quinta-feira, 7 de abril de 2016

Move on!

Dessa vez eu não vou falar sobre o quão bosta minha vida está esse ano, porque continua tudo bem tenso. Na verdade, quase tudo. Tive um upgrade massa! Finalmente vou morar sozinha! [insira palmas, aleluias e gritinhos histéricos aqui]

Ganhei na loteria? Arrumei um emprego? Ganhei um apto num sorteio? Nada disso. Eu simplesmente ultrapassei todos os meus limites de tolerância com relação ao indivíduo com o qual compartilho minha humilde residência. O erro já começa em chamar de minha, porque nunca me senti em casa neste lugar, e um dos motivos é justamente a falta de respeito e organização da tal coleguinha. A sala virou uma extensão do quarto dela, tem uma gata (eu não gosto de gatos, lidem com isso - não que eu odeie ou vá tratar mal, só prefiro não conviver com), está me devendo dinheiro, enche a casa de gente all the fucking time e, o pior de tudo, não tem o mínimo de higiene na cozinha. Gente, eu lavei a geladeira e mexi em absolutamente tudo; tive que jogar quilos e quilos de comida vencida/estragada no lixo. Tinha coisa vencida desde MAIO DO ANO PASSADO. Eu acredito que olhar a validade das coisas que ela guarda nem deveria ser minha responsabilidade, mas chegou num ponto que o congelador só suportava as coisas dela e eu precisava guardar minhas carnes e meu sorvetim. E não pensem que eu simplesmente vi a geladeira se entulhar de coisas e fiquei calada. Eu moro aqui há menos de três meses e já chamei a atenção dela sobre este e outros problemas incontáveis vezes. Simplesmente, não dá mais pra mim. Eu na verdade acredito que aguentei tempo demais, porque ninguém merece tanta falta de respeito. Sim, porque pra mim é uma imensa falta de respeito não saber compartilhar um espaço no qual a outra pessoa está dividindo as despesas contigo. Isso vale pros boes e pras boes também, fica a dica. E por que eu esperei tanto? Porque eu sei que custaria consideravelmente mais caro para o meu pai pagar um outro lugar pra mim e eu ainda não consegui nenhuma fonte de renda fixa que me permita ajudar meus pais com o aluguel, ao menos. Mas como a gente sabe, uma hora o leite transborda da panela e eu liguei pro meu papis e contei cerca de um terço de todas as raivas/seboseiras que a minha não tão digníssima roomate aprontou ao longo desses três ensolarados meses. Eu evitava fazer isso por dois motivos. O primeiro é que eu realmente não gostaria de constranger a pessoa a esse nível - quem já dividiu casa com coleguinhas sabe que rola uma certa camaradagem de omitir fatos para os nossos pais. O segundo é que eu sabia que meu pai se irritaria um pouco com o fato de ela ser tão porquinha e ele poderia reclamar de eu ter sequer cogitado morar com essa moça este ano.

Bom, chega de falar das tretas domésticas, bora falar sobre a procura pelo novo lar. Uma coisa que muita gente não sabe sobre mim é que eu adoro procurar imóveis. Simplesmente amo me imaginar em cada lugar, como poderia decorar, que lugares iria frequentar nas redondezas, etc. Isso tudo fica muito mais bonito e colorido quando você tem: tempo disponível, um carro à disposição e um clima mais ameno do que o da noiva do sol aqui. Gente, eu visitei um total de 01 apartamento hoje, em duas horas. Eu simplesmente torrei sob o sol escaldante da tarde natalense. Nada tranquilo, nada favorável. O lado positivo é que eu até gostei bastantinho do lugar. A localização que não é aquela maravilha toda, mas parece seguro, tem um posto da polícia militar na rua ao lado (enquanto a bandidage não quiser se vingar da polícia, tá tranquilo), tem todas as linhas de ônibus das quais normalmente preciso e fica um pouco mais perto da casa do meu bff.
Amanhã vou olhar mais dois ou três em uma região um pouco mais privilegiada, espero que me agradem nos outros aspectos também.
Desejem-me sorte!

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