Eu demorei bastante, mas já faz um tempo que acabei de montar a parede da minha sala. Tinha esquecido de postar. Não ficou exatamente como eu gostaria, mas a disposição das imagens deve se manter. Com o tempo, quero poder substituir alguns posters e quadrinhos por outros de outros lugares, tanto para deixar com mais diversidade de lugares, quanto para ir se enriquecendo junto comigo, com as minhas experiências e viagens.
Também comprei uma estante. Amarela, mas eu queria preta. Quero comprar uma tinta fosca para pintá-la e ainda não descobri como arranjar todos os objetos e livros. Arrumando direitinho, percebi que tenho menos do que pensava e do que gostaria, mas leio muito em formato eletrônico e também ainda sou muito jovem - e pouco abastada - ainda terei tempo para encher estantes e mais estantes :)
Minha máquina de lavar tem as mangueiras muito curtas, de modo que precisa ficar colocada numa posição inconveniente, sobretudo considerando que não existe divisão entre a área de serviço e a cozinha, fica tudo juntinho no mesmo quadrado. Outro problema, é que ainda não vieram instalar o último armário, e algumas coisas precisam ficar espalhadas por cima da bancada e da geladeira, o que me desagrada muito, por poluir demais a imagem da cozinha. Prefiro que a maioria das coisas fiquem “escondidas“, porque o espaço é reduzido e isso ajuda a dar uma “limpada“ no visual do ambiente, mas também porque moro no térreo e o apartamento fica empoeirado muito rapidamente.
Quando puder, também quero fazer um armário sob a pia, com portas de correr ou cortinas mesmo, aproveitando melhor os espaços e conseguindo organizar bem todos os objetos.
O meu quarto, apensar de ter todos os móveis (à exceção de uma cadeira para a escrivaninha) é o cômodo menos decorado, junto do banheiro. Ainda não sei bem o que quero fazer, nem como. Precisa ser prático e sem muitos enfeites, porque é o que passo mais tempo, mas que também muda mais em função de algumas visitas. Não tenho muita pressa pra nada e nem sei bem quanto tempo devo permanecer nesse apartamento, talvez menos de 1 ano, então não me preocupo em fazer mudanças permanentes ou que estejam muito ajustadas a esta planta específica.
domingo, 11 de setembro de 2016
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Pensando na vida
Quem me conhece, sabe que eu quero muito ser mãe. Acho que é uma das poucas coisas que sempre quis, desde que me entendo por gente. Quero ter 3 filhos e gostaria muito de lhes proporcionar educação, saúde, cultura e transporte público gratuitos e de qualidade, mas sei que não posso contar com isso. Tenho que dar um pouco da minha própria saúde todos os dias para um dia poder lhes oferecer ao menos o básico, ao menos o que eu mesma tive em termos de oportunidades.
Eu também sempre desejei criar a minha família aqui, no Brasil, no nordeste em meio a essa cultura que eu tanto amo. Mesmo tendo experimentado brevemente a vida em outro país, com mais oportunidades, com mais direitos garantidos, mesmo assim eu queria viver aqui.
Hoje, depois de consumado o golpe parlamentar, e de já anunciados os golpes sociais que serão dados pelo governo Temer na população, eu começo aos poucos a mudar de ideia. A minha vontade de ser mãe e as condições que quero dar aos meus filhos superam ligeiramente outras vontade. Tentarei o quanto for possível seguir o meu plano principal, mas, caso não seja possível, tentarei outros caminhos. Ainda tenho uns 10 anos pela frente, muito tempo pra pensar, muita história para acontecer, muitas oportunidades para surgir. Espero que o meu desejo seja o meu caminho.
Eu também sempre desejei criar a minha família aqui, no Brasil, no nordeste em meio a essa cultura que eu tanto amo. Mesmo tendo experimentado brevemente a vida em outro país, com mais oportunidades, com mais direitos garantidos, mesmo assim eu queria viver aqui.
Hoje, depois de consumado o golpe parlamentar, e de já anunciados os golpes sociais que serão dados pelo governo Temer na população, eu começo aos poucos a mudar de ideia. A minha vontade de ser mãe e as condições que quero dar aos meus filhos superam ligeiramente outras vontade. Tentarei o quanto for possível seguir o meu plano principal, mas, caso não seja possível, tentarei outros caminhos. Ainda tenho uns 10 anos pela frente, muito tempo pra pensar, muita história para acontecer, muitas oportunidades para surgir. Espero que o meu desejo seja o meu caminho.
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Surprise!
A essa altura do campeonato eu já deveria saber que não adianta fazer promessas, especialmente neste blog. Eu acho que nunca cumpri nada que prometi aqui. Se fiz, não lembro. Eu não me sinto exatamente mal por não ter feito, porque sei que muitas vezes acabo me empolgando e fazendo planos que nunca irei cumprir.
---
Essa semana, duas coisas inesperadas me aconteceram. Peguei uma gripe fortíssima, que me derrubou com toda a força desde quarta-feira à tarde, e fui adicionada no fb por um cara que eu conheci na última semana de intercâmbio. Gente do céu, eu não vou colocar a foto da criatura aqui, para não expor, mas pensa num homi bonito! E ele não era só bonito, era inteligente, “good vibes“, de boa com tudo e figura até hoje no top 3 do sexo da minha até então curtíssima vida sexual.
As escorpianas são pessoas conhecidas pela intensidade, pela profundidade. Estas características se manifestam especialmente no sexo. A gente vai com tudo, se entrega completamente, fazendo do ato sexual uma experiência quase transcendental - ao menos é o que dizem. O fato é que, assim como eu, o cara também se entregava completamente ao momento, a mim, sem qualquer pudor, sem qualquer receio, mas mantendo sempre o respeito aos gostos e limites de cada um. Para mim, sem dúvidas, as poucas noites que passamos juntos foram vividas de forma muito intensa. Praticamente não nos conhecíamos, mas o desejo de se dar completamente passava por cima da falta de intimidade. Ou melhor, parecia que nos conhecíamos de alguma maneira, que nos entendíamos apenas com os olhares e gestos.*
É claro que, estando bem acima do peso, tendo várias marcas e estando bem longe do padrão de beleza europeu, eu me sentia toda errada. Salvo quando estávamos de fato transando, eu me esforçava bastante para não sucumbir à insegurança, não me deixar levar pelos fantasmas das rejeições e humilhações passadas.
Em resumo, foi uma experiência muito significativa na minha vida. Foi uma forma bonita de encerrar minhas interações com os franceses (aliás, todos os encerramentos acabaram sendo).
*Quando terminei de escrever esse parágrafo, corri até o fb para checar a data de nascimento do rapaz e ver de qual signo ele era. 19 de novembro, escorpião. A astrologia nunca fez tanto sentido na minha vida.
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Essa semana, duas coisas inesperadas me aconteceram. Peguei uma gripe fortíssima, que me derrubou com toda a força desde quarta-feira à tarde, e fui adicionada no fb por um cara que eu conheci na última semana de intercâmbio. Gente do céu, eu não vou colocar a foto da criatura aqui, para não expor, mas pensa num homi bonito! E ele não era só bonito, era inteligente, “good vibes“, de boa com tudo e figura até hoje no top 3 do sexo da minha até então curtíssima vida sexual.
As escorpianas são pessoas conhecidas pela intensidade, pela profundidade. Estas características se manifestam especialmente no sexo. A gente vai com tudo, se entrega completamente, fazendo do ato sexual uma experiência quase transcendental - ao menos é o que dizem. O fato é que, assim como eu, o cara também se entregava completamente ao momento, a mim, sem qualquer pudor, sem qualquer receio, mas mantendo sempre o respeito aos gostos e limites de cada um. Para mim, sem dúvidas, as poucas noites que passamos juntos foram vividas de forma muito intensa. Praticamente não nos conhecíamos, mas o desejo de se dar completamente passava por cima da falta de intimidade. Ou melhor, parecia que nos conhecíamos de alguma maneira, que nos entendíamos apenas com os olhares e gestos.*
É claro que, estando bem acima do peso, tendo várias marcas e estando bem longe do padrão de beleza europeu, eu me sentia toda errada. Salvo quando estávamos de fato transando, eu me esforçava bastante para não sucumbir à insegurança, não me deixar levar pelos fantasmas das rejeições e humilhações passadas.
Em resumo, foi uma experiência muito significativa na minha vida. Foi uma forma bonita de encerrar minhas interações com os franceses (aliás, todos os encerramentos acabaram sendo).
*Quando terminei de escrever esse parágrafo, corri até o fb para checar a data de nascimento do rapaz e ver de qual signo ele era. 19 de novembro, escorpião. A astrologia nunca fez tanto sentido na minha vida.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Um aviso, uma novidade.
Inspirada pelo blog de Fulana, eu vou iniciar uma série de postagens sobre alguns lugares que conheci no intercâmbio. Poderei falar com mais propriedade sobre as cidades que morei, Bordeaux e Albi, mas também gostaria de falar sobre Barcelona e Paris, que visitei algumas vezes e dar pequenas dicas sobre viagens e alguns outros países para se visitar. Espero cumprir este plano.
Sobre um dodói e a carência
A depressão é uma experiência bastante solitária. Essa afirmação parece bastante óbvia, uma vez que muita gente ainda pensa que essa doença está diretamente ligada a momentos de solidão. Mas não é bem assim. A depressão pode se desenvolver por motivos diversos e estar associada a diferentes outros problemas, como a ansiedade, por exemplo. Eu sofro com ambas e olha, não é nada fácil. O mais difícil e solitário para mim é a incompreensão das pessoas e o estigma que a doença carrega. A maioria das pessoas simplesmente não respeita, não entende a complexidade e principalmente a gravidade desse tipo de patologia. É difícil não afastar os amigos, não se isolar do mundo, quando a gente precisa dar respostas vazias e fingir sentimentos boa parte do tempo, tanto para não preocupar quanto para não incomodar as outras pessoas ao nosso redor.
Muitas vezes, eu gostaria de ter um companheiro, um namorado. Alguém que gostasse de mim e que estivesse disposto a me ajudar nesses momentos, a conversar sobre tudo e nada, sem julgamentos, a quem eu pudesse dizer, sem medo, que tem hora que não vejo muito motivo para continuar vivendo, que não tenho muito mais força para tal. Queria alguém que lutasse comigo, mas não por mim. Alguém que de fato compartilhasse comigo todos os momentos que a vida oferece, que cuidasse de mim de vez em quando, que brigasse quando eu estivesse exagerando, mas que estivesse ali quando eu precisasse, que estivesse verdadeiramente disposto a estar ali, ou melhor, aqui. Alguém que gostasse de mim como eu sou, a quem eu não tivesse vergonha de me mostrar, nem emocionalmente, nem fisicamente. Alguém que me achasse linda, inteligente e bem humorada, como eu me esforço tanto para me achar; que tivesse orgulho de mim, de estar ao meu lado, me chamar de companheira, de boca cheia e com todas as letras. Enfim, eu gostaria muito de estar com alguém que me amasse e respeitasse, porque é basicamente isso que eu exijo de alguém e não acredito que seja pedir demais. Especialmente, neste momento, eu gostaria muito de estar acompanhada de alguém assim, mas a carência afetiva é um sentimento que vem me acompanhando já há algum tempo.
Recentemente, retomei contato com uma pessoa com a qual tive um longo e atípico relacionamento, mas venho achando que esse reencontro é um erro. Creio que estejamos enganando um ao outro, forçando um pouco a florescência de sentimentos numa relação que não vai gerar frutos. Eu não quero mais uma pessoa para a qual precisarei fingir que estou bem, eu simplesmente não tenho condições de lidar com isso no momento. Eu adoraria ser totalmente sincera com ele, mas não consigo, não me sinto totalmente confortável. Sei que em um relacionamento a gente precisa se doar ao outro, que é preciso se esforçar e estar disposta a também ser compreensiva, ser acolhedora, ser uma fortaleza para a outra pessoa em alguns momentos e eu de fato estou disposta a fazer tudo isso. Mas sabe quando não parece haver uma compreensão mútua? Quando a gente parece não falar mais a mesma língua? Eu tenho sentido isso e, muito embora goste muito, muito mesmo dessa pessoa, não acredito que essa relação vá me fazer bem, tal como é.
Muitas vezes, eu gostaria de ter um companheiro, um namorado. Alguém que gostasse de mim e que estivesse disposto a me ajudar nesses momentos, a conversar sobre tudo e nada, sem julgamentos, a quem eu pudesse dizer, sem medo, que tem hora que não vejo muito motivo para continuar vivendo, que não tenho muito mais força para tal. Queria alguém que lutasse comigo, mas não por mim. Alguém que de fato compartilhasse comigo todos os momentos que a vida oferece, que cuidasse de mim de vez em quando, que brigasse quando eu estivesse exagerando, mas que estivesse ali quando eu precisasse, que estivesse verdadeiramente disposto a estar ali, ou melhor, aqui. Alguém que gostasse de mim como eu sou, a quem eu não tivesse vergonha de me mostrar, nem emocionalmente, nem fisicamente. Alguém que me achasse linda, inteligente e bem humorada, como eu me esforço tanto para me achar; que tivesse orgulho de mim, de estar ao meu lado, me chamar de companheira, de boca cheia e com todas as letras. Enfim, eu gostaria muito de estar com alguém que me amasse e respeitasse, porque é basicamente isso que eu exijo de alguém e não acredito que seja pedir demais. Especialmente, neste momento, eu gostaria muito de estar acompanhada de alguém assim, mas a carência afetiva é um sentimento que vem me acompanhando já há algum tempo.
Recentemente, retomei contato com uma pessoa com a qual tive um longo e atípico relacionamento, mas venho achando que esse reencontro é um erro. Creio que estejamos enganando um ao outro, forçando um pouco a florescência de sentimentos numa relação que não vai gerar frutos. Eu não quero mais uma pessoa para a qual precisarei fingir que estou bem, eu simplesmente não tenho condições de lidar com isso no momento. Eu adoraria ser totalmente sincera com ele, mas não consigo, não me sinto totalmente confortável. Sei que em um relacionamento a gente precisa se doar ao outro, que é preciso se esforçar e estar disposta a também ser compreensiva, ser acolhedora, ser uma fortaleza para a outra pessoa em alguns momentos e eu de fato estou disposta a fazer tudo isso. Mas sabe quando não parece haver uma compreensão mútua? Quando a gente parece não falar mais a mesma língua? Eu tenho sentido isso e, muito embora goste muito, muito mesmo dessa pessoa, não acredito que essa relação vá me fazer bem, tal como é.
domingo, 5 de junho de 2016
Política e Decoração
Na última semana, eu tomei uma decisão bastante difícil. Resolvi, depois de muito refletir, me afastar das discussões e disputas políticas das quais eu vinha participando recentemente. A situação toda estava agravando o meu quadro psicológico, me deixando mais ansiosa, mais nervosa, mais inquieta. Eu não estava conseguindo sequer dormir direito. Foi bastante triste, mas acredito que fiz a escolha certa em todos os sentidos.
Essa decisão acabou permitindo que eu tenha mais tempo para mim mesma, para outras coisas que gosto de fazer e deixei de lado durante um longo período. Eu finalmente comecei a decorar minha casa, embora ainda falte chegar bastante coisa. Como a minha situação financeira não está das melhores, apelei para a criatividade e encontrei maneiras bonitinhas de colocar meus quadros, pôsteres, fotos e afins na parede. Segue um pedacinho da parede da minha sala. Todos estes foram comprados ou me dados de presente em viagens que fiz. São Paulo, Barcelona, Londres, Rio de Janeiro e Paris, cada um me trazendo lembranças queridas e saudades de maravilhosas experiências.
Essa decisão acabou permitindo que eu tenha mais tempo para mim mesma, para outras coisas que gosto de fazer e deixei de lado durante um longo período. Eu finalmente comecei a decorar minha casa, embora ainda falte chegar bastante coisa. Como a minha situação financeira não está das melhores, apelei para a criatividade e encontrei maneiras bonitinhas de colocar meus quadros, pôsteres, fotos e afins na parede. Segue um pedacinho da parede da minha sala. Todos estes foram comprados ou me dados de presente em viagens que fiz. São Paulo, Barcelona, Londres, Rio de Janeiro e Paris, cada um me trazendo lembranças queridas e saudades de maravilhosas experiências.
sábado, 28 de maio de 2016
Home, sweet home!
A sensação de morar sozinha é incrível! A minha casinha ainda não tem muita coisa, alguns móveis estão para chegar, ainda vou mandar fazer uma cama nova sobra a qual falarei um pouco mais abaixo, e falta decorar as paredes para tentar deixar um pouco mais com a minha cara.
Eu já fechei o orçamento para uma cama de paletes. Estou um pouco em dúvida se vou apenas envernizar a madeira ou pintar de alguma cor. Acho que vai acabar dependendo do estado e da qualidade dos paletes que eu conseguir pegar. Escolhi essa opção por ser bastante versátil, bonita e bem mais barata que uma cama convencional. Além do mais, eu já tenho um bom colchão.
As próximas aquisições serão uma estante para livros e alguns objetos, e um sofá também de paletes. Eu já tive um assim, com almofadas de vários tamanhos que serviam de encosto. Eu gosto bastante da ideia, serve bem a ambientes pequenos e tenho encontrado ótimos exemplos de design na internet.
Estou louca para fazer umas sociais com os meus migos lá em casa, mas fica difícil sem ter onde as pessoas se sentarem hahaha. De todo modo, não estou com pressa. Já foi um grande passo poder alugar um apartamento sozinha, o restante pode vir aos poucos.
Com relação à ultima postagem, afetivamente, academicamente, profissionalmente e politicamente, continua tudo na mesma. Talvez academicamente e afetivamente eu esteja um pouco pior. Fui para uma festa maravilhosa, open bar, open vibes, open tudo hahahahah! Foi muito boa, mas uma coisa me incomodou. Fiquei com um cara que estava muito bêbado quando eu estava muito bêbada, então eu nem lembro direito da cara dele. Isso que me incomodou mais, não lembrar direito do que fiz com outra pessoa. Não me entendam mal, não foi nada forçado, só não foi bom. O fato é que fazer isso abalou um pouco mais minha autoestima. Mas acontece, né, geiti?! Vida que segue.
Eu já fechei o orçamento para uma cama de paletes. Estou um pouco em dúvida se vou apenas envernizar a madeira ou pintar de alguma cor. Acho que vai acabar dependendo do estado e da qualidade dos paletes que eu conseguir pegar. Escolhi essa opção por ser bastante versátil, bonita e bem mais barata que uma cama convencional. Além do mais, eu já tenho um bom colchão.
As próximas aquisições serão uma estante para livros e alguns objetos, e um sofá também de paletes. Eu já tive um assim, com almofadas de vários tamanhos que serviam de encosto. Eu gosto bastante da ideia, serve bem a ambientes pequenos e tenho encontrado ótimos exemplos de design na internet.
Estou louca para fazer umas sociais com os meus migos lá em casa, mas fica difícil sem ter onde as pessoas se sentarem hahaha. De todo modo, não estou com pressa. Já foi um grande passo poder alugar um apartamento sozinha, o restante pode vir aos poucos.
Com relação à ultima postagem, afetivamente, academicamente, profissionalmente e politicamente, continua tudo na mesma. Talvez academicamente e afetivamente eu esteja um pouco pior. Fui para uma festa maravilhosa, open bar, open vibes, open tudo hahahahah! Foi muito boa, mas uma coisa me incomodou. Fiquei com um cara que estava muito bêbado quando eu estava muito bêbada, então eu nem lembro direito da cara dele. Isso que me incomodou mais, não lembrar direito do que fiz com outra pessoa. Não me entendam mal, não foi nada forçado, só não foi bom. O fato é que fazer isso abalou um pouco mais minha autoestima. Mas acontece, né, geiti?! Vida que segue.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Que semestre!
Desde que eu entrei na faculdade minha vida é meio dividida por semestres. Este, particularmente, tem sido bombasticamente tenso:
na política
afetivamente
financeiramente
profissionalmente
A única área que deu uma melhorada foi a da habitação. No caso, a minha casa mesmo. Encontrei um apartamentinho pequeninico, mas suficiente para mim. A localização parece bem ok e eu estou ansiosa para me mudar e aos poucos ir decorando meu novo lar.
na política
afetivamente
financeiramente
profissionalmente
A única área que deu uma melhorada foi a da habitação. No caso, a minha casa mesmo. Encontrei um apartamentinho pequeninico, mas suficiente para mim. A localização parece bem ok e eu estou ansiosa para me mudar e aos poucos ir decorando meu novo lar.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Curiosidade
Eu gosto bastante de arte de modo geral. Gosto de ver coisas belas e beleza nas coisas. Com isso, eu me interesso bastante por decoração e vez ou outra fico procurando dicas de decoração no youtube, em blogs e no pinterest. Nessas “pesquisas“ uma coisa que me intriga bastante é o quanto algumas ideias de decoração não são nada funcionais. Parece coisa que foi feita única e exclusivamente para ficar exposta, mas nunca utilizada de verdade. Dentre os exemplos de decoração nada funcional, eu vejo umas ideias de cabeceiras ou camas bastante criativas, mas que seriam no mínimo impróprias para alguém transar. Será que os donos daquele quarto não transam na cama nunca?
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Move on!
Dessa vez eu não vou falar sobre o quão bosta minha vida está esse ano, porque continua tudo bem tenso. Na verdade, quase tudo. Tive um upgrade massa! Finalmente vou morar sozinha! [insira palmas, aleluias e gritinhos histéricos aqui]
Ganhei na loteria? Arrumei um emprego? Ganhei um apto num sorteio? Nada disso. Eu simplesmente ultrapassei todos os meus limites de tolerância com relação ao indivíduo com o qual compartilho minha humilde residência. O erro já começa em chamar de minha, porque nunca me senti em casa neste lugar, e um dos motivos é justamente a falta de respeito e organização da tal coleguinha. A sala virou uma extensão do quarto dela, tem uma gata (eu não gosto de gatos, lidem com isso - não que eu odeie ou vá tratar mal, só prefiro não conviver com), está me devendo dinheiro, enche a casa de gente all the fucking time e, o pior de tudo, não tem o mínimo de higiene na cozinha. Gente, eu lavei a geladeira e mexi em absolutamente tudo; tive que jogar quilos e quilos de comida vencida/estragada no lixo. Tinha coisa vencida desde MAIO DO ANO PASSADO. Eu acredito que olhar a validade das coisas que ela guarda nem deveria ser minha responsabilidade, mas chegou num ponto que o congelador só suportava as coisas dela e eu precisava guardar minhas carnes e meu sorvetim. E não pensem que eu simplesmente vi a geladeira se entulhar de coisas e fiquei calada. Eu moro aqui há menos de três meses e já chamei a atenção dela sobre este e outros problemas incontáveis vezes. Simplesmente, não dá mais pra mim. Eu na verdade acredito que aguentei tempo demais, porque ninguém merece tanta falta de respeito. Sim, porque pra mim é uma imensa falta de respeito não saber compartilhar um espaço no qual a outra pessoa está dividindo as despesas contigo. Isso vale pros boes e pras boes também, fica a dica. E por que eu esperei tanto? Porque eu sei que custaria consideravelmente mais caro para o meu pai pagar um outro lugar pra mim e eu ainda não consegui nenhuma fonte de renda fixa que me permita ajudar meus pais com o aluguel, ao menos. Mas como a gente sabe, uma hora o leite transborda da panela e eu liguei pro meu papis e contei cerca de um terço de todas as raivas/seboseiras que a minha não tão digníssima roomate aprontou ao longo desses três ensolarados meses. Eu evitava fazer isso por dois motivos. O primeiro é que eu realmente não gostaria de constranger a pessoa a esse nível - quem já dividiu casa com coleguinhas sabe que rola uma certa camaradagem de omitir fatos para os nossos pais. O segundo é que eu sabia que meu pai se irritaria um pouco com o fato de ela ser tão porquinha e ele poderia reclamar de eu ter sequer cogitado morar com essa moça este ano.
Bom, chega de falar das tretas domésticas, bora falar sobre a procura pelo novo lar. Uma coisa que muita gente não sabe sobre mim é que eu adoro procurar imóveis. Simplesmente amo me imaginar em cada lugar, como poderia decorar, que lugares iria frequentar nas redondezas, etc. Isso tudo fica muito mais bonito e colorido quando você tem: tempo disponível, um carro à disposição e um clima mais ameno do que o da noiva do sol aqui. Gente, eu visitei um total de 01 apartamento hoje, em duas horas. Eu simplesmente torrei sob o sol escaldante da tarde natalense. Nada tranquilo, nada favorável. O lado positivo é que eu até gostei bastantinho do lugar. A localização que não é aquela maravilha toda, mas parece seguro, tem um posto da polícia militar na rua ao lado (enquanto a bandidage não quiser se vingar da polícia, tá tranquilo), tem todas as linhas de ônibus das quais normalmente preciso e fica um pouco mais perto da casa do meu bff.
Amanhã vou olhar mais dois ou três em uma região um pouco mais privilegiada, espero que me agradem nos outros aspectos também.
Desejem-me sorte!
Ganhei na loteria? Arrumei um emprego? Ganhei um apto num sorteio? Nada disso. Eu simplesmente ultrapassei todos os meus limites de tolerância com relação ao indivíduo com o qual compartilho minha humilde residência. O erro já começa em chamar de minha, porque nunca me senti em casa neste lugar, e um dos motivos é justamente a falta de respeito e organização da tal coleguinha. A sala virou uma extensão do quarto dela, tem uma gata (eu não gosto de gatos, lidem com isso - não que eu odeie ou vá tratar mal, só prefiro não conviver com), está me devendo dinheiro, enche a casa de gente all the fucking time e, o pior de tudo, não tem o mínimo de higiene na cozinha. Gente, eu lavei a geladeira e mexi em absolutamente tudo; tive que jogar quilos e quilos de comida vencida/estragada no lixo. Tinha coisa vencida desde MAIO DO ANO PASSADO. Eu acredito que olhar a validade das coisas que ela guarda nem deveria ser minha responsabilidade, mas chegou num ponto que o congelador só suportava as coisas dela e eu precisava guardar minhas carnes e meu sorvetim. E não pensem que eu simplesmente vi a geladeira se entulhar de coisas e fiquei calada. Eu moro aqui há menos de três meses e já chamei a atenção dela sobre este e outros problemas incontáveis vezes. Simplesmente, não dá mais pra mim. Eu na verdade acredito que aguentei tempo demais, porque ninguém merece tanta falta de respeito. Sim, porque pra mim é uma imensa falta de respeito não saber compartilhar um espaço no qual a outra pessoa está dividindo as despesas contigo. Isso vale pros boes e pras boes também, fica a dica. E por que eu esperei tanto? Porque eu sei que custaria consideravelmente mais caro para o meu pai pagar um outro lugar pra mim e eu ainda não consegui nenhuma fonte de renda fixa que me permita ajudar meus pais com o aluguel, ao menos. Mas como a gente sabe, uma hora o leite transborda da panela e eu liguei pro meu papis e contei cerca de um terço de todas as raivas/seboseiras que a minha não tão digníssima roomate aprontou ao longo desses três ensolarados meses. Eu evitava fazer isso por dois motivos. O primeiro é que eu realmente não gostaria de constranger a pessoa a esse nível - quem já dividiu casa com coleguinhas sabe que rola uma certa camaradagem de omitir fatos para os nossos pais. O segundo é que eu sabia que meu pai se irritaria um pouco com o fato de ela ser tão porquinha e ele poderia reclamar de eu ter sequer cogitado morar com essa moça este ano.
Bom, chega de falar das tretas domésticas, bora falar sobre a procura pelo novo lar. Uma coisa que muita gente não sabe sobre mim é que eu adoro procurar imóveis. Simplesmente amo me imaginar em cada lugar, como poderia decorar, que lugares iria frequentar nas redondezas, etc. Isso tudo fica muito mais bonito e colorido quando você tem: tempo disponível, um carro à disposição e um clima mais ameno do que o da noiva do sol aqui. Gente, eu visitei um total de 01 apartamento hoje, em duas horas. Eu simplesmente torrei sob o sol escaldante da tarde natalense. Nada tranquilo, nada favorável. O lado positivo é que eu até gostei bastantinho do lugar. A localização que não é aquela maravilha toda, mas parece seguro, tem um posto da polícia militar na rua ao lado (enquanto a bandidage não quiser se vingar da polícia, tá tranquilo), tem todas as linhas de ônibus das quais normalmente preciso e fica um pouco mais perto da casa do meu bff.
Amanhã vou olhar mais dois ou três em uma região um pouco mais privilegiada, espero que me agradem nos outros aspectos também.
Desejem-me sorte!
sábado, 26 de março de 2016
Escorpiana
Eu tenho sol, lua, mercúrio, plutão e meio do céu em escorpião. Para quem se interessa por astrologia, essa simples menção é suficiente para saber muito a meu respeito. Para quem não se interessa, bom, o que eu vou falar a seguir deve parecer um monte de bobagem, mas como diria mainha: “cada doido com suas manias“.
Eu gosto de ler meu mapa astral, de tempos em tempos, porque eu realmente acredito que ele diz muito a meu respeito. E não é verdade aquele papo de que os signos são todos iguais ou que qualquer pessoa pode ter nascido sob qualquer signo, porque algumas características chegam a ser opostas entre os signos. Também não leio por acreditar que o horoscopo vai me dar alguma pista sobre o futuro, porque isso também é balela. O zodíaco serve para nos conhecermos melhor, para entendermos um pouco melhor como somos, nossas qualidades e defeitos, para buscar o equilíbrio e nos tornarmos pessoas melhores.
Muita gente quer distância de escorpianos, mas eu gosto. Sinto por não conhecer mais pessoas deste signo.
O fato é que ler sobre tudo que significa ser tão escorpiana me faz entender que sou uma pessoa muito intensa, cheia de altos e baixos. Acredito que ter essa compreensão pode me ajudar a viver melhor, a lidar melhor com essa montanha-russa de emoções.
Hoje a lua está em escorpião e a bad obviamente está batendo. Mas estou de boa, por motivo de páscoa e chocolate.
Eu gosto de ler meu mapa astral, de tempos em tempos, porque eu realmente acredito que ele diz muito a meu respeito. E não é verdade aquele papo de que os signos são todos iguais ou que qualquer pessoa pode ter nascido sob qualquer signo, porque algumas características chegam a ser opostas entre os signos. Também não leio por acreditar que o horoscopo vai me dar alguma pista sobre o futuro, porque isso também é balela. O zodíaco serve para nos conhecermos melhor, para entendermos um pouco melhor como somos, nossas qualidades e defeitos, para buscar o equilíbrio e nos tornarmos pessoas melhores.
Muita gente quer distância de escorpianos, mas eu gosto. Sinto por não conhecer mais pessoas deste signo.
O fato é que ler sobre tudo que significa ser tão escorpiana me faz entender que sou uma pessoa muito intensa, cheia de altos e baixos. Acredito que ter essa compreensão pode me ajudar a viver melhor, a lidar melhor com essa montanha-russa de emoções.
Hoje a lua está em escorpião e a bad obviamente está batendo. Mas estou de boa, por motivo de páscoa e chocolate.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Fina Flor
Acho que nunca falei disso aqui, mas, para quem não sabe, a atriz Maria Flor é uma das proprietárias de uma produtora chamada Fina Flor Filmes, com a qual já realizou alguns projetos em parceria com canais de televisão, como o multishow. Eu gosto muito de duas, em especial, Do Amor e Só Garotas. São séries leves, com boas atuações, um enredo envolvente, uma trilha sonora incrível e principalmente uma estética ímpar. Sério! O trabalho da Fina Flor é muito, muito bonito. Em Do Amor, que já encerrou a segunda temporada, deixando gostinho de uma terceira, tem um toque mais poético, mas dramático, é mais bonita mesmo. Desde a maquiagem, às roupas, os cenários, as locações, as pessoas, enfim, tudo é bem bonito, bem cuidado. Particularmente, eu percebo um salto de qualidade entre as duas temporadas, em muitos aspectos, mas garanto que as duas são boas de assistir, - ao menos para quem gosta desse tipo de ficção mais banal, mais cotidiana, que se concentra mais nas relações e nos sentimentos dos personagens em histórias simples, do que em enredos mirabolantes.
Só Garotas, por outro lado, tem uma pegada bem mais divertida. As feministas de plantão certamente podem sentir pequenos arrepios por conta de alguns furos machistas, mas acredito que a leveza e a identificação que as personagens suscitam na gente, amenizam bastante a problematização. Isso, porque a história se concentra nas vidas de 4 amigas com mais ou menos a mesma idade, mas profissões diferentes, personalidades quase que opostas e histórias de vida como as nossas e de nossas amigas, sabe? É gostoso de ver, porque é fácil de se enxergar naquele grupo. A gente já foi aquela pessoa que não via machismo em nada.
Eu já parei de contar quantas vezes assisti Do Amor, é uma série que me dá uma sensação de aconchego ao mesmo tempo que me perturba e me provoca a refletir sobre os relacionamentos que carrego. O jeito independente e forte de Lu me motivam a me assumir como sou, a vestir o que gosto, me pintar como der vontade e buscar tudo aquilo que eu desejar. Pio me faz pensar no quanto o amor, o querer bem, pode sufocar e a importância de buscar o equilíbrio. Brás me instiga, me tira do sério, me provoca raiva e desejo ao mesmo tempo. Lena não me deixa perder a fé nas pessoas e no amor. Eva me lembra que eu posso ser quem eu quiser e que um pouco de putaria faz bem pra saúde. Tomás é aquele toque de realidade, de que nada é perfeito e sempre vai ter um(s) babaca(s) por perto. Bárbara, Tiê e Lucas não me deixam esquecer que o amor não é alheio às construções sociais, que é por si uma construção e que é possível sempre se reconstruir.
Talvez vocês nem achem tudo isso. Talvez a série seja mais bonita dentro da minha cabeça. Mas fica a dica para quem se interessar e desculpa se rolar alguma decepção, foi sem querer.
Para quem quiser assistir, os episódios estão disponíveis no Vimeo.
Só Garotas, por outro lado, tem uma pegada bem mais divertida. As feministas de plantão certamente podem sentir pequenos arrepios por conta de alguns furos machistas, mas acredito que a leveza e a identificação que as personagens suscitam na gente, amenizam bastante a problematização. Isso, porque a história se concentra nas vidas de 4 amigas com mais ou menos a mesma idade, mas profissões diferentes, personalidades quase que opostas e histórias de vida como as nossas e de nossas amigas, sabe? É gostoso de ver, porque é fácil de se enxergar naquele grupo. A gente já foi aquela pessoa que não via machismo em nada.
Eu já parei de contar quantas vezes assisti Do Amor, é uma série que me dá uma sensação de aconchego ao mesmo tempo que me perturba e me provoca a refletir sobre os relacionamentos que carrego. O jeito independente e forte de Lu me motivam a me assumir como sou, a vestir o que gosto, me pintar como der vontade e buscar tudo aquilo que eu desejar. Pio me faz pensar no quanto o amor, o querer bem, pode sufocar e a importância de buscar o equilíbrio. Brás me instiga, me tira do sério, me provoca raiva e desejo ao mesmo tempo. Lena não me deixa perder a fé nas pessoas e no amor. Eva me lembra que eu posso ser quem eu quiser e que um pouco de putaria faz bem pra saúde. Tomás é aquele toque de realidade, de que nada é perfeito e sempre vai ter um(s) babaca(s) por perto. Bárbara, Tiê e Lucas não me deixam esquecer que o amor não é alheio às construções sociais, que é por si uma construção e que é possível sempre se reconstruir.
Talvez vocês nem achem tudo isso. Talvez a série seja mais bonita dentro da minha cabeça. Mas fica a dica para quem se interessar e desculpa se rolar alguma decepção, foi sem querer.
Para quem quiser assistir, os episódios estão disponíveis no Vimeo.
O que é que foi? O que é que há?
Não sei o que está acontecendo comigo, mas está difícil viver nesse corpinho aqui. Literalmente.
Sábado passado, saí de casa com um vestido longo e bem lindo que eu adoro, passei na padaria, comprei um bolo para fazer campanha financeira, me encaminhei para a parada de ônibus e em algum tempo tive a sorte de pegar o ônibus que chega mais rápido ao meu destino. Pensei que aquele belo dia de sábado estivesse me sorrindo. Era cilada, Bino.
Mais ou menos a uns dois pontos da parada na qual eu desceria, o motorista fez uma curva numa velocidade muito alta, eu não consegui me segurar suficientemente e fui arremessada para o chão do outro lado do busão. Sabe quando o acidente parece tão grave que as pessoas não riem, mas ameno o suficiente para ninguém oferecer ajuda? Foi exatamente assim. Eu fiquei bastante desorientada, mas logo me reergui e voltei pro meu canto. O motorista ainda parou o ônibus para perguntar se estava tudo bem, mas eu só pensava em chegar logo aonde estava indo, pois já tinha saído atrasada, e só consegui responder, gesticulando, que ele seguisse em frente.
Na hora nem doeu de verdade, sabe? Acho que tem a ver com a adrenalina, não sei ao certo. Mas só ficou um incômodo. O problema é que de domingo pra cá, o lugar da pancada na bunda está bastante roxo e dolorido. Tá feio mesmo! Tem sido um pouco difícil de encontrar posição pra dormir e sentar. Também fiquei com o braço esquerdo um tanto dolorido, mas nada que incomode muito.
O problema é que, não bastasse essa presepada no sábado, acabei de cortar a perna na armação de aço de um espelho que se desmontou semana passada quando fui limpar o banheiro. Sabe aqueles armários antigos de banheiro que tem 3 ou 4 portas espelhadas e as bordas de aço? Então, essa porcaria estava praticamente descolada da parede e quando fui limpar, ela caiu. Como não tinha muito onde colocar, o espelho estava encostado num canto, ao lado da porta do banheiro. Alguém que esteve aqui durante o final de semana (que pode ter sido algo em torno de 15 pessoas) afastou essa porcaria do lugar, de modo que ficou muito na beirada e, quando fui passar para o banheiro, lasquei a perna. Lasquei feio. Lacerou um bocado.
A merda maior é que foi na mesma perna que já estava machucada, ou SEJE, se eu fico de bruços, dói, se fico de barriga pra cima, dói também. Não tá tranquilo, nem tá favorável pra dormir hoje.
Quem botou olhado no meu corpaço de sereia, pode ir tirando!
Sábado passado, saí de casa com um vestido longo e bem lindo que eu adoro, passei na padaria, comprei um bolo para fazer campanha financeira, me encaminhei para a parada de ônibus e em algum tempo tive a sorte de pegar o ônibus que chega mais rápido ao meu destino. Pensei que aquele belo dia de sábado estivesse me sorrindo. Era cilada, Bino.
Mais ou menos a uns dois pontos da parada na qual eu desceria, o motorista fez uma curva numa velocidade muito alta, eu não consegui me segurar suficientemente e fui arremessada para o chão do outro lado do busão. Sabe quando o acidente parece tão grave que as pessoas não riem, mas ameno o suficiente para ninguém oferecer ajuda? Foi exatamente assim. Eu fiquei bastante desorientada, mas logo me reergui e voltei pro meu canto. O motorista ainda parou o ônibus para perguntar se estava tudo bem, mas eu só pensava em chegar logo aonde estava indo, pois já tinha saído atrasada, e só consegui responder, gesticulando, que ele seguisse em frente.
Na hora nem doeu de verdade, sabe? Acho que tem a ver com a adrenalina, não sei ao certo. Mas só ficou um incômodo. O problema é que de domingo pra cá, o lugar da pancada na bunda está bastante roxo e dolorido. Tá feio mesmo! Tem sido um pouco difícil de encontrar posição pra dormir e sentar. Também fiquei com o braço esquerdo um tanto dolorido, mas nada que incomode muito.
O problema é que, não bastasse essa presepada no sábado, acabei de cortar a perna na armação de aço de um espelho que se desmontou semana passada quando fui limpar o banheiro. Sabe aqueles armários antigos de banheiro que tem 3 ou 4 portas espelhadas e as bordas de aço? Então, essa porcaria estava praticamente descolada da parede e quando fui limpar, ela caiu. Como não tinha muito onde colocar, o espelho estava encostado num canto, ao lado da porta do banheiro. Alguém que esteve aqui durante o final de semana (que pode ter sido algo em torno de 15 pessoas) afastou essa porcaria do lugar, de modo que ficou muito na beirada e, quando fui passar para o banheiro, lasquei a perna. Lasquei feio. Lacerou um bocado.
A merda maior é que foi na mesma perna que já estava machucada, ou SEJE, se eu fico de bruços, dói, se fico de barriga pra cima, dói também. Não tá tranquilo, nem tá favorável pra dormir hoje.
Quem botou olhado no meu corpaço de sereia, pode ir tirando!
Nostalgia
Estava lendo algumas coisas que escrevi anos atrás e me deparei com o seguinte trecho:
Nota mental virtual: Parar de abreviar demais as palavras, como 'tô'; comer menos açúcar; falar sobre algo mais produtivo; me calar.
Engraçado como aos 23 eu ainda tenho metas semelhantes àquelas dos 17.
Nota mental virtual: Parar de abreviar demais as palavras, como 'tô'; comer menos açúcar; falar sobre algo mais produtivo; me calar.
Engraçado como aos 23 eu ainda tenho metas semelhantes àquelas dos 17.
terça-feira, 8 de março de 2016
Divagações
Cá estou, insone mais uma vez. Os motivos ficaram para os dois posts anteriores. O fato é que, depois de assistir um filme bem gostosinho com Keira Knightley e Mark Ruffalo nos papeis principais, eu tentei ler mais uma vez, o kindle descarregou e eu voltei ao Netflix, desta vez a procura de um filme francês. Escolhi um que parecia um drama, mas me dei conta que mesmo os dramas franceses soam um pouco cômicos para mim. Eu me divirto um pouco lembrando daquela falta de tato para as relações interpessoais, os arroubos de irritação, como no dia em que eu estava tomando uma cerveja com um cara num restaurante ao lado da minha casa e uma moça passou ao telefone, dizendo: “répond ma question!“ (responda minha pergunta) umas 5 ou 7 vezes, cada vez um tiquinho só mais exaltada, até que na última, exatamente enquanto passava perto da nossa mesa, deu um grito que a praça inteira se virou para ver do que se tratava. Lembro que as pessoas olharam e logo mudaram de assunto, o meu acompanhante mal deu atenção e a própria moça seguiu como se nada tivesse acontecido, mas eu achei tudo muito engraçado e surpreendente. No Brasil o que a gente mais ouve nas ruas - dependendo das ruas - são gritos, mas na França as pessoas são mais comedidas, mais reservadas, ao menos em público ou em boa parte do tempo. Eu só costumava ver franceses realmente alterados quando jovens e bêbados. De resto, eram apenas raras exceções. Eu tenho a impressão que esse lado da “politesse“ ajuda a galera de lá a manter a fama antipática. Não que eu goste de pessoas barulhentas ou que se exaltam com facilidade. Na verdade, não gosto nem um pouco. Apenas acho que pode fazer bem a gente ser mais expressivo, sabe?
Voltando ao filme, é engraçado perceber a atuação quando você realmente conhece o modo como as pessoas gesticulam, falam, se comportam de modo geral. Isso fica muito evidente para mim nos filmes franceses e pernambucanos, não sei como as pessoas do sudeste se sentem com as novelas e a maioria dos filmes, talvez seja parecido. Talvez o selo das grandes produtoras roube um pouco dessa autenticidade. Ou ainda, o hábito de se ver tão frequentemente na ficção impeça essa sensação de existir para essas pessoas.
Vejo as expressões na ficção e imediatamente lembro daquelas que estiveram presentes na minha história. Hora julgo caricatas, hora imagino se as pessoas que conheci que tinham esse ar, em particular. Minhas experiências foram limitadas, então não dá mesmo pra saber ao certo.
Hoje à noite também pensei muito no meu último affair francês. Aquela cruza de Javier Bardem com Piquet, sabe? Ele foi exatamente o que eu falava aos quatro ventos que queria, desde que me mudara para Bordeaux: uma relação intensa e pouco duradoura. Menos intensa e duradoura do que eu gostaria, mas provavelmente o suficiente para aquele momento (eu sei que não dá pra dizer se era suficiente ou não, muito menos baseado em quê, mas eu gosto de pensar assim).
E isso me lembra o quanto me sinto só aqui em Natal, ultimamente. A maioria dos meus amigos está namorando - tem gente até casando - e eu sinto minha autoestima cada vez mais baixa, aí eu como mais e mais coisas que não posso, nem devo (lactose e doces, frequentemente juntos). então, me sinto pior... Bom, o resto a gente já conhece. Pra piorar, meu melhor amigo e praticamente único solteiro é gay. Como eu também gosto bastante dos lugares mais alterna-vibes (muita coisa comum no sul e sudeste é considerada o que há de mais alternativo em Natal, we just have to deal with it!) e esses lugares reúnem muito da comunidade lgb natalense (porque o T da sigla costuma estar se prostituindo nas ruas do meu bairro e adjacências, infelizmente). Resumindo, só tenho frequentado ambientes com pouquíssimos ht - o que em Natal poderia ser considerado qualquer lugar, quando se trata de homens ht, mas, neste caso, me refiro especificamente a lugares mais gay-friendly mesmo. Não que eu esteja procurando alguém ou mesmo que eu me lembre o que é paquerar, até porque minha autoestima não permite esse tipo de extravagância no momento, sobretudo considerando os quilos a mais que me atormentam. Eu só queria um pouquinho dos romances hollywoodiano, ou até do francês, que tende a ser mais realista.
Por um lado, eu quero porque sinto a carência física, sinto falta dos toques, dos abraços cheios de significado, de ficar sem fazer nada junto. Por outro, sinto vontade de experimentar coisinhas que minhas relações anteriores não permitiram (até por terem sido muito curtas, creio), como aquelas trocas de ideias, conversas profundas sobre arte, trocas intelectuais enriquecedoras, gostar das mesmas músicas, cozinhar junto, cuidar de casa junto (ainda que seja da minha casa)...
E eu que pensei que os meus 20 e poucos anos seriam os melhores. Espere que nos vinte e muitos dê uma melhorada, porque não tá tranquilo nem tá favorável.
Voltando ao filme, é engraçado perceber a atuação quando você realmente conhece o modo como as pessoas gesticulam, falam, se comportam de modo geral. Isso fica muito evidente para mim nos filmes franceses e pernambucanos, não sei como as pessoas do sudeste se sentem com as novelas e a maioria dos filmes, talvez seja parecido. Talvez o selo das grandes produtoras roube um pouco dessa autenticidade. Ou ainda, o hábito de se ver tão frequentemente na ficção impeça essa sensação de existir para essas pessoas.
Vejo as expressões na ficção e imediatamente lembro daquelas que estiveram presentes na minha história. Hora julgo caricatas, hora imagino se as pessoas que conheci que tinham esse ar, em particular. Minhas experiências foram limitadas, então não dá mesmo pra saber ao certo.
Hoje à noite também pensei muito no meu último affair francês. Aquela cruza de Javier Bardem com Piquet, sabe? Ele foi exatamente o que eu falava aos quatro ventos que queria, desde que me mudara para Bordeaux: uma relação intensa e pouco duradoura. Menos intensa e duradoura do que eu gostaria, mas provavelmente o suficiente para aquele momento (eu sei que não dá pra dizer se era suficiente ou não, muito menos baseado em quê, mas eu gosto de pensar assim).
E isso me lembra o quanto me sinto só aqui em Natal, ultimamente. A maioria dos meus amigos está namorando - tem gente até casando - e eu sinto minha autoestima cada vez mais baixa, aí eu como mais e mais coisas que não posso, nem devo (lactose e doces, frequentemente juntos). então, me sinto pior... Bom, o resto a gente já conhece. Pra piorar, meu melhor amigo e praticamente único solteiro é gay. Como eu também gosto bastante dos lugares mais alterna-vibes (muita coisa comum no sul e sudeste é considerada o que há de mais alternativo em Natal, we just have to deal with it!) e esses lugares reúnem muito da comunidade lgb natalense (porque o T da sigla costuma estar se prostituindo nas ruas do meu bairro e adjacências, infelizmente). Resumindo, só tenho frequentado ambientes com pouquíssimos ht - o que em Natal poderia ser considerado qualquer lugar, quando se trata de homens ht, mas, neste caso, me refiro especificamente a lugares mais gay-friendly mesmo. Não que eu esteja procurando alguém ou mesmo que eu me lembre o que é paquerar, até porque minha autoestima não permite esse tipo de extravagância no momento, sobretudo considerando os quilos a mais que me atormentam. Eu só queria um pouquinho dos romances hollywoodiano, ou até do francês, que tende a ser mais realista.
Por um lado, eu quero porque sinto a carência física, sinto falta dos toques, dos abraços cheios de significado, de ficar sem fazer nada junto. Por outro, sinto vontade de experimentar coisinhas que minhas relações anteriores não permitiram (até por terem sido muito curtas, creio), como aquelas trocas de ideias, conversas profundas sobre arte, trocas intelectuais enriquecedoras, gostar das mesmas músicas, cozinhar junto, cuidar de casa junto (ainda que seja da minha casa)...
E eu que pensei que os meus 20 e poucos anos seriam os melhores. Espere que nos vinte e muitos dê uma melhorada, porque não tá tranquilo nem tá favorável.
segunda-feira, 7 de março de 2016
Partir?
Noite passada eu sonhei que estava preparando uma viagem de última hora para Paris. Eu voltaria à França para trabalhar, não me recordo exatamente onde, mas tenho a impressão de que não era na mesma empresa em que estagiei ano passado.
Acho que a minha relação com a França sempre será algo meio difícil de explicar. Fui ao mesmo tempo muito feliz e muito triste. Passei, certamente, alguns dos piores momentos da vida naquele país, mas em outros, simplesmente me senti livre, cheia de possibilidades, de caminhos a seguir, de lugares a conhecer. Por causa dessa relação conflituosa, eu quase nunca sei direito o que responder quando me perguntam se quero voltar a morar fora do Brasil. Sempre tive certo que o Brasil é o meu lugar, que é aqui onde pretendo criar meus filhos, mesmo com toda a insegurança, com todas as contradições perversas que imperam em um país em desenvolvimento (e agora em crise). Mas ultimamente eu tenho pensando cada vez mais em ir-me embora assim que terminar a faculdade. Quero procurar emprego, a princípio, e não descarto a possibilidade de um mestrado, inclusive, já entrei em contato com algumas agências para ter uma noção de quanto custaria um curso de inglês de 3 meses ou um ano de mestrado na Irlanda. Meus amigos que moraram em Dublin me falam maravilhas sobre o lugar e pelo menos o euro não é tão caro quanto a libra, já que a outra opção européia seria Londres.
Sei que na França existe um mestrado em “alternance“, no qual você fica metade do dia trabalhando e a outra metade estudando. Neste caso, é comum que a própria empresa financie os estudos do aluno. Não sei ainda se existe algo semelhante na Irlanda, mas sem dúvidas a minha garantia para realizar o intercâmbio é ter um emprego garantido, antes mesmo de chegar lá.
Não sendo possível fazer o mestrado ou mesmo conseguir o emprego, penso em fazer um intercâmbio só de inglês mesmo, de curta duração e talvez fora da Europa (Canadá ou EUA), mas pra isso eu precisaria guardar uma boa quantidade de dinheiro ou trabalhar como aupair. Vez ou outra eu cogito ser aupair, mas o peso da responsabilidade de cuidar dos filhos de pessoas de uma cultura totalmente diferente acaba minando esta possibilidade.
Estou tentando seguir com os planos, sem olhar para as dificuldades.
Acho que a minha relação com a França sempre será algo meio difícil de explicar. Fui ao mesmo tempo muito feliz e muito triste. Passei, certamente, alguns dos piores momentos da vida naquele país, mas em outros, simplesmente me senti livre, cheia de possibilidades, de caminhos a seguir, de lugares a conhecer. Por causa dessa relação conflituosa, eu quase nunca sei direito o que responder quando me perguntam se quero voltar a morar fora do Brasil. Sempre tive certo que o Brasil é o meu lugar, que é aqui onde pretendo criar meus filhos, mesmo com toda a insegurança, com todas as contradições perversas que imperam em um país em desenvolvimento (e agora em crise). Mas ultimamente eu tenho pensando cada vez mais em ir-me embora assim que terminar a faculdade. Quero procurar emprego, a princípio, e não descarto a possibilidade de um mestrado, inclusive, já entrei em contato com algumas agências para ter uma noção de quanto custaria um curso de inglês de 3 meses ou um ano de mestrado na Irlanda. Meus amigos que moraram em Dublin me falam maravilhas sobre o lugar e pelo menos o euro não é tão caro quanto a libra, já que a outra opção européia seria Londres.
Sei que na França existe um mestrado em “alternance“, no qual você fica metade do dia trabalhando e a outra metade estudando. Neste caso, é comum que a própria empresa financie os estudos do aluno. Não sei ainda se existe algo semelhante na Irlanda, mas sem dúvidas a minha garantia para realizar o intercâmbio é ter um emprego garantido, antes mesmo de chegar lá.
Não sendo possível fazer o mestrado ou mesmo conseguir o emprego, penso em fazer um intercâmbio só de inglês mesmo, de curta duração e talvez fora da Europa (Canadá ou EUA), mas pra isso eu precisaria guardar uma boa quantidade de dinheiro ou trabalhar como aupair. Vez ou outra eu cogito ser aupair, mas o peso da responsabilidade de cuidar dos filhos de pessoas de uma cultura totalmente diferente acaba minando esta possibilidade.
Estou tentando seguir com os planos, sem olhar para as dificuldades.
domingo, 6 de março de 2016
Desabafo (conteúdo sujeito a gerar bad vibes)
Eu estou me sentindo cada dia mais no meu limite, cada dia mais sem perspectiva, sem alternativas. Me sinto fraca, como se não fosse capaz de suportar as atividades do dia a dia e o estresse que cada uma delas carrega. Não me sinto em casa no lugar onde estou morando*. Não aguento mais a faculdade. A militância tem me deixado cheia de dúvidas e também bastante cansada. Mas sem dúvidas, o que mais me aflige é a falta de dinheiro. Não consigo arrumar um estágio (sou muito qualificada para o último que tentei), não consigo encontrar um emprego que me permita estudar, e mesmo que consiga alguma coisa, as empresas remuneram tão mal que eu precisaria ainda depender do dinheiro do meu pai, ao menos para o aluguel.
Recentemente, me inscrevi para uma vaga de nível médio do concurso da universidade na qual estudo. O salário não é dos melhores, mas me permitiria ter o mínimo de independência, o conteúdo da prova está presente no meu cotidiano de estudos e, ainda por cima, por ser na universidade, eles permitem que os estudantes tenham um horário de trabalho bastante flexível. Seria perfeito, se eu não tivesse esquecido de pagar a taxa de inscrição dentro do prazo. Eu já estou mais de 6 dias atrasada. Me sinto absolutamente fracassada. Sinto que a minha memória vem sendo derrotada por todas as preocupações que ocupam a minha mente.
Eu sei que soa muito dramático, colocando tudo assim, porque, afinal, eu não estou passando fome nem nada do tipo, mas a questão não é o quão ruim as coisas estão ou parecem estar, e sim que neste ponto eu me sinto perdendo a luta. Eu me sinto tão fraca que não consigo aguentar situações corriqueiras, como perder um prazo ou ser desqualificada num processo seletivo. Racionalmente eu entendo o peso e a gravidade das coisas que acontecem na minha vida, mas emocionalmente, eu não estou aguentando. E sem dinheiro para pagar um psicólogo, eu me vejo dentro de um círculo vicioso.
Eu comecei a estudar aos 2 anos de idade e toda a minha vida foi baseada na educação. Sempre fui ensinada que todas as minhas conquistas viriam a partir daí. Há 21 anos eu estudo e parece que quanto mais se aproxima o “fim“ (entre aspas, porque eu sei que a gente nunca para de estudar) dessa jornada, o que eu fiz parece não ter valido a pena. Eu tenho muito medo de terminar a faculdade e não conseguir me empregar em lugar nenhum, e aí, de que serviu desafiar minha família para estudar na França e ter uma experiência internacional, de que serviu aprender francês, de que serviu passar 6 anos na universidade estudando todos aqueles cálculos e físicas que eu mal aprendi, de que serviram os sacrifícios que eu fiz em função dos meus estudos, da minha imagem profissional? Me sinto muito cansada, frustrada e principalmente deprimida.
*Quando eu penso que as coisas vão melhorar em casa, a minha roomate apronta mais uma. A última novidade foi apodrecer água. Eu viajei para o interior na quinta-feira e só voltei na segunda. Senti um cheiro muito ruim na cozinha e tentei procurar qual era a causa, sem sucesso. Quando fui beber água, senti um gosto fermentado e, quando olhei para o galão, percebi de onde vinha o mau cheiro - e o mau gosto - havia um cacho de bananas e um abacaxi estragados, já em estado de fermentação avançada. Joguei as frutas fora, limpei o galão e deixei um recado para a sem noção pedir outra água e ter mais cuidado com as coisas. Sintam o drama do que é morar aqui em casa. Tem ao menos uma pegadinha desse nível por mês.
Desculpem pelas bad vibes desse post.
Recentemente, me inscrevi para uma vaga de nível médio do concurso da universidade na qual estudo. O salário não é dos melhores, mas me permitiria ter o mínimo de independência, o conteúdo da prova está presente no meu cotidiano de estudos e, ainda por cima, por ser na universidade, eles permitem que os estudantes tenham um horário de trabalho bastante flexível. Seria perfeito, se eu não tivesse esquecido de pagar a taxa de inscrição dentro do prazo. Eu já estou mais de 6 dias atrasada. Me sinto absolutamente fracassada. Sinto que a minha memória vem sendo derrotada por todas as preocupações que ocupam a minha mente.
Eu sei que soa muito dramático, colocando tudo assim, porque, afinal, eu não estou passando fome nem nada do tipo, mas a questão não é o quão ruim as coisas estão ou parecem estar, e sim que neste ponto eu me sinto perdendo a luta. Eu me sinto tão fraca que não consigo aguentar situações corriqueiras, como perder um prazo ou ser desqualificada num processo seletivo. Racionalmente eu entendo o peso e a gravidade das coisas que acontecem na minha vida, mas emocionalmente, eu não estou aguentando. E sem dinheiro para pagar um psicólogo, eu me vejo dentro de um círculo vicioso.
Eu comecei a estudar aos 2 anos de idade e toda a minha vida foi baseada na educação. Sempre fui ensinada que todas as minhas conquistas viriam a partir daí. Há 21 anos eu estudo e parece que quanto mais se aproxima o “fim“ (entre aspas, porque eu sei que a gente nunca para de estudar) dessa jornada, o que eu fiz parece não ter valido a pena. Eu tenho muito medo de terminar a faculdade e não conseguir me empregar em lugar nenhum, e aí, de que serviu desafiar minha família para estudar na França e ter uma experiência internacional, de que serviu aprender francês, de que serviu passar 6 anos na universidade estudando todos aqueles cálculos e físicas que eu mal aprendi, de que serviram os sacrifícios que eu fiz em função dos meus estudos, da minha imagem profissional? Me sinto muito cansada, frustrada e principalmente deprimida.
*Quando eu penso que as coisas vão melhorar em casa, a minha roomate apronta mais uma. A última novidade foi apodrecer água. Eu viajei para o interior na quinta-feira e só voltei na segunda. Senti um cheiro muito ruim na cozinha e tentei procurar qual era a causa, sem sucesso. Quando fui beber água, senti um gosto fermentado e, quando olhei para o galão, percebi de onde vinha o mau cheiro - e o mau gosto - havia um cacho de bananas e um abacaxi estragados, já em estado de fermentação avançada. Joguei as frutas fora, limpei o galão e deixei um recado para a sem noção pedir outra água e ter mais cuidado com as coisas. Sintam o drama do que é morar aqui em casa. Tem ao menos uma pegadinha desse nível por mês.
Desculpem pelas bad vibes desse post.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
C‘est le bordel
Eu estou me sentindo tão desequilibrada. Coisas simples estão me abalando muito. No dia a dia, eu me sinto bem, sigo cumprindo os meus compromissos como sempre fiz, mas existem inúmeros gatilhos para pequenas crises e eu sei o quanto isso é perigoso, porque eu não entendo a complexidade dessas crises e não sei avaliar o quanto elas podem me prejudicar.
Tem dias que eu me vejo tão pressionada que sinto vontade de chorar o tempo todo.
Não consegui o estágio que eu queria (e precisava), terminei a autocescola e não sei dirigir direito (nem meu pai deixa eu pegar o carro para praticar mais), continuo sem nenhuma perspectiva de renda fixa e cheia de expectativas e incertezas sobre o meu futuro profissional. Eu sinto que as expectativas e cobranças dos meus pais me sobrecarregam de tal maneira que é difícil até de colocar em palavras. Algumas vezes me pego imaginando como seria fazer parte de uma família diferente, na qual os pais tivessem outras prioridades. Será que seria mais fácil? Ou será que eu acabaria sendo mais exigente comigo mesma justamente por não ter esse tipo de cobrança em casa? Não dá para saber.
O lado bom é que eu estou procurando retomar o controle da minha vida. Estou organizando minha agenda de modo a garantir algum tempo para me cuidar. Já tenho consulta marcada com um nutricionista amigo e um tempo reservado para procurar a assistência psicológica da universidade. Também estou negociando com os meus pais para voltar ao curso de inglês (eu só fiz 2 semestres, de um total de 7, mas desta vez pretendo fazer teste de nivelamento), já iniciei as reuniões no grupo de conversação de francês e estou levando material de leitura para os intervalos entre as aulas da faculdade.
Sei que vai ser difícil conciliar tudo que pretendo fazer - as matérias complicadas que estou cursando, meus interesses políticos, e tudo que mencionei acima - sobretudo depois de passar tanto tempo com uma rotina bem mais tranquila e sem muito estudo. Minha cabeça parece ter voltado para o início da graduação, quando eu me sentia muito cansada e tinha bastante dor de cabeça, reflexo da adaptação à rotina universitária. Estou tendo que pegar no tranco.
***
Eu não sei porque estou acordada até agora. Não me sinto exatamente ansiosa, mas não costuma haver outro motivo para eu perder o sono e na noite passada eu dormi cerca de 5 horas, além de que tive 3 horas de aula de direção hoje. Eu deveria estar exausta. Acho que tem a ver com a angústia que venho sentindo e a proximidade da prova do detran.
Tem dias que eu me vejo tão pressionada que sinto vontade de chorar o tempo todo.
Não consegui o estágio que eu queria (e precisava), terminei a autocescola e não sei dirigir direito (nem meu pai deixa eu pegar o carro para praticar mais), continuo sem nenhuma perspectiva de renda fixa e cheia de expectativas e incertezas sobre o meu futuro profissional. Eu sinto que as expectativas e cobranças dos meus pais me sobrecarregam de tal maneira que é difícil até de colocar em palavras. Algumas vezes me pego imaginando como seria fazer parte de uma família diferente, na qual os pais tivessem outras prioridades. Será que seria mais fácil? Ou será que eu acabaria sendo mais exigente comigo mesma justamente por não ter esse tipo de cobrança em casa? Não dá para saber.
O lado bom é que eu estou procurando retomar o controle da minha vida. Estou organizando minha agenda de modo a garantir algum tempo para me cuidar. Já tenho consulta marcada com um nutricionista amigo e um tempo reservado para procurar a assistência psicológica da universidade. Também estou negociando com os meus pais para voltar ao curso de inglês (eu só fiz 2 semestres, de um total de 7, mas desta vez pretendo fazer teste de nivelamento), já iniciei as reuniões no grupo de conversação de francês e estou levando material de leitura para os intervalos entre as aulas da faculdade.
Sei que vai ser difícil conciliar tudo que pretendo fazer - as matérias complicadas que estou cursando, meus interesses políticos, e tudo que mencionei acima - sobretudo depois de passar tanto tempo com uma rotina bem mais tranquila e sem muito estudo. Minha cabeça parece ter voltado para o início da graduação, quando eu me sentia muito cansada e tinha bastante dor de cabeça, reflexo da adaptação à rotina universitária. Estou tendo que pegar no tranco.
***
Eu não sei porque estou acordada até agora. Não me sinto exatamente ansiosa, mas não costuma haver outro motivo para eu perder o sono e na noite passada eu dormi cerca de 5 horas, além de que tive 3 horas de aula de direção hoje. Eu deveria estar exausta. Acho que tem a ver com a angústia que venho sentindo e a proximidade da prova do detran.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Sdds sono
Existem 3 coisas na vida que são implacáveis quando se trata de espantar o meu sono:
- Ansiedade
- Dúvidas
- Crise de sinusite
- Ansiedade
- Dúvidas
- Crise de sinusite
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Eu e meu corpo, meu corpo e eu
Há algum tempo eu nem conseguiria escrever um texto falando sobre o meu corpo. Estar fora dos padrões é algo cruel, mas não deveria. Falando no meu caso, especificamente, ser gorda não me torna menos saudável, não me torna menos bonita, menos interessante, menos agradável, mas ao olhos de muita gente sou vista como menos desejável, menos atraente e até desleixada. É muito difícil nadar contra a corrente de opiniões sobre o seu corpo, ao mesmo tempo que se busca ter mais saúde. Eu luto diariamente comigo mesma para não me preocupar em mudar meu corpo, ao mesmo tempo que vejo ele mudando por escolhas que faço em função do meu bem estar. Percebem a diferença? Eu sinto que preciso me libertar de toda uma vida de opressão, de ofensas contra a minha imagem, preciso me aceitar como sou, independente de como eu esteja. Hoje estou gorda, mas por causa de algumas escolhas que venho tomando, sobre praticar mais exercícios e me alimentar de forma mais consciente (priorizando aquilo que de fato nutre e não apenas sacia), sei que poderei estar mais magra em alguns meses (ou anos).
Em certo momento, ter conseguido emagrecer me ajudou a levantar minha auto-estima. Eu precisei me sentir aceita, emagrecer pelos “motivos errados“ para conseguir ter uma perspectiva diferente sobre o meu corpo agora, quando estou novamente gorda. Também foi importante perceber que, enquanto magra (ou com um peso“normal“) eu ainda me enxergava gorda, eu achava que precisava emagrecer mais uns 10 quilos, por causa da minha altura e considerando o meu biotipo. Quando vejo fotos daquela época, percebo que estava enganada. Certamente eu precisava de mais exercícios, substituir parte da massa gorda por massa muscular, tendo mais disposição e preparo físico para certas atividades do dia a dia ou que a vida poderia me apresentar, além de ter de suprir uma certa deficiência de colágeno que ajudava na minha flacidez, mas eu não precisava emagrecer. A aparência que eu tinha naquela época estava muito próxima do padrão estabelecido na nossa sociedade e mesmo assim eu não conseguia perceber isso. Eu via as fotos, ouvia o que as pessoas falavam, mas era como seu meu cérebro não captasse as informações da mesma forma que todo o resto das pessoas. Felizmente, superei aquela fase e agora posso prestar mais atenção aos sinais e não me deixar enganar novamente.
Apesar de eu ter uma compreensão melhor sobre a opressão que sofro enquanto mulher, gorda e negra, ainda é difícil. Eu ainda me considero “pouca merda“ quando conheço certos rapazes, eu ainda fico ansiosa quando surge a possibilidade de ter de mostrar certas partes do meu corpo a alguém, eu ainda me sinto inferior por ser diferente. Não que este tipo de pensamento seja predominante, mas de vez em quando a autoestima cai, a carência chega junto e pronto: tá formada aquela bad.
Eu não vou falar sobre medidas ou metas pra vocês porque não tenho nem quero ter nada disso. Eu quero ouvir o meu corpo, as minhas necessidades, para agir em função disso e não do que é esperado pelos outros.
Em certo momento, ter conseguido emagrecer me ajudou a levantar minha auto-estima. Eu precisei me sentir aceita, emagrecer pelos “motivos errados“ para conseguir ter uma perspectiva diferente sobre o meu corpo agora, quando estou novamente gorda. Também foi importante perceber que, enquanto magra (ou com um peso“normal“) eu ainda me enxergava gorda, eu achava que precisava emagrecer mais uns 10 quilos, por causa da minha altura e considerando o meu biotipo. Quando vejo fotos daquela época, percebo que estava enganada. Certamente eu precisava de mais exercícios, substituir parte da massa gorda por massa muscular, tendo mais disposição e preparo físico para certas atividades do dia a dia ou que a vida poderia me apresentar, além de ter de suprir uma certa deficiência de colágeno que ajudava na minha flacidez, mas eu não precisava emagrecer. A aparência que eu tinha naquela época estava muito próxima do padrão estabelecido na nossa sociedade e mesmo assim eu não conseguia perceber isso. Eu via as fotos, ouvia o que as pessoas falavam, mas era como seu meu cérebro não captasse as informações da mesma forma que todo o resto das pessoas. Felizmente, superei aquela fase e agora posso prestar mais atenção aos sinais e não me deixar enganar novamente.
Apesar de eu ter uma compreensão melhor sobre a opressão que sofro enquanto mulher, gorda e negra, ainda é difícil. Eu ainda me considero “pouca merda“ quando conheço certos rapazes, eu ainda fico ansiosa quando surge a possibilidade de ter de mostrar certas partes do meu corpo a alguém, eu ainda me sinto inferior por ser diferente. Não que este tipo de pensamento seja predominante, mas de vez em quando a autoestima cai, a carência chega junto e pronto: tá formada aquela bad.
Eu não vou falar sobre medidas ou metas pra vocês porque não tenho nem quero ter nada disso. Eu quero ouvir o meu corpo, as minhas necessidades, para agir em função disso e não do que é esperado pelos outros.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Mais ansiedade
Está complicado de lidar com a espera pelo resultado do processo seletivo do estágio. Recentemente fiquei sabendo que os candidatos aprovados serão chamados apenas no mês que vem e, apesar de já termos passado da metade deste mês, é bem difícil ter que esperar mais duas ou três semanas, porque muitas coisas estão dependendo dessa informação. Isso tudo, porque a empresa em questão é a que oferece o melhor salário (50% a mais que a maioria das outras empresas) e tem um plano de benefícios. Com o tal salário, eu poderei alugar um apartamento só pra mim e finalmente morar sozinha, tendo um espacinho para receber visitas de amigos e familiares. Pra mim, a casa é um refúgio, é o lugar que eu vou para me recompor dos dias cansativos, mas também o meu aconchego, o lugar onde espero ter paz, me sentir bem e em harmonia. Gastar uma grande porcentagem da minha renda num espaço legal, numa localização razoável e com cara de casa não representa um sacrifício para mim - ainda que eu precise abrir mão de várias coisas que gosto para poder fazer isso. O lugar no qual estou não me oferece o conforto que eu desejo. Só consigo me sentir verdadeiramente bem dentro do meu quarto, e olhe lá, porque a minha roomate não colabora com a organização e limpeza do ambiente. Quem já precisou dividir apartamento em algum momento, deve conhecer um pouco desse drama. Para quem não teve a experiência, asseguro: não é nada fácil.
O outro problema relacionado à demora da empresa é o fato de que não posso me candidatar a outros estágios. Na verdade, eu até posso, mas não quero arriscar me comprometer com outra empresa e no final das contas ser admitida pela primeira. Não quero arriscar a chance de ganhar o tal salário que me permitiria morar sozinha e os benefícios que facilitariam muito a minha rotina. Estou apostando tudo nessa chance. Se eu perder, vai ficar difícil de encontrar uma outra renda fixa tão cedo.
Eu sei que sou uma pessoa muito privilegiada, inclusive financeiramente, principalmente quando me comparo a boa parte da minha família e alguns amigos, mas sempre acabo pensando o quanto a grande maioria dos meus concorrentes não precisam daquele estágio, precisam apenas de um estágio, que poderia ser em qualquer empresa, com qualquer salário, mas um dinheiro que não vai mudar a vida de nenhum deles, porque eles não precisam daquilo, apenas querem. Não estou querendo dizer que é errado eles quererem ou que seria injusto que eles conseguissem, porque no final das contas, a empresa não se preocupa - nem pode - com isso. O que quero dizer é que existe uma diferença substancial entre precisar e querer, e que muitas vezes quem precisa acaba de mãos abanando.
O outro problema relacionado à demora da empresa é o fato de que não posso me candidatar a outros estágios. Na verdade, eu até posso, mas não quero arriscar me comprometer com outra empresa e no final das contas ser admitida pela primeira. Não quero arriscar a chance de ganhar o tal salário que me permitiria morar sozinha e os benefícios que facilitariam muito a minha rotina. Estou apostando tudo nessa chance. Se eu perder, vai ficar difícil de encontrar uma outra renda fixa tão cedo.
Eu sei que sou uma pessoa muito privilegiada, inclusive financeiramente, principalmente quando me comparo a boa parte da minha família e alguns amigos, mas sempre acabo pensando o quanto a grande maioria dos meus concorrentes não precisam daquele estágio, precisam apenas de um estágio, que poderia ser em qualquer empresa, com qualquer salário, mas um dinheiro que não vai mudar a vida de nenhum deles, porque eles não precisam daquilo, apenas querem. Não estou querendo dizer que é errado eles quererem ou que seria injusto que eles conseguissem, porque no final das contas, a empresa não se preocupa - nem pode - com isso. O que quero dizer é que existe uma diferença substancial entre precisar e querer, e que muitas vezes quem precisa acaba de mãos abanando.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Comer, ganhar, amar
E não é que o negócio da alimentação tá dando mais ou menos certo. Tenho comido bem mais legumes e verduras, sentido menos necessidade de comer aquele alimentos ricos em carboidratos e pobres em nutrientes. Mas isso só se aplica aos alimentos salgados. Na hora dos doces, tá difícil. Tem uma doceria e café muito delícia a 5 minutos da minha casa. Como resistir? Nesse sentido, o baixo do orçamento tem ajudado bastante, haha.
De todo modo, estou contente e já vejo um tico de resultado nas roupas. Ainda tenho que voltar na nutricionista pra ver a dieta certinha, adequada à rotina que vou levar nos próximos meses. Antes disso, preciso saber qual vai ser minha rotina, coisa que só poderei saber quando receber o resultado de um processo seletivo de estágio.
Falando em estágio, que negócio agoniante. A resposta já está com mais de uma semana de atraso. Espero que tudo se resolva nesta semana que está para começar, porque a espera tem me deixado muito tensa, muito estressada. Isso tudo, porque o salário que vou receber vai abrir portas para a minha independência financeira, para minha liberdade. Não quero falar muito, ainda, mas se tudo der certo, venho aqui contar pra vocês sobre os novos planos para as próximas semanas.
Falando em planos, existe uma areazinha na minha vida que anda mais seca que o seridó potiguar: a dos paqueris. Estou zerada neste quesito. Sim, mesmo depois do carnaval - até porque, passei com a família e a coisa mais próxima de uma marca de amor que carreguei foi a mordida do meu primo lindico de 1 ano e 2 meses. Hoje saí com o meu melhor amigo e a galera que passou o carnaval com ele, em Olinda/Recife. É uma galera muito gente boa, sem frescura, animada e engraçada, ou seja, do jeito que eu gosto. Tinha até um recifense que faz beeem o meu tipo: tatuado, barbudo, meio alterna-vibes, com aquele sotaque lindo e, além de tudo, engenheiro. Porém, não me empolgou muito. Não sei se é essa minha fase quieta, celibatária, ou se simplesmente não senti que ele estivesse interessado. De qualquer forma, pretendo continuar saindo com essa galera ao longo deste ano e tenho certeza de que conhecerei muita gente bacana ou pelo menos me divertirei bastante com as pessoas que já conheci.
That‘s all, folks! Por enquanto.
De todo modo, estou contente e já vejo um tico de resultado nas roupas. Ainda tenho que voltar na nutricionista pra ver a dieta certinha, adequada à rotina que vou levar nos próximos meses. Antes disso, preciso saber qual vai ser minha rotina, coisa que só poderei saber quando receber o resultado de um processo seletivo de estágio.
Falando em estágio, que negócio agoniante. A resposta já está com mais de uma semana de atraso. Espero que tudo se resolva nesta semana que está para começar, porque a espera tem me deixado muito tensa, muito estressada. Isso tudo, porque o salário que vou receber vai abrir portas para a minha independência financeira, para minha liberdade. Não quero falar muito, ainda, mas se tudo der certo, venho aqui contar pra vocês sobre os novos planos para as próximas semanas.
Falando em planos, existe uma areazinha na minha vida que anda mais seca que o seridó potiguar: a dos paqueris. Estou zerada neste quesito. Sim, mesmo depois do carnaval - até porque, passei com a família e a coisa mais próxima de uma marca de amor que carreguei foi a mordida do meu primo lindico de 1 ano e 2 meses. Hoje saí com o meu melhor amigo e a galera que passou o carnaval com ele, em Olinda/Recife. É uma galera muito gente boa, sem frescura, animada e engraçada, ou seja, do jeito que eu gosto. Tinha até um recifense que faz beeem o meu tipo: tatuado, barbudo, meio alterna-vibes, com aquele sotaque lindo e, além de tudo, engenheiro. Porém, não me empolgou muito. Não sei se é essa minha fase quieta, celibatária, ou se simplesmente não senti que ele estivesse interessado. De qualquer forma, pretendo continuar saindo com essa galera ao longo deste ano e tenho certeza de que conhecerei muita gente bacana ou pelo menos me divertirei bastante com as pessoas que já conheci.
That‘s all, folks! Por enquanto.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Alimentação
s.f. Os alimentos; o que pode ser usado para alimentar, nutrir: alimentação saudável.
Sustento; abastecimento das substâncias imprescindíveis à manutenção da vida.
P.ext. Ação de providenciar o necessário para que algo se desenvolva ou funcione: alimentação de um motor.
P.ext. Processo ou mecanismo que fornece combustível ao motor.
Eletricidade. Fonte de alimentação; força eletromotriz que, num circuito, produz a tensão ou a corrente.
(Etm. alimentar + ção)
FONTE: http://www.dicio.com.br/alimentacao/
Alimentação, por definição, é aquilo que ingerimos para que o nosso corpo possa funcionar. É um conceito simples e até bastante óbvio, contudo, há muito tempo perdemos esta noção. Palavras como pornfood, gordices, baganas são comuns no nosso vocabulário. Hoje em dia é muito mais fácil - e algumas vezes barato também - encontrar alimentos que nutrem pouco e trazem diversos males à saúde, do que alimentos verdadeiramente nutritivos. Para citar um exemplo, vi uma caixa de umbu ser vendida a 65 reais e um buquê de couve-flor a 23. Enquanto isso, alimentos ultra-processados podem custar menos de 5 reais em redes de fast-food e supermercados. Por mais que eu goste bastante de muitas dessas porcarias, tenho ficado cada vez mais incomodada com este cenário. A medicina também mostra como essa relação super errada que desenvolvemos com a comida incomoda o nosso corpo, como a forma que somos impelidos a nos alimentar está nos matando aos poucos.
O meu corpo já me mostrou que eu não posso mais consumir alimentos com lactose e isso acabou me fazendo tomar decisões mais saudáveis na hora de me alimentar, pois, ao mesmo tempo que deixei de consumir diversos queijos, molhos e bebidas a base de leite, deixei de consumir o que eu costumava ingerir para acompanhar os produtos lacteos, como massas no geral (macarrão, pães, pizza) e também arroz branco. Ou melhor, eu não deixei de consumir ainda, estou deixando aos poucos e tem acontecido de forma bastante natural. Hoje fui ao shopping e ao invés de comer um mc cheddar que eu adoro, comi um pratão de alface, tomate, couve, brócolis, legumes refogados e macarrão de cenoura, junto com um peixinho grelhado delicioso (um peixe bem temperado e cozido no ponto certo vence fácil qualquer carne, principalmente se for pra comer junto com legumes), o único “pecado“ foi o camarão com catupiry (afinal, eu estava no Camarões e não tinha uma opção sem lactose do bichinho). Fiquei muito satisfeita com a refeição, em todos os sentidos. No supermercado, também evitei carnes processadas, arroz branco, salgadinhos, bolachas e até os doces.
Ultimamente, quando penso em certas comidas, me sinto um pouco enjoada. Me vejo cada vez mais atraída por alimentos mais frescos e naturais. Os doces, porém, continuam sendo um problema. Sou assumidamente dependente de açúcar e quero mudar essa situação, mas aos poucos, porque qualquer dieta muito radical neste aspecto se mostrou ineficaz.
Vou mudar de nutricionista e espero conseguir montar uma dieta melhor e que se adapte bem a minha rotina.
Sustento; abastecimento das substâncias imprescindíveis à manutenção da vida.
P.ext. Ação de providenciar o necessário para que algo se desenvolva ou funcione: alimentação de um motor.
P.ext. Processo ou mecanismo que fornece combustível ao motor.
Eletricidade. Fonte de alimentação; força eletromotriz que, num circuito, produz a tensão ou a corrente.
(Etm. alimentar + ção)
FONTE: http://www.dicio.com.br/alimentacao/
Alimentação, por definição, é aquilo que ingerimos para que o nosso corpo possa funcionar. É um conceito simples e até bastante óbvio, contudo, há muito tempo perdemos esta noção. Palavras como pornfood, gordices, baganas são comuns no nosso vocabulário. Hoje em dia é muito mais fácil - e algumas vezes barato também - encontrar alimentos que nutrem pouco e trazem diversos males à saúde, do que alimentos verdadeiramente nutritivos. Para citar um exemplo, vi uma caixa de umbu ser vendida a 65 reais e um buquê de couve-flor a 23. Enquanto isso, alimentos ultra-processados podem custar menos de 5 reais em redes de fast-food e supermercados. Por mais que eu goste bastante de muitas dessas porcarias, tenho ficado cada vez mais incomodada com este cenário. A medicina também mostra como essa relação super errada que desenvolvemos com a comida incomoda o nosso corpo, como a forma que somos impelidos a nos alimentar está nos matando aos poucos.
O meu corpo já me mostrou que eu não posso mais consumir alimentos com lactose e isso acabou me fazendo tomar decisões mais saudáveis na hora de me alimentar, pois, ao mesmo tempo que deixei de consumir diversos queijos, molhos e bebidas a base de leite, deixei de consumir o que eu costumava ingerir para acompanhar os produtos lacteos, como massas no geral (macarrão, pães, pizza) e também arroz branco. Ou melhor, eu não deixei de consumir ainda, estou deixando aos poucos e tem acontecido de forma bastante natural. Hoje fui ao shopping e ao invés de comer um mc cheddar que eu adoro, comi um pratão de alface, tomate, couve, brócolis, legumes refogados e macarrão de cenoura, junto com um peixinho grelhado delicioso (um peixe bem temperado e cozido no ponto certo vence fácil qualquer carne, principalmente se for pra comer junto com legumes), o único “pecado“ foi o camarão com catupiry (afinal, eu estava no Camarões e não tinha uma opção sem lactose do bichinho). Fiquei muito satisfeita com a refeição, em todos os sentidos. No supermercado, também evitei carnes processadas, arroz branco, salgadinhos, bolachas e até os doces.
Ultimamente, quando penso em certas comidas, me sinto um pouco enjoada. Me vejo cada vez mais atraída por alimentos mais frescos e naturais. Os doces, porém, continuam sendo um problema. Sou assumidamente dependente de açúcar e quero mudar essa situação, mas aos poucos, porque qualquer dieta muito radical neste aspecto se mostrou ineficaz.
Vou mudar de nutricionista e espero conseguir montar uma dieta melhor e que se adapte bem a minha rotina.
domingo, 17 de janeiro de 2016
Mobilidade e dependência
Finalmente comecei as aulas práticas na autoescola. Não perguntei aos instrutores e sinceramente não sei se eles responderiam com sinceridade, mas creio que estou indo bastante bem. Amanhã farei a minha sétima aula, de modo que ainda restarão 18 para que eu possa me submeter ao exame prático. Na semana passada, fui para a rua pela primeira vez, antes disso os treinos aconteciam numa das fronteiras entre a zona urbana e a zona rural da cidade. Já treinei, com sucesso, marcha ré, utilizar as marchas até a terceira, fazer curvas fechadas e abertas, manobrar para fazer retorno, meia embreagem num aclive, passar em poças sem molhar os pedestres, não estragar a parte de baixo do carro, desviar de buracos, cavalos, pássaros, vacas, crianças, pedestres e pessoas sem noção.
Primeiramente, descobri que gosto de dirigir. Sei que em algum momento começarei a achar a atividade um pouco chata e estressante, principalmente, quando começar a dirigir em cidades maiores ou com um comportamento no trânsito pior do que o das pessoas daqui. Mas um sentimento que acho que jamais conseguirei abandonar é o de que saber dirigir me confere mais liberdade e independência. Eu realmente acredito que esta pode ser, inclusive, uma questão de segurança, sobretudo para mulheres. Mesmo sem ter um veículo, saber dirigir pode nos salvar de situações perigosas, além de ajudar no dia a dia, a conseguir um emprego, por exemplo.
O próximo passo seria ter um carro. Eu não acho que ter um carro seja algo necessário para todas as pessoas em todos os lugares. Em Bordeaux, por exemplo, o sistema de transporte público conta com uma linha vasta de ônibus, um tram-way extremamente eficiente, bicicletas públicas (naquele sistema que aquele banco implementou em algumas cidades brasileiras) e até carros elétricos que funcionam a partir do mesmo método das bicicletas. Numa cidade assim, quando você realmente precisa de um carro, é possível alugar por um preço praticável ou usar um carro elétrico (a depender do trajeto). Para todas as outras necessidades, o transporte público e a enorme quantidade de ciclovias e ruas exclusivas para pedestres e bicicletas, são suficientes.
Contudo, em Natal a realidade não poderia ser mais oposta. O transporte público é exclusivamente rodoviário, a cidade conta com pouquíssimas ciclovias (sinceramente, pedalar quilômetros sob um sol escaldante, que estala no céu em quase todos os dias do ano não é nada agradável) e mal existe espaço (e respeito) para os pedestres na maioria das ruas. Eu sinto muita falta de ter um carro lá e acho que, sabendo dirigir, me sentirei ainda mais frustrada por não ter um (e nem perspectiva de adquirir). Por outro lado, sei que a crise e a seca dificultam a situação financeira dos meus pais (900 reais de água por mês não é pouca coisa), ter uma despesa tão grande como a de um carro para uma pessoa da minha idade e com a minha experiência pode ser mais um problema do que uma solução. Por enquanto, vou sonhando com o dia em que terei mais independência, em todos os sentidos.
Primeiramente, descobri que gosto de dirigir. Sei que em algum momento começarei a achar a atividade um pouco chata e estressante, principalmente, quando começar a dirigir em cidades maiores ou com um comportamento no trânsito pior do que o das pessoas daqui. Mas um sentimento que acho que jamais conseguirei abandonar é o de que saber dirigir me confere mais liberdade e independência. Eu realmente acredito que esta pode ser, inclusive, uma questão de segurança, sobretudo para mulheres. Mesmo sem ter um veículo, saber dirigir pode nos salvar de situações perigosas, além de ajudar no dia a dia, a conseguir um emprego, por exemplo.
O próximo passo seria ter um carro. Eu não acho que ter um carro seja algo necessário para todas as pessoas em todos os lugares. Em Bordeaux, por exemplo, o sistema de transporte público conta com uma linha vasta de ônibus, um tram-way extremamente eficiente, bicicletas públicas (naquele sistema que aquele banco implementou em algumas cidades brasileiras) e até carros elétricos que funcionam a partir do mesmo método das bicicletas. Numa cidade assim, quando você realmente precisa de um carro, é possível alugar por um preço praticável ou usar um carro elétrico (a depender do trajeto). Para todas as outras necessidades, o transporte público e a enorme quantidade de ciclovias e ruas exclusivas para pedestres e bicicletas, são suficientes.
Contudo, em Natal a realidade não poderia ser mais oposta. O transporte público é exclusivamente rodoviário, a cidade conta com pouquíssimas ciclovias (sinceramente, pedalar quilômetros sob um sol escaldante, que estala no céu em quase todos os dias do ano não é nada agradável) e mal existe espaço (e respeito) para os pedestres na maioria das ruas. Eu sinto muita falta de ter um carro lá e acho que, sabendo dirigir, me sentirei ainda mais frustrada por não ter um (e nem perspectiva de adquirir). Por outro lado, sei que a crise e a seca dificultam a situação financeira dos meus pais (900 reais de água por mês não é pouca coisa), ter uma despesa tão grande como a de um carro para uma pessoa da minha idade e com a minha experiência pode ser mais um problema do que uma solução. Por enquanto, vou sonhando com o dia em que terei mais independência, em todos os sentidos.
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