terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Lar, doce lar.

Eu sempre gostei de dar pitaco sobre tudo na casa dos meus pais, desde a decoração até o que vai ser preparado pro almoço. Minha mãe, do outro lado, quase sempre respondia: “quando você tiver a sua casa, você faz do jeito que você quiser, mas na minha casa, é do jeito que eu quero“. A primeira coisa que essa frase me provocou foi vontade de ter a tal da minha própria casa. A segunda, foi a ideia de que eu não preciso ser nem fazer as coisas como a minha mãe quer. Eu percebi cedo que, muito embora ela nem sempre tivesse consciência disso, mainha estava me criando para ser uma mulher independente e com opinião formada.
Com o passar dos anos, mesmo um pouco longe da sonhada independência financeira, eu comecei a mostrar pra minha mãe que, embora ela seja lesbofóbica, homofóbica, transfóbica e um pouco racista, lá em casa vai ter negros (além de mim mesma), sapatão, viado, trava, e se reclamar, vai ter o dobro e mais um punhado de comunista devorador de criancinha. Porque aí, mainha, a casa vai ser minha e vai ser do jeito que eu quiser. A senhora pra entrar, vai ter que aceitar.
E valu pra tu também, visse, painho?!

Quando o tão sonhado dia da minha independência chegar, eu imprimo essa postagem e mando pros dois pelo correio.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Pode me chamar que eu vou!

Estou vivendo no sul da França há exatos 163 dias, o que equivale a pouco mais de 5 meses. Durante todo este período minha experiência de intercâmbio não tem sido nada do que eu pensava. A verdade é que, em muitos aspectos, o famoso berço do feminismo retrocedeu bastante. Eu esperava encontrar aqui um outro tipo de gente, uma outra vibe. Mas, por outro lado, tem sido uma experiência importante para reafirmar meus princípios e perceber o quanto o capitalismo é forte e apenas sofre algumas variantes, quando comparamos países “desenvolvidos“ e “em desenvolvimento“.

Passei alguns meses em um estado de depressão que nunca me abatera antes; uma vontade de dormir até que tudo isso acabasse. Eu sei que isso não resolve nada, mas quando estamos deprimidos não temos vontade de muita coisa, inclusive de resolver o que quer que seja. Nesse momento, também comecei a sentir muita falta do Brasil. Da cultura brasileira, principalmente. Da nossa música, da nossa dança, do jeito como festejamos tudo, da comida, da alegria, desse jeito que é só nosso e que eu nunca pensei que fosse me fazer tanta falta.

Mais recentemente, eu comecei a sair dessa lama na qual me enfiei e me engoliu. Comecei a pensar no que levai deste intercâmbio. Certamente não serão muitos amigos franceses. Mas quero lembrar disso como algo melhor do que foi até agora. Quero sentir saudade da França quando voltar para o Brasil e não só na hora que for pegar um ônibus ou comprar nutella no supermercado. Agora, quase às portas do gélido inverno europeu, eu quero resgatar o que há de colorido em mim e me unir ao que houver de colorido lá fora. Quero parar de pensar no que poderia ter sido se morasse em Paris ou no que pode acontecer quando me mudar para fazer estágio. Eu quero construir o meu próprio caminho.

Eu sou a única dona da minha vida e, embora as pessoas que estão em volta me abalem vez ou outra, eu não posso perder essa consciência.

Ainda não sei exatamente o que fazer pra mudar as coisas, mas eu vou. Minhaguardem, queridjinhos!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Eu sempre me perco e me encontro nas palavras. Não adianta fugir, adiar. É aqui que eu renasço, que me recrio para viver um pouco mais, para suportar. Eu preciso, periodicamente, me desfazer do que não me cabe mais, do que cansei. Não posso parar.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Respeito

Ao longo desses 21 anos de vida e eu tive poucos e curtos relacionamentos amorosos, mas pude tirar boas lições deles. Os relacionamentos heterossexuais que construí - falo dos hetero porque não tenho propriedade para falar de relacionamentos homo e não tenho a intenção de tentar me apropriar - são marcados por um embate constante entre eu e o meu par. Uma luta por respeito. Não que eu tenha vivido relações abusivas, propriamente, mas sinto que a todo momento estive lutando para ser respeitada. Se não tinha que brigar para que respeitassem meu corpo, eram as minhas vontades, minha opinião, minha condição financeira, minhas atividades, meus compromissos, minha visão de mundo, meus sentimentos.
Hoje, eu tenho consciência de que essa luta não é isolada e não existe à toa. A minha luta por respeito é fruto de uma sociedade conservadora e patriarcal que trata as mulheres como seres submissos, indignos.
Não alimento a esperança de encontrar um homem que não seja machista, porque não acredito que isso exista. Por isso, procuro priorizar certos aspectos em detrimento de outros. Às vezes, sinto-me vencida pelo machismo e, quase, esmoreço. Mas estou viva e preciso seguir amando!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Paciência é um dom

Volta às aulas nunca é a coisa mais feliz do mundo, mas tudo piora quando as pessoas fazem questão de começar o caralho do ano sendo sem noção.

#ocongeladornãoésóseu
#fonesdeouvidoexistem

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Le soleil

Hoje eu me queimei no sol e fiquei toda vermelha. Isso não acontece desde que eu tinha uns seis anos. Sei que pode despelar, sei que tá ardendo e coçando um pouco, sei que a sensação térmica parece ter aumentado. Mas eu estou feliz, porque só consegui essa queimadura porque me permiti aproveitar o sol, sem pudores, sem que a vergonha do meu próprio corpo me impedisse de fazer coisas simples. Usei biquini na frente de outras pessoas e recomendo!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Canção triste.



Estou com saudade de estar apaixonada. Também, com saudade de ser amada. De ouvir aquela frase clichê: "estou completamente apaixonado por você". Quero beijar com aquele gosto de quem bota o coração inteiro nos lábios e entrega ao outro. Sinto saudade de decorar cada desenho do olho da pessoa ou de me encontrar naquele breu. Sinto falta dessas descobertas e sinto que, quanto mais vivo, quanto mais me conheço, mais tenho a entregar e a descobrir no outro. Sinto. Vejo tanta gente em busca de pessoas inteiras, cheias, completas, eu só queria um espacinho vazio. Um pedaço de corpo onde eu possa me construir de novo, me fazer outra, nova e antiga ao mesmo tempo, assim... Meio vintage. Eu só quero aquela tela em branco; aquele livro a ser escrito, com os capítulos todos embaralhados, de preferência. Quero bagunça nessa rotina. Não me dou com horários, não gosto de prazos e regras pra amar, mas, se você aparecer, e vier sem tanto medo, eu prometo que me esforço.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Horóscopo do coração.

Não me julguem, mas eu acredito e gosto de astrologia. Não naquela palhaçada de "que cor não usar hoje" ou sei lá, mas em um estudo sério dos astros que nos ajude de verdade a nos conhecermos melhor.

Daí que estou de férias, meu sono tá super desregulado e eu passei a madrugada lendo sobre os signos que combinam comigo ou os que eu gosto mais (sim, tem diferença). Nisso, percebi que já me relacionei com dois leoninos e isso não é comum para uma pessoa com sol em escorpião. Outra coisa que notei, foi que só conheço 1 escorpiano e 1 taurino heteros solteiros. Gente! Tá errado isso aí. MEU SONHO é beijar um escorpiano. Serião. Morro de vontade de saber se é aquilo tudo que falam! Agora, conhecendo só um e que ainda por cima mora a quilômetros e mais quilômetros de distância, embaça. Já o taurino, diz o zodíaco, é meu par perfeito, mas também habita em um reino tão tão distante. Que que eu fiz pra merecer essa sorte triste? D:

Gosto de pensar que os espíritos estão reservando os escorpianos e taurinos para uma fase mais "evoluída" da minha vida, com menos bloqueios e mais liberdade para viver os sentimentos. Não custa sonhar.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Metas pro ano do cavalo.

Segundo o horóscopo chinês, 2014 será o ano do cavalo, animal que representa ação e transformação. Anos regidos pelo cavalo foram marcantes na nossa história, incluindo início e término de guerras (tem na wikipédia, se alguém tiver a fim de saber mais).

Politicamente, já se espera que este seja um ano decisivo para o Brasil, mas, 2014 também será um ano importantíssimo para a minha vida profissional. Isto significa, que eu terei que, ainda que temporariamente, escolher entre esses dois mundos tão distintos, pra mim. Não será nada fácil, mas conto com a ajuda de todo e qualquer um que me leia.

Vamos às metas do primeiro semestre, que é quando ainda estarei nas calorosas terras brasileiras:

- Emagrecer 12 kg até julho, porque eu PRECISO entrar nos casacos vendidos nazoropa. Fora que emagrecer lá será muito mais difícil, porque já estou pirando só de pensar nos doces franceses. *-*
- Ser aprovada em todas as 8 disciplinas nas quais me matriculei para o próximo semestre.
- Dar conta de todas as atividades com as quais me comprometer no grupo de pesquisa, pra manter minha tão sonhada bolsa.
- Não dar muita bandeira de que discordo quase que completamente do que é proposto no grupo de pesquisa.
- Não cair na tentação de pegar tarefas políticas, sejam elas na universidade ou não.
- Me esforçar para estudar francês toda semana.
- Quitar minhas dívidas.
- Organizar rigorosamente minhas finanças. Repito, RIGOROSAMENTE!
- Fazer os exames solicitados pela ginecologista (ela foi inventar de dizer que não tinha pressa e eu fui inventar de adiar...)
- Terminar meu tratamento de rinossinusite.
- Tomar meus remédios no horário certo.
- Fazer uma lista de tudo que tenho que providenciar para a viagem à França.
- Aprender a fazer minha sobrancelha (eu já tentei isso em 2011, mas não rolou).
- Comprar um depilador elétrico (me recomendaram. Alguém aqui já usou?).
- Montar um roteiro de viagem pela Europa (quero a ajuda de vocês).