quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Pensando na vida

Quem me conhece, sabe que eu quero muito ser mãe. Acho que é uma das poucas coisas que sempre quis, desde que me entendo por gente. Quero ter 3 filhos e gostaria muito de lhes proporcionar educação, saúde, cultura e transporte público gratuitos e de qualidade, mas sei que não posso contar com isso. Tenho que dar um pouco da minha própria saúde todos os dias para um dia poder lhes oferecer ao menos o básico, ao menos o que eu mesma tive em termos de oportunidades.
Eu também sempre desejei criar a minha família aqui, no Brasil, no nordeste em meio a essa cultura que eu tanto amo. Mesmo tendo experimentado brevemente a vida em outro país, com mais oportunidades, com mais direitos garantidos, mesmo assim eu queria viver aqui.
Hoje, depois de consumado o golpe parlamentar, e de já anunciados os golpes sociais que serão dados pelo governo Temer na população, eu começo aos poucos a mudar de ideia. A minha vontade de ser mãe e as condições que quero dar aos meus filhos superam ligeiramente outras vontade. Tentarei o quanto for possível seguir o meu plano principal, mas, caso não seja possível, tentarei outros caminhos. Ainda tenho uns 10 anos pela frente, muito tempo pra pensar, muita história para acontecer, muitas oportunidades para surgir. Espero que o meu desejo seja o meu caminho.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Surprise!

A essa altura do campeonato eu já deveria saber que não adianta fazer promessas, especialmente neste blog. Eu acho que nunca cumpri nada que prometi aqui. Se fiz, não lembro. Eu não me sinto exatamente mal por não ter feito, porque sei que muitas vezes acabo me empolgando e fazendo planos que nunca irei cumprir.

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Essa semana, duas coisas inesperadas me aconteceram. Peguei uma gripe fortíssima, que me derrubou com toda a força desde quarta-feira à tarde, e fui adicionada no fb por um cara que eu conheci na última semana de intercâmbio. Gente do céu, eu não vou colocar a foto da criatura aqui, para não expor, mas pensa num homi bonito! E ele não era só bonito, era inteligente, “good vibes“, de boa com tudo e figura até hoje no top 3 do sexo da minha até então curtíssima vida sexual.

As escorpianas são pessoas conhecidas pela intensidade, pela profundidade. Estas características se manifestam especialmente no sexo. A gente vai com tudo, se entrega completamente, fazendo do ato sexual uma experiência quase transcendental - ao menos é o que dizem. O fato é que, assim como eu, o cara também se entregava completamente ao momento, a mim, sem qualquer pudor, sem qualquer receio, mas mantendo sempre o respeito aos gostos e limites de cada um. Para mim, sem dúvidas, as poucas noites que passamos juntos foram vividas de forma muito intensa. Praticamente não nos conhecíamos, mas o desejo de se dar completamente passava por cima da falta de intimidade. Ou melhor, parecia que nos conhecíamos de alguma maneira, que nos entendíamos apenas com os olhares e gestos.*
É claro que, estando bem acima do peso, tendo várias marcas e estando bem longe do padrão de beleza europeu, eu me sentia toda errada. Salvo quando estávamos de fato transando, eu me esforçava bastante para não sucumbir à insegurança, não me deixar levar pelos fantasmas das rejeições e humilhações passadas.
Em resumo, foi uma experiência muito significativa na minha vida. Foi uma forma bonita de encerrar minhas interações com os franceses (aliás, todos os encerramentos acabaram sendo).



*Quando terminei de escrever esse parágrafo, corri até o fb para checar a data de nascimento do rapaz e ver de qual signo ele era. 19 de novembro, escorpião. A astrologia nunca fez tanto sentido na minha vida.