela amizade acabou, aquelas pessoas mudaram. Tudo é diferente, tudo é novo. Teremos outras descobertas e desafios pela frente. Agora posso entender o nosso "para sempre". A nossa eternidade de almas, não de relações, modos, palavras e  tudo mais que seja criação humana. Nós estamos além disso.

Te amo, P.


"Eu não sou nenhum santa... Toda bêbada canta"

Vejo as pessoas se escondendo pelos cantos, fugindo do que são. Isso tudo me preocupa e me incomoda. Pessoas que tomam o destino ou Deus como justificativa para tudo, para se acomodar, para não buscar crescimento, para não sair desse "conforto" (entre aspas, porque acredito ser um conforto muito incômodo, se é que é possível). No fundo eu não creio que essas pessoas se orgulhem da forma como escolheram levar suas vidas, e é por isso que coloco-as contra a parede, que questiono, que não deixo palavras aparentemente banais passaram despercebidas, como "merecer", "certo" e "errado". Eu tenho fé nessas pessoas e gostaria que elas se encontrassem, que parassem de tentar ser personagens de livros ficção ou das músicas do top 10.
Também não quero com isso dizer que eu tenha consciência plena de quem sou. Acho essa uma das partes mais difíceis da vida, se encontrar e não mais se perder. Com todo esse discurso, com as minhas ações e pensamentos expressos, alguns me chamam de santa, de anjinho, mas não sou nada disso. Me inspiro em figuras históricas, invejo-as até - como alguns se inspiram em ídolos pop - mas não estou nem perto de ser como eles, de alcançar a perfeição de um ser celestial, de tanta pureza e leveza de espírito, não sei se seria capaz, ou se gostaria que isso acontecesse.
Ao contrário do que você disse, R. eu não sou santa, não quero ser santa. Não sou de ocultar meus defeitos nem meus vícios, estão todos aí, quem tiver coragem que se aproxime e veja todos eles. Não quero ser responsável pela dor de não corresponder às expectativas falsas que eu permiti que fossem alimentadas. Não gosto de fingir, embora o faça, às vezes. Não espero (nem quero) que todos gostem de mim, mas quero que me critiquem, que apontem minhas falhas para que eu possa enxergar a mim mesma por outras lentes. Me emprestem seus olhos! Quero apenas a chance de ser descoberta.

Enigma

Eu não sei na verdade quem eu sou
nem tentei calcular o meu valor
Até gosto de matemática,
mas dessas contas não sou muito entendida

Quem se interessar,
venha,
me calcule.
Só não revele o resultado.

Título extraído da música Toda Bêbada Canta de Sílva Macheta.
Poemeco escrito por mim há algum tempo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Finalmente!

Está decidido, é isto que quero fazer da minha vida! Serei engenheira de produção!
Nunca fui daquelas pessoas que nascem sabendo o querem fazer, estudar, comprar, usar, comer. Tenho problemas com escolhas, demoro demais para fazê-las. Mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca. A um mês do vestibular, eu decidi que o curso para o qual me inscrevi é o que realmente quero. Agora que determinei o objetivo, preciso seguir todos os passos para alcançá-lo, mas com cuidado para não deixar de lado os outros projetos e conseguir organizar tudo no mesmo plano.
Não passar no vestibular esse ano é uma opção a se considerar, mesmo com a concorrência baixa (2.82), porque esse não foi um bom ano para o estudo das matérias regulares. Porém, não é um problema tão grande assim, ao menos não para mim (sei que meu pai com certeza acha um grande problema). Se minha mãe se formou aos 36 anos, eu me formar aos 25 não é nenhum atraso, considerando que o plano é ser mestra antes dos 30. Serei técnica em alimentos, engenheira de produção e mestra, tudo isso antes de casar.
Que Deus me ilumine e me dê coragem!
Sorte para mim!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Eu preciso!

Meio que copiando o post de Olívia no NEANDERTHAL.

Começou por ordem de significância, mas depois avacalhei:

- Passar no concurso de Técnico Administrativo da UFRN;
- Passar no vestibular (principalmente no da UFRN);
- Estudar mais;
- Dormir menos;
- Voltar a frequentar a academia amanhã;
- Comprar dois livros;
- Fazer minha sobrancelha no salão pela ultima vez ano ano (ficar ajeitando sozinha depois);
- Terminar meu TCC até 24 de outubro;
- Criar coragem para cumprir meu planejamento de fim de ano a risca;
- Ser otimista.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

" se você(s) fosse(m) um sonho, eu não acordava"

Nunca está tudo bem. Quando as coisas andam em paz com você, vivo um verdadeiro inferno com ele. E mesmo quando estamos todos bem, ainda não é suficiente, porque não os tenho como queria, ou melhor, não os tenho de maneira alguma. Mas, meu Deus, quanto eu gostaria. Quanto eu quero estar com vocês de verdade. O quanto vocês me fazem falta, o quanto me fazem sentir só, apenas por não estarem perto o suficiente. O que se torna um tanto quanto paradoxal: tão longe, mas, ao mesmo tempo, tão dentro de mim, tão vivos no meu coração, tão parte de mim.
Há momentos em que penso em me desligar de tudo, em acordar desse sonho, de viver no "mundo real". Mas, no fundo, eu gosto da fantasia, tenho medo das consequências da realidade que nos espera.

domingo, 26 de setembro de 2010

"Compre Batom, compre Batom!"

O chocolate da minha vida é o Batom.

Desde sempre mainha compra batom quando quer agradar a gente. É o chocolate mais legal de todos, é simples, puro, doce, de um tamanho saudável, e, principalmente, o mais metamórfico.
O batom vai além de um chocolate comum, ele vira um batom de verdade nas minhas mãos e boca, depois de muito bem lambido e moldado, rendendo beijos doces em todos da casa. Além de cosmético, pode ser um charuto do mais saboroso que se pode encontrar e sem prejudicar os pulmões de ninguém. Quando está mole, pode virar qualquer coisa que passasse pelas mentes sujas das crianças e dos adultos.

Para a maioria é só um chocolate mesmo, mas remete a alguns dos melhores momentos da minha vida.

Rituais - Turtuguita esquartejada

São três os chocolates da minha infância, Tortuguita, Serenata de Amor e BIS.


A maioria das pessoas conhece o ritual da Tortuguita, tem até uma comunidade no orkut, mas o meu ritual é ligeiramente diferente, ele vai além do que as pessoas costumam fazer.
Primeiro eu mordo o rabinho, depois a cabeça, e sigo com as patinhas indiscriminadamente. O pessoal costuma parar nesse ponto, mas eu sou mais... Maníaca? Que seja. Tiro a barriga da tartaruga, depois o casco e, por fim, o recheio. É bem difícil de conseguir seguir todas as etapas, porque as partes costumam ficar bem grudadinhas, o que resulta num par de mãos bem sujas, mas também numa satisfação imensa.

Podem até dizer que sou meio louca, mas chocolate para mim tem que ser apreciado, não só comido. Nada mais justo que um ritual específico para isso.

Rituais - Serenata de Amor

São três os chocolates da minha infância, Tortuguita, Serenata de Amor e BIS.

Serenata de amor foi o chocolate que me acompanhou desde a infância até o meio da adolescência. Era quase uma marca registrada entre as minhas amigas, principalmente eu e Lalá. Praticamente todos os dias comprávamos um serenata e um copo de água. Fran, a moça da cantina, já nos trava como "minhas morenas", o que combinava tanto com a nossa aparência quanto com o nosso amor pelo chocolate.
Havia, entretanto, uma diferença entre a minha Serenata e a de Lalá. Eu tinha um ritual para o meu chocolate. Comia primeiro a parte escura, sem morder a casquinha crocante, começando por baixo; seguia, então, para a parte de cima; tirava a casquinha superior, comia; tirava a casquinha de baixo, comia; mordia o recheio nas marcas de fabricação, em três partes. Pronto, estava terminado o meu ritual da Serenata.
Conheço muita gente que também faz esse ritual, mas só em casa, porque tem vergonha de se lambuzar em lugares públicos. Eu não. Eu respeito o ritual da Serenata.

Rituais - BIS de vovó Isabel

São três os chocolates da minha infância, Tortuguita, Serenata de amor e Bis.
Bis era vovó que comprava, quase todo fim de semana tinha esse chocolate na casa de vovó. Ela comprava uma caixa e guardava em cima da geladeira para que nós e as formigas não alcançássemos. Só os tirava de lá quase na hora de irmos embora. Dava um para cada uma.
Na casa de vovó não havia almoço de domingo com a família inteira. Primeiro porque a família sempre foi muito grande e alguns tios e primos ainda moram no sítio. Segundo porque vovó Isabel mal podia andar sozinha, quanto mais passar a manhã cozinhando.
As recordações que tenho da minha avó se resumem, principalmente, a uma cadeira de balanço na sala ao lado da televisão, a bengala que ela se recusava a usar, seus broches de cabelo - um preto para os dias comuns e um dourado para ocasiões especiais - sua pele manchada, seu cabelo esbranquiçado, suas sobrancelhas negras, e a caixa de BIS em cima da geladeira.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dicas

Hoje estou escrevedeira.

O que seria de mim sem água?

Pessoinhas que choram muito, bebam litros e mais  litros de água. Eu sempre choro com um copo de água do lado pra reidratar. Eu também bebo tomando água, dizem que é bom pra não embebedar.

Empreendedorismo pessoal

Na aula de cooperativismo e associativismo dessa semana tive que participar de um debate sobre empreendedorismo. O meu grupo deveria defender que "os empreendedores são lobos solitários e não conseguem trabalhar em grupo". Acredito que conseguimos argumentar bem, apesar de a professora não ter falado absolutamente nada sobre os debates, ainda. Todos da sala concordaram que era o pior posicionamento, mas, infelizmente, os temas foram determinados por sorteio. O outro grupo contra-argumentou enfatizando a impossibilidade de crescer em um negócio sozinho.
Acredito que se possa relacionar muita coisa de administração de empresas com as nossas vidas, e, depois do debate, fiquei refletindo sobre essa (aparente, ou não) necessidade de formarmos grupos, de, muitas vezes, termos que nos encaixar em algo, de criarmos classificações para tudo. Estas questões me parecem tão inevitáveis quanto a necessidade de nos relacionarmos com as pessoas à nossa volta.
Eu, pelo menos, enlouqueço só de pensar em não poder conversar com as pessoas. Tenho essa precisão, como um vício. Isso, um vício. Sou viciada em falar, em trocar experiências, ideias, histórias, em interagir com o mundo.
Essa semana, especialmente, venho alimentando bastante esse meu costume. Ando conversando com cada vez mais pessoas, algumas com as quais eu nem imaginava poder conversar tão abertamente. Uma delas é o meu professor de história, que vem me ajudando a entender melhor o passado e o presente, e me dando muito em que pensar além de uma boa lista de livros para pesquisar.
É, de certa forma, reconfortante poder pensar em outras coisas que não sejam vestibular, TCC e os probleminhas cotidianos.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A quatro bocas

Conversando com meu professor de história ouvi a seguinte citação: "O riso é uma expressão de inteligência"¹.

Eu gosto de manter contato com pessoas inteligentes, pessoas que gostam de ler, que gostam de arte, que podem transformar conversas aparentemente simples em discussões com maior carga filosófica, por exemplo. Gosto de uma boa conversa, seja ela sobre a vida amorosa da minha melhor amiga ou sobre o perfil da sociedade através do tempo. Me interesso profundamente pelo ser humano e quanto mais distante da minha realidade, quanto mais diferente de mim ele for, mais eu vou querer descobrir, entender e conhecer de verdade aquela pessoa. Entretanto, não é algo que preciso mostrar a todo momento. Sei brincar, me divertir, conversar banalidades e isso é o que mais faço, aliás. Não preciso gritar aos quatro ventos o que penso sobre o mundo. O que determina quem eu sou não são meus pensamentos, minhas ideias ou minhas ações isoladamente, mas sim um conjunto das três.
Não é preciso ser carrancudo pra mostrar seriedade ou maturidade, tampouco é preciso fazer papel de idiota para ser divertido.

¹ Eu não não lembro a fonte e nem se a frase era exatamente essa, mas dá pra entender a ideia.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ritmo quente

Cidade do interior é meio parada. Cidade do interior do RN é mais parada ainda. Pessoas andam quase parando. O vento? parado. O sol? Parado (sempre acima de nossas cabeças). A unica coisa que não para é a vontade desse povo de ouvir forró.

Hello, Kity!

Quando seu filho nasce, o padrinho da criança pode presenteá-la com uma vaca, um bezerro, um cabrito, uma galinha, ou um ganso, por exemplo.

Aqui no interior é comum criar animais um tanto diferentes no quintal de casa, e, se o bichinho não for proporcional ao tamanho do seu lar, sempre haverá alguém com um belo sítio para abrigar o animal. Esse tipo de presente também é frequente em outras comemorações, como aniversários, bodas, casamentos ou até como pagamento de serviços. Meu pai mesmo já recebeu muito "salário" em frutas, verduras e galinhas.
No meu aniversário de 8 anos, tal foi minha surpresa quando fiquei sabendo que havia ganhado, como presente do meu padrinho, uma galinha, viva ainda por cima (mas não por muito tempo). 
Logo no início da semana, quando cheguei do colégio, corri pro quintal e a vi amarrada numa pedra. Coragem para chegar perto dela, eu nunca tive, mas, mesmo assim, acabei me afeiçoando ao galináceo. Botei-lhe o nome de Kity e todos os dias dava uma espiada pra ver se ela estava bem.
Assim ficamos, eu e Kity, nessa relação meio platônica, até que, em um domingo de sol, acordo com o cheiro de comida vindo da cozinha, pergunto para a minha mãe o que tem na panela, e ela me responde com a maior naturalidade:
- Galinha caipira.
- Que galinha, mainha?
- Aquela que seu padrinho te deu. Já estava boa de matar.
Eu corro para o quintal , vejo a pedra, a corda e nada de Kity. Volto para a cozinha meio cabisbaixa e falo novamente com a minha mãe:
- Mainhaa, tem outra coisa pra comer?
- Por que, menina? Uma galinha dessas, tão boa, muito melhor do que aqueles frangos de granja. Não quer comer por quê?
- Mas era Kity, mainha. Como é que eu vou comer a galinha cujo nome eu mesma coloquei? Kity eu não como!
- Ah, menina tonta!
Ainda provei a farofa feita do caldo de Kity e me senti quase uma canibal. Ela não era muito esperta nem nada, mas foi meu bichinho de estimação por algumas semanas.

domingo, 19 de setembro de 2010

O show da vida

Alguém viu a reportagem sobre tecnologia no fantástico? Gente, como assim um capacete que lê pensamentos e manda a cozinha preparar o que você quer comer? É o cúmulo da acomodação! E o prazer de cozinhar, onde fica? Eu sei que algumas pessoas não gostam de cozinhar, mas vai dizer que todo mundo prefere comida industrializada à caseira? O brigadeiro de lata é tão bom quanto aquele que você faz em casa? Se o seu é, me desculpe, mas o meu, felizmente, nem se compara àquilo. Não ouso gastar dinheiro com aquela coisa esterelizada e cheia de aditivos químicos.
Cresci no interior e me orgulho de ter aprendido a cozinhar de verdade, usando temperos, frutas e hortaliças comprados na feira, colhidos no quintal ou trazidos do sítio. Sem precisar de catchup para fazer molho de tomate, pozinhos mágicos para preparar o arroz ou polpa desidratada para ter um suco de fruta.
Comida feita apenas por máquinas nunca vai ter o mesmo gosto da comida feita por mãos, mesmo com toda a imperfeição que elas têm, pois é isso que torna o meu gosto diferente do seu, aquela pitada a mais de sal que a minha mãe colocava ou a fruta mais docinha que tinha no seu quintal.

"podes crer, eu tô falando é de amizade"

Vai ser broxante!

Já me perguntaram se eu estava apaixonada por ele e eu disse que não. Penso na pergunta frequentemente, porque me assusta um pouco sentir tudo isso por um amigo (não ouso dizer "só um amigo"), um irmão, mas, mesmo sem entender, não consigo imaginar um sentimento diferente, algo que não fosse fraternal.
O meu amor é de irmã, um sentimento puro, quase infantil. Uma relação que, aparentemente, não tem motivos para se findar, mas  que acabou. Um sentimento que eu não posso esquecer nem substituir.
Não acho que o que sinto deva ser diminuído por se tratar de uma amizade. Ainda é amor, e amor bonito.
Como diz Rita Lee, "amor sem sexo é amizade".

Às vezes, penso que se fosse um outro amor, seria menos difícil. Dessa dor de amor as pessoas sofrem todos os dias e conseguem ficar bem, da minha eu ainda não vi igual, nem desejo ver. E, mesmo assim, não quero que o sentimento se transforme, já tenho meu amor "romântico", deixo pra falar dele pela torneirinha da poesia, esperando que chegue a até mim um dia.

sadOUmaso?

Por que para algumas pessoas se importar consigo mesmo é sinônimo de não se importar com o outro? Eu não entendo. Sei que em algumas situações, se importar com o outro pode nos prejudicar, mas não acho que seja uma regra, oras bolas. Pode parecer submissão, sei lá, mas eu não sou de guardar rancor - a não ser que eu realmente tenha odiado a pessoa e ache que ela não seja digna sequer de ter nascido (falou a Deusa) - se alguém me pedir ajuda, eu não vou negar, mesmo que essa pessoa tenha me feito sofrer.
Fico pensando se a vida vai me transformar em um ser orgulhoso, ma(is)duro. Não gosto da ideia. Me orgulho de dar a outra face, de mostrar que estarei ali, mesmo depois de ter sido mal tratada.
Isso é muito masoquista? Me lembra Santa Terezinha do Menino Jesus, ela procurava a penitência nas pequenas coisas, como não reclamar da freira que sacudia a roupa molhada respingando em todas as irmãs. Para mim ela é um exemplo, apesar de não conseguir fazer nem a sombra do que ela fazia.

Eu ainda não sei se estou preparada pra deixar de ser "boba". Talvez eu queira ser boba pelo resto da vida. Acho que não me importo tanto com o que os outros pensam de mim, mas certamente me importo com o quanto as pessoas podem ser valiosas na minha vida.
Se um dia você me deu amor, eu vou me esforçar pra seguir te devolvendo esse sentimento, os outros eu não guardo por muito tempo, só jogo fora.

No país das maravilhas

A gente sempre acha que as nossas dores são as maiores do mundo, que ninguém jamais será capaz de entendê-las, que os amores são incomparáveis. Não sei bem se é isso que sinto hoje, ou se realmente havia algo de especial  no meu "rompimento".
No sonho que eu vivi, não havia olfato, tato e, muito menos, paladar. Era um mundo de impressões, suposições,  mas, de alguma forma, verdadeiro. Não tinha romantismo, mas tinha amor. Não tinha voz, mas tinha sons. Não tinha genética, mas tinha fraternidade.
Eu não pensava que precisasse acordar de um sonho assim, mas ainda não chegou minha hora de dormir para sempre.
Só sei que quero sonhar assim de novo, mas minha fé parece estar indo embora junto com você.

sábado, 18 de setembro de 2010

As imagens do blog foram retiradas do site "i vote for art" e editadas por mim.
O nome é invenção minha, obrigada! Haha.

Saudade, o meu remédio é "chorar"

Parece que agora que me permiti chorar, não consigo mais parar. Assim vou chegar aos 30 com rostinho sexy de 60. --'
Desde que tudo começou, eu não me permitia sequer pensar direito no que podia ter acontecido ou no que poderia vir a acontecer. Agora que sei que está tudo bem, posso ver as coisas com mais clareza e enxergar a verdade, o que eu suspeitava que aconteceria um dia, o que eu sempre temi (a porra da minha intuição não falha mesmo, ô infeliz!).
É, o que eu vejo pela frente não parece nada legal. Não parece justo se apegar tanto a alguém e depois não poder saber nem se ela ainda está viva ou não. Mas a vida não é justa, eu mesma costumava dizer isso pra você, não é? 
Agora eu preciso aprender a viver tudo aquilo que sempre te falei. Aprender a andar com as minhas pernas, a não esperar demais do mundo, e até a acreditar que tudo passa mesmo (essa parte eu pensava já ter entendido, mas acho que, talvez, jamais consiga).
Para mim é triste demais acreditar que as coisas mais bonitas do mundo têm que acabar.
Não queria que tudo se tornasse apenas uma lembrança, como aquele ultimo sonho que tive com você. Queria que estivesse presente pelo resto da vida, já que o "para sempre" parece não existir.

Vou continuar esperando por você, porque o meu "para sempre" nunca acaba.
Loviu, P. ;*

(tô emo hj, me deixe ¬¬)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Até breve

Um sinal! Finalmente!

Agora eu posso chorar até os meus olhos afundarem e eu emagrecer um 1kg em líquidos. Ou não.

Agora que tudo está relativamente bem, eu posso parar de me preocupar e abrir espaço para a saudade, ali ao lado da fé.

Agora eu vou "deixar" você fazer o que quiser, como sempre disse que faria. Ou melhor, vou me deixar viver sem ter você por perto.

Obrigada sempre por tudo, meu melhor! ;*

domingo, 12 de setembro de 2010

Atenda o telefone, minha senhora!
Você quer que eu enlouqueça? Quer que eu me descabele, imagine tudo de pior que possa acontecer a uma pessoa, que eu perca a cabeça de vez? Parabéns, está bem perto de conseguir.

Pelo amor de Deus, atenda o telefone!

sábado, 11 de setembro de 2010

Agora que passou o choque da "burrice", eu me sinto melhor. Quem estiver procurando por uma técnica em alimentos, pode deixar e-mail, haha. Ando dando cada vez mais valor ao curso e estou quase decidida e tentar engenharia de produção mesmo (eu já havia me inscrito de qualquer forma). Acho que dá pra associar a profissão com outras áreas que também me interessam.
Boa sorte para mim! :D

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Despertando.

Eu nunca me considerei uma pessoa muito inteligente. Normal, só tenho 17 anos. Porém essa semana encontrei pessoas realmente inteligentes na internet e pensei "Meu Deus, como eu sou ignorante". A verdade é que minha idade não justifica absolutamente nada, já que muitas dessas pessoas têm a mesma idade que eu. Felizmente eu não pareço um caso perdido, afinal, estou estudando e tentando me tornar independente, além de gostar de ler e ser contra o fanatismo. Entretanto, principalmente depois de conhecer essas pessoas, eu venho considerando meu desempenho, meu esforço, meu interesse, enfim, tudo que eu pensei fazer de bom, ridiculamente insuficientes.Eu não faço absolutamente nada. Eu não sei de nada, não estudo nada. Estou me formando como técnica em alimentos e não me considero apta nem para atuar na área.
Essa semana tomei um belo banho de água fria e espero que tenha finalmente despertado para o que pretendo fazer da minha vida.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Eu sempre me orgulhei muito de ser aberta para o mundo, para as ideais, para as pessoas. De me doar sem medo, de falar o que penso (com um mínimo de bom senso), de discutir questões cotidianas por horas e horas. Isso para mim era viver. Crescer com o outro, aprender a ser feliz e a amar o mundo.
Hoje vejo pessoas dizerem que já foram assim, mas agora consideram tais atitudes infantis. Paro para pensar sobre o assunto e me pergunto o que é amadurecer.  Se crescer é suicidar-se aos poucos, eu prefiro ser criança eternamente. 
Talvez seja uma síndrome de Peter Pan, um devaneio adolescente, ou coisa que o valha. Talvez eu esteja descobrindo porque as pessoas aceitam se tornarem robôs. Talvez eu me torne um também. Não sei. Falta-me ânimo para pensar nisso ou em qualquer outra coisa.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Regresso Progressista

Eu quero ser adulta com responsabilidades de criança. Porém não há conciliação para esses dois. Criança é criança e adulto é adulto. Criança brinca, quebra, bagunça, grita, chora, sorri. Se der problema, deixa que o papai ou a mamãe resolve, afinal, é apenas uma criança.
Adulto não. Adulto escolhe, julga, condena, compra, paga, recebe, estuda, trabalha, finge. Se fizer algo errado, sofre as consequências, não é mais nenhuma criança!

Quando passo por um momento muito adulto da vida, quero apenas voltar a ser criança. Quero colo!


E que sea lo que sea...

"Ei! Acorde, mocinha!"

Está na hora de cair na real de verdade! Eu que sempre me vi tão consciente de tudo, madura, encontro-me perdida. Com medo de seguir em frente, muito medo. Medo de não ser mais acordada aos gritos, de não ter hora de chegada ou saída, de não precisar dar satisfação do que faço, do que gasto. Medo de escolher, errar e ter que escolher novamente, sem ninguém que conserte nada para mim. Medo de esquecer e jamais ser lembrada. Medo de arriscar o meu tudo que, para muitos, ainda não é nada.
Ainda ouvindo Cordel

Não sei se é mais uma de tantas fases pelas quais passei. Não sei se é a idade. Não sei de nada. É isso, não sei de nada. Não sei o porquê da minha indignação enquanto para a maioria tudo é tão normal, tão banal, tão cotidiano.
Se é assim, por que somos seres pensantes? Se não devemos questionar e transformar, por que não nascemos como os outros animais? Por que então não nascemos como simples perpetuadores da espécie? Por que nos transformarmos em robôs, em máquinas de seguir regras que não foram criadas por nós e com as quais nem concordamos?
Não quero ser máquina, quero ser bicho e bicho inteligente.

Profecia Final

Ouvindo Cordel do Fogo Encantado quase que o dia inteiro.

Há cerca de dois anos os conheci, não lembro mais se por indicação de amigos ou se ouvi em algum lugar, sei apenas que jamais esqueci. Não que tenha gostado logo de cara, nem nada do tipo, mas aquele som era ao mesmo tempo inexplicável e inconfundível. Então, por curiosidade, baixei um CD da internet e confesso que achei a música um tanto quanto "agressiva". Talvez regional demais para o meu gosto tão internacionalizado.
Com o tempo e a influência da cultura regional cada vez mais forte no meu dia a dia, resolvi dar mais uma chance àquela música tão diferente. Baixei os outros dois CDs (O Palhaço do Circo Sem Futuro e Transfiguração) e me encantei. Descobri, e venho redescobrindo diariamente, a beleza, a arte, o encanto e o fogo daquele cordel pernambucano.
Dizem agora que ele acabou, mas o cordel é fogo que não se apaga jamais. É guerreiro violento, vaidoso e avoador. Entretanto, por razões que desconheço, os artistas que o criaram não podem mais alimentar essa chama, e é nosso dever, como amantes da cultura nordestina, do cordel, da música, da poesia e das nossas raízes não deixá-lo se apagar. Pela minha boca e pelas minhas mãos, o Cordel do Fogo Encantado sobreviverá.

Tornemo-nos responsáveis por sua perpetuação, porque o espetáculo não pode parar e o som que vem, quem viver verá!

domingo, 23 de maio de 2010

Esclarecimentos

Ouvindo skank (pela milésima vez) até que enjoei e fechei o media player. 


Ainda com os óculos e ainda no chão.

Sim, eu sempre escreverei a quatro olhos, às vezes até a seis, oito, depende da minha inspiração. No mínimo quatro por causa da miopia que me obriga a usar esses amiguinhos da boa visão.


Nem sempre escreverei aqui de baixo. É algo temporário. Só para ter uma outra visão de mundo, enxergar como os pequenos, além de ficar na altura certinha pra alimentar as mamães muriçoca (sou defensora dos animais *-*). Tudo partiu, é claro, de uma decisão minha, nada tendo a ver com a reforma da sala (antiga morada do computador). 

Domingo à tarde

Ouvindo o Green Day - Albúm American Idiot


A quatro olhos (os meus e os emprestados pelos meus acabadíssimos óculos) escrevo o segundo texto do blog. *o*
Sim, eu vou parar de contar.


Cá estou sentada no chão, novamente, me curando da ressaca provocada pelo vinho barato e pelo cansaço mental acumulado.
Até agora o dia foi bastante produtivo, visto que passei boa parte deste esparramada em minha fofa e aconchegante caminha. Nada melhor que dormir quando se está com sono, comer quando se tem fome, beber água quando se tem sede e outras tantas variações possíveis na rica imaginação de quem não tem mais o que fazer.Encontro-me cercada pela minha bagunça desorganizada na qual é quase impossível achar algo que não esteja empoeirado ou amassado. Sinto o calor emanar do meu corpo e o alívio de um leve ventinho fugido do ventilador do pc (aqui em casa, as máquinas são muito bem tratadas u.u).

Penso em escrever mais. Bocejo. Bocejo. Bocejo. Penso em alguma bobagem. Paro. Bocejo de novo. Penso em abastecer meu copo com água. Paro. Penso no trabalho que dá levantar-me do chão, ir à cozinha, encher o copo, voltar e sentar-me no chão novamente. Desisto. Bocejo mais. Me sinto preguiçosa. Penso melhor. Não me sinto mais. 


Hasta nunca!

sábado, 22 de maio de 2010

Algo como nada :D

Ouvindo "Pomar" com Nando Reis.


A quatro olhos (os meus e os emprestados pelas minhas fragilíssimas lentes de contato) começo a escrever alguma bobagem, apenas para iniciar as postagens e tal. Sabe como é, né? A gente precisa de um começo. 


Sentada no chão, sobre almofadas sujinhas, velhinhas e um tanto desconfortáveis, me ponho a beber um certo vinho de marca suspeita (porém de sabor bastante atrativo às mulheres) servido em uma bela taça plástica quebrada, e tento escrever algo engraçado.
Como é a vida, não? O que uma pseudo-escritora-depressiva-semi-analfabeta como eu me sujeito a fazer para agradar minha imensa legião de fãs (vulgo, parcos amigos)...

Vê-se que minha inspiração somada à minha criatividade resultam em algo muito semelhante a coisa alguma. Sendo esse nada caracterizado, principalmente, pela ausência de um vocabulário amplo e pela famosa encheção de linguiça.

Depois de um dia cansativo (mentalmente, claro) é pedir muito que eu prossiga com o texto até que chegue a um final minimamente coerente. Sendo assim, paro por aqui, até para não destoar do início igualmente sem sentido.


Hasta luego!