sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

C‘est le bordel

Eu estou me sentindo tão desequilibrada. Coisas simples estão me abalando muito. No dia a dia, eu me sinto bem, sigo cumprindo os meus compromissos como sempre fiz, mas existem inúmeros gatilhos para pequenas crises e eu sei o quanto isso é perigoso, porque eu não entendo a complexidade dessas crises e não sei avaliar o quanto elas podem me prejudicar.
Tem dias que eu me vejo tão pressionada que sinto vontade de chorar o tempo todo.
Não consegui o estágio que eu queria (e precisava), terminei a autocescola e não sei dirigir direito (nem meu pai deixa eu pegar o carro para praticar mais), continuo sem nenhuma perspectiva de renda fixa e cheia de expectativas e incertezas sobre o meu futuro profissional. Eu sinto que as expectativas e cobranças dos meus pais me sobrecarregam de tal maneira que é difícil até de colocar em palavras. Algumas vezes me pego imaginando como seria fazer parte de uma família diferente, na qual os pais tivessem outras prioridades. Será que seria mais fácil? Ou será que eu acabaria sendo mais exigente comigo mesma justamente por não ter esse tipo de cobrança em casa? Não dá para saber.

O lado bom é que eu estou procurando retomar o controle da minha vida. Estou organizando minha agenda de modo a garantir algum tempo para me cuidar. Já tenho consulta marcada com um nutricionista amigo e um tempo reservado para procurar a assistência psicológica da universidade. Também estou negociando com os meus pais para voltar ao curso de inglês (eu só fiz 2 semestres, de um total de 7, mas desta vez pretendo fazer teste de nivelamento), já iniciei as reuniões no grupo de conversação de francês e estou levando material de leitura para os intervalos entre as aulas da faculdade.
Sei que vai ser difícil conciliar tudo que pretendo fazer - as matérias complicadas que estou cursando, meus interesses políticos, e tudo que mencionei acima - sobretudo depois de passar tanto tempo com uma rotina bem mais tranquila e sem muito estudo. Minha cabeça parece ter voltado para o início da graduação, quando eu me sentia muito cansada e tinha bastante dor de cabeça, reflexo da adaptação à rotina universitária. Estou tendo que pegar no tranco.

***

Eu não sei porque estou acordada até agora. Não me sinto exatamente ansiosa, mas não costuma haver outro motivo para eu perder o sono e na noite passada eu dormi cerca de 5 horas, além de que tive 3 horas de aula de direção hoje. Eu deveria estar exausta. Acho que tem a ver com a angústia que venho sentindo e a proximidade da prova do detran.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Sdds sono

Existem 3 coisas na vida que são implacáveis quando se trata de espantar o meu sono:
- Ansiedade
- Dúvidas
- Crise de sinusite


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Eu e meu corpo, meu corpo e eu

Há algum tempo eu nem conseguiria escrever um texto falando sobre o meu corpo. Estar fora dos padrões é algo cruel, mas não deveria. Falando no meu caso, especificamente, ser gorda não me torna menos saudável, não me torna menos bonita, menos interessante, menos agradável, mas ao olhos de muita gente sou vista como menos desejável, menos atraente e até desleixada. É muito difícil nadar contra a corrente de opiniões sobre o seu corpo, ao mesmo tempo que se busca ter mais saúde. Eu luto diariamente comigo mesma para não me preocupar em mudar meu corpo, ao mesmo tempo que vejo ele mudando por escolhas que faço em função do meu bem estar. Percebem a diferença? Eu sinto que preciso me libertar de toda uma vida de opressão, de ofensas contra a minha imagem, preciso me aceitar como sou, independente de como eu esteja. Hoje estou gorda, mas por causa de algumas escolhas que venho tomando, sobre praticar mais exercícios e me alimentar de forma mais consciente (priorizando aquilo que de fato nutre e não apenas sacia), sei que poderei estar mais magra em alguns meses (ou anos).
Em certo momento, ter conseguido emagrecer me ajudou a levantar minha auto-estima. Eu precisei me sentir aceita, emagrecer pelos “motivos errados“ para conseguir ter uma perspectiva diferente sobre o meu corpo agora, quando estou novamente gorda. Também foi importante perceber que, enquanto magra (ou com um peso“normal“) eu ainda me enxergava gorda, eu achava que precisava emagrecer mais uns 10 quilos, por causa da minha altura e considerando o meu biotipo. Quando vejo fotos daquela época, percebo que estava enganada. Certamente eu precisava de mais exercícios, substituir parte da massa gorda por massa muscular, tendo mais disposição e preparo físico para certas atividades do dia a dia ou que a vida poderia me apresentar, além de ter de suprir uma certa deficiência de colágeno que ajudava na minha flacidez, mas eu não precisava emagrecer. A aparência que eu tinha naquela época estava muito próxima do padrão estabelecido na nossa sociedade e mesmo assim eu não conseguia perceber isso. Eu via as fotos, ouvia o que as pessoas falavam, mas era como seu meu cérebro não captasse as informações da mesma forma que todo o resto das pessoas. Felizmente, superei aquela fase e agora posso prestar mais atenção aos sinais e não me deixar enganar novamente.
Apesar de eu ter uma compreensão melhor sobre a opressão que sofro enquanto mulher, gorda e negra, ainda é difícil. Eu ainda me considero “pouca merda“ quando conheço certos rapazes, eu ainda fico ansiosa quando surge a possibilidade de ter de mostrar certas partes do meu corpo a alguém, eu ainda me sinto inferior por ser diferente. Não que este tipo de pensamento seja predominante, mas de vez em quando a autoestima cai, a carência chega junto e pronto: tá formada aquela bad.

Eu não vou falar sobre medidas ou metas pra vocês porque não tenho nem quero ter nada disso. Eu quero ouvir o meu corpo, as minhas necessidades, para agir em função disso e não do que é esperado pelos outros.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Mais ansiedade

Está complicado de lidar com a espera pelo resultado do processo seletivo do estágio. Recentemente fiquei sabendo que os candidatos aprovados serão chamados apenas no mês que vem e, apesar de já termos passado da metade deste mês, é bem difícil ter que esperar mais duas ou três semanas, porque muitas coisas estão dependendo dessa informação. Isso tudo, porque a empresa em questão é a que oferece o melhor salário (50% a mais que a maioria das outras empresas) e tem um plano de benefícios. Com o tal salário, eu poderei alugar um apartamento só pra mim e finalmente morar sozinha, tendo um espacinho para receber visitas de amigos e familiares. Pra mim, a casa é um refúgio, é o lugar que eu vou para me recompor dos dias cansativos, mas também o meu aconchego, o lugar onde espero ter paz, me sentir bem e em harmonia. Gastar uma grande porcentagem da minha renda num espaço legal, numa localização razoável e com cara de casa não representa um sacrifício para mim - ainda que eu precise abrir mão de várias coisas que gosto para poder fazer isso. O lugar no qual estou não me oferece o conforto que eu desejo. Só consigo me sentir verdadeiramente bem dentro do meu quarto, e olhe lá, porque a minha roomate não colabora com a organização e limpeza do ambiente. Quem já precisou dividir apartamento em algum momento, deve conhecer um pouco desse drama. Para quem não teve a experiência, asseguro: não é nada fácil.

O outro problema relacionado à demora da empresa é o fato de que não posso me candidatar a outros estágios. Na verdade, eu até posso, mas não quero arriscar me comprometer com outra empresa e no final das contas ser admitida pela primeira. Não quero arriscar a chance de ganhar o tal salário que me permitiria morar sozinha e os benefícios que facilitariam muito a minha rotina. Estou apostando tudo nessa chance. Se eu perder, vai ficar difícil de encontrar uma outra renda fixa tão cedo.


Eu sei que sou uma pessoa muito privilegiada, inclusive financeiramente, principalmente quando me comparo a boa parte da minha família e alguns amigos, mas sempre acabo pensando o quanto a grande maioria dos meus concorrentes não precisam daquele estágio, precisam apenas de um estágio, que poderia ser em qualquer empresa, com qualquer salário, mas um dinheiro que não vai mudar a vida de nenhum deles, porque eles não precisam daquilo, apenas querem. Não estou querendo dizer que é errado eles quererem ou que seria injusto que eles conseguissem, porque no final das contas, a empresa não se preocupa - nem pode - com isso. O que quero dizer é que existe uma diferença substancial entre precisar e querer, e que muitas vezes quem precisa acaba de mãos abanando.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Comer, ganhar, amar

E não é que o negócio da alimentação tá dando mais ou menos certo. Tenho comido bem mais legumes e verduras, sentido menos necessidade de comer aquele alimentos ricos em carboidratos e pobres em nutrientes. Mas isso só se aplica aos alimentos salgados. Na hora dos doces, tá difícil. Tem uma doceria e café muito delícia a 5 minutos da minha casa. Como resistir? Nesse sentido, o baixo do orçamento tem ajudado bastante, haha.
De todo modo, estou contente e já vejo um tico de resultado nas roupas. Ainda tenho que voltar na nutricionista pra ver a dieta certinha, adequada à rotina que vou levar nos próximos meses. Antes disso, preciso saber qual vai ser minha rotina, coisa que só poderei saber quando receber o resultado de um processo seletivo de estágio.


Falando em estágio, que negócio agoniante. A resposta já está com mais de uma semana de atraso. Espero que tudo se resolva nesta semana que está para começar, porque a espera tem me deixado muito tensa, muito estressada. Isso tudo, porque o salário que vou receber vai abrir portas para a minha independência financeira, para minha liberdade. Não quero falar muito, ainda, mas se tudo der certo, venho aqui contar pra vocês sobre os novos planos para as próximas semanas.

Falando em planos, existe uma areazinha na minha vida que anda mais seca que o seridó potiguar: a dos paqueris. Estou zerada neste quesito. Sim, mesmo depois do carnaval - até porque, passei com a família e a coisa mais próxima de uma marca de amor que carreguei foi a mordida do meu primo lindico de 1 ano e 2 meses. Hoje saí com o meu melhor amigo e a galera que passou o carnaval com ele, em Olinda/Recife. É uma galera muito gente boa, sem frescura, animada e engraçada, ou seja, do jeito que eu gosto. Tinha até um recifense que faz beeem o meu tipo: tatuado, barbudo, meio alterna-vibes, com aquele sotaque lindo e, além de tudo, engenheiro. Porém, não me empolgou muito. Não sei se é essa minha fase quieta, celibatária, ou se simplesmente não senti que ele estivesse interessado. De qualquer forma, pretendo continuar saindo com essa galera ao longo deste ano e tenho certeza de que conhecerei muita gente bacana ou pelo menos me divertirei bastante com as pessoas que já conheci.

That‘s all, folks! Por enquanto.