Apesar de todo aquele discurso sobre não gostar de ficar com alguém sem que haja encantamento, poesia, magia ou afins, noite passada eu acabei sucumbindo. Fiquei com um certo pernambucano amigo de umas amigas que conheci ontem mesmo. Acontece que o cara insistiu muito. Foram quilômetros de conversa e tentativas de convencimento. Ele estava, de fato, decidido a me conquistar, apesar de parecer não ter muito jeito com isso. Até falou da minha música, que quase ninguém conhece. Quando estávamos quase na porta do meu prédio, eu cedi. Falando assim, parece que sou daquelas que gosta de se fazer de difícil, mas na verdade, eu não estava me sentindo tão à vontade para ficar com ele.
Aí, a gente ficou e tal. Foi bom. Impossível não comparar com J. O beijo do pernambucano, isoladamente, foi melhor, mas J. tem mais jeito com as mulheres, mais experiência e sabe otimizar seus atributos pessoais. Depois eu subi pro meu apartamento, conversei com a minha colega e quando cheguei no banheiro, me surpreendi. Ele tinha dado um chupão daqueles no meu pescoço! Gente, isso não se faz! Nunca! É horrível! A mulher volta pra casa parecendo que foi estuprada, pelamordeDeus! Uma roçadinha de barba tem efeitos muito melhores sobre uma mulher do que qualquer chupão.
Fiquei puta de raiva! Ainda bem que adotei a política de uma amiga de não dar o telefone, já que eles não ligam mesmo. Afinal, se ele quiser entrar em contato, tem como conseguir.
Considero um grande absurdo ter a oportunidade de ver a lua, com todo o brilho que lhe é emprestado, e não poder parar para admirá-la até adormecer. Não posso chegar para a minha professora de Gestão Ambiental e dizer que não estudei o suficiente, porque reservei-me ao direito de apreciar a natureza. Pode soar banal, estúpido, boboca, pra muita gente, mas para mim é triste. Acho triste não conseguir me sentir livre o suficiente para usufruir de coisas tão simples.
Hoje conversei um pouco mais com uma pessoa que conheci naquele evento que organizei e tenho me encantado a cada dia. Desde que o conheci e fiquei sabendo um pedacinho da sua história, já senti as primeiras pontadas de admiração. Sentimento este que só cresce dentro de mim.
Sempre que invento de me comparar às outras pessoas da minha idade, fico sem saber direito o que pensar. Tem hora que acho que sou meio estranha mesmo. E tem hora que acho que o resto das pessoas que são estranhas.
Há algum tempo venho comentando que me sinto um pouco carente fisicamente e emocionalmente. Apesar de ter conhecido um monte de gente nos últimos dias, não pude firmar laços com ninguém, por vários motivos. No sábado passado, eu "perdi" uma oportunidade de acabar com a carência. Saí com umas amigas e ao final da noite fomos para o condomínio de uma delas. Chegando lá, acabamos ficando no apartamento de uns vizinhos e um deles se interessou por mim. Acontece que estavam todos muito bêbados e chapados, por isso recusei as investidas do rapaz. Eu poderia ter "aproveitado o momento", "me divertido" e ficado com ele, mas não senti vontade. Não por falta de atração, mas porque julguei desnecessário beijar alguém que sequer lembraria daquilo no dia seguinte. Beijar uma pessoa pelo simples prazer de beijar não me satisfaz. Não estou dizendo que preciso namorar ou me apaixonar pela pessoa, mas também não sinto necessidade alguma de beijar alguém por ter surgido a oportunidade. Eu gosto da poesia, da conquista, do interesse pelo ser humano como um todo e não só pelo seu corpo. A história toda pode durar apenas uma noite, algumas horas, alguns minutos, mas não pode existir sem romantismo, sem poesia ou encantamento.
Esse momento serviu para eu reafirmar minhas crenças e perceber que não consigo mesmo ser como a maioria.
Engraçado perceber que nos últimos 10 dias eu saí muito e fui muito cortejada (que palavrinha, hein?! Estou lendo Orgulho e Preconceito, foi a palavra que me veio à cabeça), mas isso não fez lá grandes coisas com a minha autoestima nem fez com que eu me sentisse mais querida, mais amada. É bom sentir-se desejada, mas esse sentimento vem se mostrando cada dia menos relevante para mim.
Estou mais interessada em um amor de verdade, para o qual eu possa me doar por inteiro. Enquanto ele não aparece, prefiro não lançar meus beijos e meus olhares a qualquer um.
Ainda estou me recuperando do ENEDS. Organizar um evento nacional que envolve todas as engenharias e não apenas um curso é uma tarefa dificílima e extremamente estressante, mas também imensamente gratificante. Sinto orgulho de ter organizado um evento como esse na área tecnológica, ainda mais por ter sido um sucesso na visão de todos. Depois que eu me recuperar de verdade, venho contar mais sobre a minha experiência como enediana.
Eu tento delegar, tento confiar nas pessoas, eu juro que tento. Mas as pessoas sempre me frustram. Assim fica foda. Essa semana foi tensa pra mim e todos os meus colegas da faculdade sabem que estou organizando a porra do evento que eles vão participar. Mesmo atolada de coisas pra fazer e me preocupar, dou um jeito de passar as diretrizes do trabalho de marketing. Sugeri a empresa e todos concordaram. Pedi que lessem as orientações que o professor mandou para podermos saber se é necessário visitar a empresa logo agora. Eu fiz isso no começo da semana. Me chega o domingo e ninguém baixou o documento. Ninguém! Para completar, o sistema acadêmico da faculdade está fora do ar (pra variar). Eu esperava que alguém fosse capaz de liderar o grupo e organizar o trabalho, mas não dá pra confiar mesmo. Tem gente que nasceu pra ser mandado e não para mandar. A cada dia que passa isso fica mais claro para mim. Observo meus colegas de faculdade e identifico claramente quais poderão ser meus patrões, meus colegas e meus subordinados.
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Lembram daquele trabalhinho bacana de enviar as declarações de aceite? Então, HOJE me avisaram que eu deveria ter mandado pelo e-mail da comissão científica. Eu não sou da comissão científica, estava apenas ajudando numa tarefa chata a pedido da organização geral. Eu não sabia que existia um e-mail da comissão científica e, portanto, não sabia o login e a senha. Agora, como diabos esperavam que eu tivesse usado esse e-mail? Só Deus sabe!
É extremamente desestimulante ver vários estudantes de engenharia de produção prestes a se formar que parecem não ter a menor noção de gestão da informação e da produção. Vamos tacar 5W2H em tudo, galera!
Eu ando estressadíssima ultimamente, porque estou cursando 8 disciplinas, sou membro do CA e organizadora de um evento nacional de engenharia que acontecerá daqui a 10 dias na minha universidade. Além disso, tenho uma bolsa de apoio técnico que deveria ter durado apenas um mês, mas acabou se estendendo para além das férias. Em resumo, não tenho tempo, paciência, disposição ou ânimo para fazer qualquer coisa. Ainda não pequei num livro sequer para estudar para as provas. Tá osso!
Como se não bastasse, essa semana eu me responsabilizei por uma atividade chatíssima, mas essencial para o evento que estou organizando acontecer: enviar as certidões de aceite aos autores dos artigos. Para começo de conversa, eu nem sabia que essa certidão existia. De qualquer modo, aceitei o desafio. Pra quê?! Me enviaram os dados em cima do prazo e acabei tendo só um dia para colocar os nomes dos autores e os títulos dos artigos em cada declaração e enviar para todo mundo. Faltei duas aulas, mas cumpri o prazo. Acontece que eu esqueci de ajustar a data da declaração e hoje tive que enviar TUDO de novo. Ou seja, eu acho pouco fazer o trabalho mais chato do planeta uma vez e dou um jeito de ter que refazer. Sei que se não estivesse tão cansada (sexta-feira é foda, né?!) e tão preocupada com o prazo, teria feito tudo certo de primeira, porque não costumo errar esses detalhes, mas, mesmo assim, me senti mal pra caramba. Errar é sempre ruim, mas errar a nível nacional é pior ainda, convenhamos. Me senti displicente, irresponsável, o que não costumo ser. Sei que sou muito severa comigo mesma, minha maior crítica, porém, esta é uma das características que me impulsiona, que me leva a fazer as coisas bem feitas, porque não sou lá muito comprometida comigo.
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Essa semana um dos estagiários que trabalha comigo disse que eu precisava de um namorado. Não, ele não estava se insinuando, nem nada do tipo, estava apenas curtindo com a minha cara. É o tipo de afirmação que meu irmãozinho sempre fazia (em termos muito mais sujos, até) e que depois de tanto tempo sem ouvir, me fez refletir. Não diria que preciso de um namorado/companheiro, apesar de muitas vezes querer. Mas acredito que esteja precisando de um tempo maior pra mim. Um tempo para cuidar de mim, para ler o que gosto de ler, ouvir o que gosto de ouvir, assistir o que gosto de assistir, para sair com os meus amigos, para viajar, para me descobrir mais como pessoa, como ser humano. Tenho medo de deixar o meu lado profissional dominar tanto minha vida, medo de atropelar meus planos, de estar perdendo tempo por ter feito os planos "errados".
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O cara que estava me tocando continua me tocando. Sinal positivo. Continuamos trabalhando juntos (no tal evento) e tive que dar uns puxões de orelha nele. Sinal negativo.
Sabe aquele cara bonito, legal, inteligente e ainda por cima estudante de engenharia?! NHAMY! O único problema é que ele é muito santinho, da igreja e tal. Esses dias eu falei um palavrão do nada e ele riu, mas falou que achava palavrão feio, apesar de ter achado engraçado o modo como eu tinha falado. Eu que sempre defendi que palavrão é algo expressivo e não deve ser tão censurado (profissionalmente é óbvio que eu evito, porque acho que não cabe, dada a seriedade da coisa, mas no resto, eu libero geral). Acho que esse cara é muito santinho pra mim. Sou escorpiana, ainda que não pareça. Tenho um interesse forte por muitas coisas que ele deve achar erradas ou proibidas. Aí, fica foda.
Para eu conseguir me relacionar com a pessoa, ela tem que ser, antes de tudo, companheira. Companheira de diálogo, principalmente. Gosto mesmo é de discutir sobre tudo que puder e quero poder fazer isso com a pessoa que amo. Aliás, só me apaixono quando consigo essa abertura. Mas o pior é que escrevo isso tudo pensando no sorriso dele. Pense num moço do sorriso bonito! PQP! Um sorriso conquistador, convidativo. Ai, ai, parei.
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Como esse post está todo aleatório, vou postar essa música que eu ADORO, mas ainda é pouco conhecida. Para quem gosta de violão, "5 a seco" é uma ótima pedida. Aqui vocês podem encontrar um pouco mais sobre o grupo.