domingo, 27 de janeiro de 2013

Triste.

Eu sempre me sensibilizo com tragédias, me emociono ao saber que pessoas morreram, que sonhos, planos,  vidas foram destruídos. O incêndio em Santa Maria me tocou mais profundamente, porque eu estou na mesma fase que a maioria daqueles jovens, eu frequento essas festas, eu entro em boates tão inseguras quanto aquela. Fico imaginando que poderiam ser meus amigos, que poderia ser eu. Foi a destruição de uma geração.
Que essa tragédia sirva de exemplo para os empresários de todo o país, para os órgãos fiscalizadores, para que a população denuncie irregularidades na segurança dos estabelecimentos. O que mais li no facebook foram jovens de outras cidades, de outros estados, falando que em boate X ou boate Y, se um incêndio começasse, haveriam tantas ou mais mortes quantas as que ocorreram em Santa Maria.

Apesar de saber que a irresponsabilidade do proprietário contribuiu muito para a gravidade do problema, me sensibilizo com qualquer um que hoje se sinta responsável pela morte de centenas de pessoas. Acho que a vida dessa pessoa foi junto com as vidas de todas aquelas vítimas.

Tudo que eu desejo é algum conforto para o coração e pras almas dos envolvidos.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Nada pra fazer

Passei dez dias em casa, em regime semiaberto. Na pequena cidade onde eu vivi durante 18 anos, não há NADA para fazer, sobretudo nessa época do ano, quando todo mundo vai veranear nas badaladíssimas praias. Não que eu quisesse estar nessas baladas, mas ter um lugarzinho pra ir de vez em quando é legal. Ver gente diferente, dar umas paqueradinhas de leve (porque ninguém é de ferro, muito menos aos 20 anos de idade), ouvir boa música (Ribeira <3 p="p">
Conto nos dedos as vezes que pus o nariz pra fora de casa. Em parte, porque faz um calor desgraçado durante o dia e à noite é muito perigoso, e em parte, porque todas as opções de lazer envolvem comida. Na minha cidade não tem um show, um barzinho temático, um cinema, um teatro em funcionamento, um nada, resumindo. Estou esperando ansiosamente pelo dia 19, porque haverá um tributo a Los Hermanos e mais ansiosamente ainda pelo ultimo fim de semana do mês, para poder voltar a Natal (<3 p="p">
Esse marasmo, esse tédio, essa falta do que fazer, tudo isso tem me deixado tão desanimada que acho que estou ficando um pouco deprimida. Confesso que empaquei um pouco o projeto dos nuncas, mas pretendo voltar, quando der. Esse projeto me fez perceber que, naturalmente, eu tenho o hábito de fazer coisas diferentes no meu dia a dia. Seja buscar um caminho diferente para chegar a um lugar, seja fazer perguntas diferentes a um amigo enquanto conversamos banalidades. Quando estou com um bom humor, acabo fazendo vários nuncas em apenas um dia. Acontece que aqui em "raios novos" é tão difícil... Sei que deveria ser um desafio, mas, sinceramente, tô sem saco pra isso, por enquanto.

Gosto muito da minha cidade, embora possa não parecer, depois de tudo que falei. Mas é tudo tão previsível, tudo tão igualzinho, todo mundo tão conhecido... Me sinto um pouco velha pra essa cidade, como se meu tempo de viver aqui já tivesse passado, como se meu presente e meu futuro pertencessem a outros lugares. Lugares que talvez nem conheça ainda.

***

Noite passada eu tive insônia. Aliás, tenho dormido beeeeeem tarde todas as noites, porque passo a manhã inteira dormindo e, como não tenho nada pra fazer, o sono demora a chegar. Enfim, a questão é que eu estava sozinha no meu quarto, ouvindo música, porque já não aguentava mais ler, e me peguei pensando de um jeito diferente numa pessoa. Não é alguém que eu queira/deva esquecer, nem nada assim. É um amigo, apenas. Mas me surpreendi ao me pegar pensando nele de um jeito diferente. Primeiro, porque não tem nada a ver. E segundo porque... bem, porque não tem nada a ver, oras. E quando eu digo nada, é nada, MESMO. Um nada bem recíproco, eu diria.


Olhem que vídeo LINDO que eu achei:


sábado, 5 de janeiro de 2013

Nuncas da semana e um certo nunca mais

03/01 - Fui a uma roda se samba na cidade alta e sem levar um tostão furado (além do cartão de passagens). Foi bem divertido e até um pouco assustador em alguns momentos, mas valeu a experiência. Não vejo a hora de repetir.

04/01 - Dormi 18h seguidas. Acho que bati muitos recordes com esse nunca.

05/01 - Ainda estou pensando no nunca de hoje. Aqui em "raios novos" a coisa toda fica um pouco mais difícil. Aguardemos.

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No samba de quinta-feira, eu encontrei Thiago. Fiquei um pouco receosa de ir, porque sabia que ele estaria lá e não queria deixar aquele ar de "perseguição". Felizmente, ficou tudo numa boa, mas não ficamos mais e não tenho esperança (nem interesse) de que isso aconteça. No final da noite ele falou algo que fez a magia acabar, algo sobre os nomes das mulheres serem todos iguais pra ele. Gerou até um certo mal estar na mesa, porque foi um posicionamento meio machista. Eu poderia ter feito uma piada, uma observação, mas preferi manter-me calada, para não expor ninguém. Foi um final infeliz pra essa história, mas confesso que estou ótima com relação a isso tudo.

Antes mesmo de nos encontrarmos, uma amiga me confessou que me achava muito romântica pra ele. Eu até lido bem com a falta de romantismo, mas acho que é difícil conseguirem lidar bem com os meus excessos, meus arroubos de intensidade, de poesia, de quiquiquis.
Li em algum lugar que, para amar é preciso coragem. Acho que falta um bocado de coragem pra amar.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Olá, 2013! Seja muito bem vindo!

Minha principal resolução para 2013 é de seguir o exemplo das meninas do 365 Nuncas. Elas resolveram fazer uma coisa nova a cada dia, algo que nunca tinham feito na vida, no período de um ano e registraram esse projeto no blog. Hoje vou postar os nuncas do dia 31, do dia 1 e do dia 2.

31/12/2012 - Pela primeira vez na vida fiz uma viagem intermunicipal de alternativo. Acredito que o transporte pro inferno seja algo inspirado no ônibus de Seu Sebastião.

01/01/2013 - Todos os anos eu passava o reveillon com os meus pais, na minha cidade. Durante 20 longos anos foi assim que aconteceu. Mas "um dia desses resolvi mudar" e vim pra Natal. Passei a virada de ano sozinha. Eu, o mar, Iemanjá, o vento e a Lua. Caminhei um bocado pela praia até encontrar alguns amigos. Parei para conversar um pouco e antes das 2h tomei um táxi para casa. Bati aquele papinho com o motorista e pechinchei a tarifa. Ao chegar em casa, tomei 1/3 de uma cachaça envelhecida, ouvindo Chico Buarque e tentando sambar. Tudo isso sozinha. As pessoas se incomodam um pouco com essa coisa de se passar o reveillon só. Eu, sinceramente, não vejo problema algum. Adoro minha companhia e sinto que preciso de momentos completamente meus, de vez em quando. Além do mais, sinto que o meu aniversário tem um significado muito mair de mudança, início de um novo ciclo, renovação, do que uma simples troca de calendários.
Além de tudo isso, escrevi hai-kais de Millôr Fernandes em papeis e enfiei por debaixo da porta dos meus vizinhos, com votos de um feliz 2013.

02/01 - Fui para a festa da posse da vereadora mais votada da história de Natal, com quase 33 mil votos. A festa foi excelente. Encontrei Thiago, conversamos, mas não rolou nada. Quando a festa acabou, parte da galera resolveu ir para a praia. Aqui começam os meus nuncas. Nunca tinha ido de Capim Macio para Ponta Negra andando (muito menos fazendo via sacra nos postos de gasolina, pra comprar bebidas e baganas). Nunca bebi tanta cachaça (envelhecida, sempre). Nunca comi tão pouco sem sentir fome (comi um algodão doce, uma bolacha e alguns amendoins). Foi uma madrugada e tanto.

Desejo ao mundo mais amor em todas as suas formas! Amem, amem muito!