quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Alimentação

s.f. Os alimentos; o que pode ser usado para alimentar, nutrir: alimentação saudável.
Sustento; abastecimento das substâncias imprescindíveis à manutenção da vida.
P.ext. Ação de providenciar o necessário para que algo se desenvolva ou funcione: alimentação de um motor.
P.ext. Processo ou mecanismo que fornece combustível ao motor.
Eletricidade. Fonte de alimentação; força eletromotriz que, num circuito, produz a tensão ou a corrente.
(Etm. alimentar + ção)
FONTE: http://www.dicio.com.br/alimentacao/

Alimentação, por definição, é aquilo que ingerimos para que o nosso corpo possa funcionar. É um conceito simples e até bastante óbvio, contudo, há muito tempo perdemos esta noção. Palavras como pornfood, gordices, baganas são comuns no nosso vocabulário. Hoje em dia é muito mais fácil - e algumas vezes barato também - encontrar alimentos que nutrem pouco e trazem diversos males à saúde, do que alimentos verdadeiramente nutritivos. Para citar um exemplo, vi uma caixa de umbu ser vendida a 65 reais e um buquê de couve-flor a 23. Enquanto isso, alimentos ultra-processados podem custar menos de 5 reais em redes de fast-food e supermercados. Por mais que eu goste bastante de muitas dessas porcarias, tenho ficado cada vez mais incomodada com este cenário. A medicina também mostra como essa relação super errada que desenvolvemos com a comida incomoda o nosso corpo, como a forma que somos impelidos a nos alimentar está nos matando aos poucos.
O meu corpo já me mostrou que eu não posso mais consumir alimentos com lactose e isso acabou me fazendo tomar decisões mais saudáveis na hora de me alimentar, pois, ao mesmo tempo que deixei de consumir diversos queijos, molhos e bebidas a base de leite, deixei de consumir o que eu costumava ingerir para acompanhar os produtos lacteos, como massas no geral (macarrão, pães, pizza) e também arroz branco. Ou melhor, eu não deixei de consumir ainda, estou deixando aos poucos e tem acontecido de forma bastante natural. Hoje fui ao shopping e ao invés de comer um mc cheddar que eu adoro, comi um pratão de alface, tomate, couve, brócolis, legumes refogados e macarrão de cenoura, junto com um peixinho grelhado delicioso (um peixe bem temperado e cozido no ponto certo vence fácil qualquer carne, principalmente se for pra comer junto com legumes), o único “pecado“ foi o camarão com catupiry (afinal, eu estava no Camarões e não tinha uma opção sem lactose do bichinho). Fiquei muito satisfeita com a refeição, em todos os sentidos. No supermercado, também evitei carnes processadas, arroz branco, salgadinhos, bolachas e até os doces.
Ultimamente, quando penso em certas comidas, me sinto um pouco enjoada. Me vejo cada vez mais atraída por alimentos mais frescos e naturais. Os doces, porém, continuam sendo um problema. Sou assumidamente dependente de açúcar e quero mudar essa situação, mas aos poucos, porque qualquer dieta muito radical neste aspecto se mostrou ineficaz. 


Vou mudar de nutricionista e espero conseguir montar uma dieta melhor e que se adapte bem a minha rotina. 

domingo, 17 de janeiro de 2016

Mobilidade e dependência

Finalmente comecei as aulas práticas na autoescola. Não perguntei aos instrutores e sinceramente não sei se eles responderiam com sinceridade, mas creio que estou indo bastante bem. Amanhã farei a minha sétima aula, de modo que ainda restarão 18 para que eu possa me submeter ao exame prático. Na semana passada, fui para a rua pela primeira vez, antes disso os treinos aconteciam numa das fronteiras entre a zona urbana e a zona rural da cidade. Já treinei, com sucesso, marcha ré, utilizar as marchas até a terceira, fazer curvas fechadas e abertas, manobrar para fazer retorno, meia embreagem num aclive, passar em poças sem molhar os pedestres, não estragar a parte de baixo do carro, desviar de buracos, cavalos, pássaros, vacas, crianças, pedestres  e pessoas sem noção.
Primeiramente, descobri que gosto de dirigir. Sei que em algum momento começarei a achar a atividade um pouco chata e estressante, principalmente, quando começar a dirigir em cidades maiores ou com um comportamento no trânsito pior do que o das pessoas daqui. Mas um sentimento que acho que jamais conseguirei abandonar é o de que saber dirigir me confere mais liberdade e independência. Eu realmente acredito que esta pode ser, inclusive, uma questão de segurança, sobretudo para mulheres. Mesmo sem ter um veículo, saber dirigir pode nos salvar de situações perigosas, além de ajudar no dia a dia, a conseguir um emprego, por exemplo.
O próximo passo seria ter um carro. Eu não acho que ter um carro seja algo necessário para todas as pessoas em todos os lugares. Em Bordeaux, por exemplo, o sistema de transporte público conta com uma linha vasta de ônibus, um tram-way extremamente eficiente, bicicletas públicas (naquele sistema que aquele banco implementou em algumas cidades brasileiras) e até carros elétricos que funcionam a partir do mesmo método das bicicletas. Numa cidade assim, quando você realmente precisa de um carro, é possível alugar por um preço praticável ou usar um carro elétrico (a depender do trajeto). Para todas as outras necessidades, o transporte público e a enorme quantidade de ciclovias e ruas exclusivas para pedestres e bicicletas, são suficientes.
Contudo, em Natal a realidade não poderia ser mais oposta. O transporte público é exclusivamente rodoviário, a cidade conta com pouquíssimas ciclovias (sinceramente, pedalar quilômetros sob um sol escaldante, que estala no céu em quase todos os dias do ano não é nada agradável) e mal existe espaço (e respeito) para os pedestres na maioria das ruas. Eu sinto muita falta de ter um carro lá e acho que, sabendo dirigir, me sentirei ainda mais frustrada por não ter um (e nem perspectiva de adquirir). Por outro lado, sei que a crise e a seca dificultam a situação financeira dos meus pais (900 reais de água por mês não é pouca coisa), ter uma despesa tão grande como a de um carro para uma pessoa da minha idade e com a minha experiência pode ser mais um problema do que uma solução. Por enquanto, vou sonhando com o dia em que terei mais independência, em todos os sentidos.