Eu queria fazer uma retrospectiva bem detalhada desse ano, mas deixei minha agenda em Natal e não poderei buscá-la a tempo, então, vai assim mesmo.
Janeiro: Casa. Chocolates. Sol. Praia. Família. Fugitivo. Namorado de mentirinha. Amigos. Apartamento. Colegas. Compras. Utensílios. Roupas. Saudades.
Fevereiro: Saudades. Despedidas. Mudança. Limpeza. Reencontros. Olhares. Janelas. Cozinha. Amizades.
Março: Amizades. Festa. Rock. Amigos. Música. Preto. Festa. Família. Pai. Decepção. Bolo. Chão. Amor. Desamor. Ilusão. Saudade. Expectativas.
Abril: Expectativas. Notas. Amigos. Amiga. Surpresa. Décimo andar. Bolo. Vinte. Dezenove. Mentira. Alegria. Iniciativa. Coragem.
Maio: Coragem. Loucura. Um bilhete. Encontro. Dois bilhetes. Insônia. Janela. Amanhecer. Vergonha. Coragem. Encontro. Desejo. Despedida. Expectativa. Show. Chico Buarque. Encontro. Amizade. Amor. Felicidade. Dinheiro. Espera. Pessoas. Preocupações. Agenda. Reuniões. Evento.
Junho: Evento. Preparativos. Portas fechadas. Encontros. Desencontros. Responsabilidade. Estresse. Compras. Gastos. Congresso.
Julho: Congresso. Viagem. Festas. Aperreios. Desilusão. Desonestidade. Pessoas. Amigos. Salvação. Atritos. Abraços. Lembranças. Volta. Janela. Corredor. Beijos. Beijos. Beijos. Barba. Despedida. Fim.
Agosto: Começo. Férias. Bolsa. Trabalho. Chá. Acordar cedo. Café. Contatos profissionais. Nerds. Músicas. Risadas. Estresse. Discussões. Salário. Noitadas. Maquiagem. Cansaço. Casa. Rock. Amigos. Nostalgia. Reencontro. Desapontamento. Pressa.
Setembro: Cansaço. Organização. Material. Pessoas. Sotaques. Correria. Gritos. Estresse. Desentendimento. Palestras. Admiração. Amizades. Plenária. Saudades. Festa. Conversas. Alegrias. Dança. Faceira.
Outubro: Eleições. Campanha. Festa. Caminhada. Conversa. Conquista. Beijos, beijos, beijos. Marca. Raiva. Espera. Encontro inesperado. Troca. Casa. Família. Volta. Encontro planejado. Surpresa. Álcool. Ajuda. Medo. Brincadeira. Beijos, beijos, beijos. Gosto. Decepção. Caminhada. Sono. Conversa. Mudança. Samba. Amanhecer. Conversa. Política. Parada. Despedida. Ônibus. Encontro. Conversa. Caminhada. Sedução. Histórias. Vida. Sol. Casa. Sono. Dias. Responsabilidades. Saudade. Expectativas. Halloween. Aniversário. Surpresa. Toalha. Gargalhadas. Comida. Fantasia. Maquiagem. Desencontros. Encontros. Cachaça. Decepção. Vodca. Banheiro químico. Encontro. Profissional. Lembrança. Fila. Encontro. Diversão. Amizade. Sono. Casa. Família. Amigos. Rasgo. Alegria. Saudade. Encontros. Música.
Novembro: Música. Amigos. Atraso. Vontade. Destino. Pernambucanos. Samba. Amigas. Palco. Aplausos. Fotos. Centro Acadêmico. Site. Evento. Palestras. Histórias. Amigos. Influências. Profissionais. Descabimento. Conversas. Trabalhos. Estresse. Música. Beco. Praça. Amiga. Saudade. Comida. Reunião. Risadas. Sorte. Praça. Olhares. Reencontros. Gaita. Porra nenhuma. Correspondência. Ilusões. Karina. Alegria. Admiração. Espetáculo. Espera. Beijos. Abraços. CDs. Camisas. Fotos. Abraços. Sorte. Pechincha. Elogios. Descoberta.
Dezembro: Trabalhos. Aperreios. Ajudas. Encontro surpresa. Embaraçamento. Estranheza. Solução. Aprovação. Aperreios. Música. Rock. Reencontro. Decepção. Encontros. Conversas. Alegrias. Nostalgia. Olhares. Encantamento. Criança. Pazes. Conversa. Aproximação. Casamento. Preparativos. Conversa. Coragem. Decepção. Desilusão. Coragem. Pedido. Planos. Expectativas. Desejos. Saudade. Felicidade. Perspectiva.
Que venha 2013 e que tenha todos os sabores!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Gorda, gordinha.
Hoje eu saí pra dar aquele trato no visual. Cortei o cabelo (finalmente), fiz as unhas e comprei roupas novas. Sempre faço compras na mesma loja, que é de uma amiga da minha mãe. Por causa disso, é sempre a dona que me atende e sai catando meio mundo de roupa para ver o que vai caber em mim. Sim, eu vejo primeiro o que cabe pra poder ver o que gosto. Mais ou menos aos 8 anos de idade, eu comecei a engordar e a coisa só piorou até os meus 16 anos, quando fiz a dieta mais drástica e até hoje não parei mais de emagrecer. Foi uma reeducação alimentar de verdade. A perda de peso foi lenta, mas constante e, pra ser sincera, é assim que eu acho que deve ser. Esse negócio de emagrecer 10 Kg em poucos meses tem tudo pra dar errado. Nem nos meus piores dias tive coragem de usar medicamentos, substituir refeições por shakes ou chás, nem fazer dietas malucas de revistas. Sempre procurei um profissional e tentei seguir a dieta à risca durante o maior tempo possível. Já perdi mais de 20Kg e muitas medidas no manequim, mas ainda não cheguei no meu peso ideal e preciso começar a malhar, porque sou muito nova pra ficar pelancuda. Mesmo com a redução das medidas, ainda vestia roupas "de gordo". Hoje, quando fui provar alguns shorts vi que estou vestindo 42. *-*
Eu tenho um corpo de brasileira mesmo, com coxas grossas, bundão e tal. Tenho plena consciência que nunca chegarei a um 36 ou 38, porque minhas formas não permitem e, sinceramente, pouco me importa. Agora, 42 é o meu parâmetro. Chegar a essa marca me dá uma satisfação que vocês não têm noção.
Apesar de toda essa alegria, não tenho a menor pretensão de começar uma dieta nas férias. Desde que cheguei na casa dos meus pais que não paro de comer, mas é natal (e ano novo também), não dá pra ficar me privando da maior gordice do ano. Quando passarem as festas, eu dou uma controlada.
Pra comemorar, eu comprei este anel da gordice. *-*
Eu tenho um corpo de brasileira mesmo, com coxas grossas, bundão e tal. Tenho plena consciência que nunca chegarei a um 36 ou 38, porque minhas formas não permitem e, sinceramente, pouco me importa. Agora, 42 é o meu parâmetro. Chegar a essa marca me dá uma satisfação que vocês não têm noção.
Apesar de toda essa alegria, não tenho a menor pretensão de começar uma dieta nas férias. Desde que cheguei na casa dos meus pais que não paro de comer, mas é natal (e ano novo também), não dá pra ficar me privando da maior gordice do ano. Quando passarem as festas, eu dou uma controlada.
Pra comemorar, eu comprei este anel da gordice. *-*
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
"Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada"
Ainda estou nas primeiras cem páginas de "Amor nos tempos do cólera", de Garcia Marques, mas confesso que tenho me encantado com a história de Florentino Ariza e seu amor quinquagenário por Fermina Daza. Lembro de todas as histórias de amor que já li e de tantas outras sobre as quais ouvi falar. Penso em como é bom se permitir amar. É difícil, sim. Por vezes, doloroso, também. Mas que vida eu me dispus a levar senão esta, cheia de intensidade, de mergulhos profundos e submersões quase asfixiantes? Eu disse que a experiência passada já servira para que eu aprendesse e não me arriscasse mais nestas águas traiçoeiras. Mas que tipo de pessoa seria eu se não me permitisse tentar novamente? E novamente. E novamente. Tantas vezes quanto me convir. Eu, que tanto falo sobre a poesia da vida, de cada instante, das pequenas e das grandes coisas, não me deixaria levar por esse jeito doce de falar? Ou pelo chiadinho de tampa de panela ao final das palavras? Ou ainda pela maneira como me pega e me pixa no chão, me imprensa na parede, como se não existisse mais nada no mundo? Ou pelos seus olhinhos castanhos acompanhados daquele sorriso largo que eu queria que fosse só meu? Ou talvez por ter me virado a cabeça e revisto meio mundo de conceitos e crenças que eu construí e carreguei ao longo desses vinte anos? Cada uma dessas coisas e todas elas juntas são motivos mais que suficientes para eu te encontrar, de braço, mente e coração abertos, em um dia quente de dezembro. E no primeiro de janeiro, também, só pra carregar meus 364 outros dias com um pouco do seu gosto. Pra me temperar de você. Pra me encher de nós dois e aguentar esperar pela próxima oportunidade. Para, finalmente, ter tempo de te descobrir inteiro e te amar. A-M-A-R.
Não tenha vergonha de amar, disse meu irmão. Não tenha vergonha de sentir e carregar com você algo tão bonito quanto o amor.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Ao meu amor
Vou contar a aqui a minha maior história de amor que já foi muito comentada nesse blog, mas que poucos conhecem de verdade.
Em fevereiro de 2009 criei uma conta no jogo de desenho online "Gartic" e comecei a jogar diariamente. Naquela época eu estava no terceiro ano do curso técnico no CEFET, tinha 16 anos e acabara de enfrentar uma certa crise existencial comum aos adolescentes (e ainda mais a uma escorpiana). Como o jogo ainda não era muito conhecido, os jogadores assíduos acabavam se conhecendo e se tornando amigos. Foi o que aconteceu comigo e Atticus. Em meados de julho começamos a conversar pelo msn e em setembro já éramos grandes amigos. Passávamos as tardes inteiras conversando de tudo e, claro, jogando. Desde o início a nossa relação se mostrou bastante intensa, talvez por ambos sermos assim, intensos, profundos. Ao contrário do que muitos pensavam, nunca houve qualquer interesse sexual entre nós. Acho que era exatamente isso o que mais me encantava na nossa amizade, era algo extremamente puro e fraternal, mas de uma intensidade que fazia inveja a muitos casais por aí. Entre nós não haviam segredos, não haviam meias palavras, não havia vergonha. Conhecíamos o melhor e o pior um do outro. Sei que estabelecer uma relação "virtual" é bem diferente de estabelecer uma "real", mas nós passávamos tanto tempo "juntos" e nos fazíamos tão presentes nas vidas um do outro que esse "detalhe" acabava passando despercebido na maior parte do tempo. Aos poucos, começamos a nos tratar por "irmão" e "irmã". Éramos, de fato, uma família.
Tudo isso me fez entender que a nossa relação estava para além desta vida, deste plano, deste mundo, que para o que nós sentíamos e vivíamos juntos não havia explicação, nem regras, nem comparações. Éramos irmãos de alma. Somos irmãos de alma e seremos sempre, independente de qualquer coisa que nos aconteça.
Em poucos meses de convivência ele me ensinou mais sobre respeito, honestidade, comprometimento, determinação, gentileza, educação, amor, carinho, amizade, família, relacionamentos, palavras e sentimentos do que qualquer outra pessoa que já conheci até hoje. De natureza extremamente cativante e um tanto quanto explosiva, ele conquistava com a maior facilidade qualquer um que estivesse por perto. Por causa disso e da minha forte intuição, acabavam surgindo alguns conflitos envolvendo terceiros. E que conflitos. Assim como nosso amor, as nossas brigas também eram muito intensas. Quantas lágrimas já derramei por ti, irmãozinho? Quantas rugas você já me deu! Felizmente, cedo ou tarde, acabávamos fazendo as pazes, até porque a saudade não nos permitia passar muito tempo afastados um do outro.
Agora, a parte triste.
No mesmo mês que o conheci, ele recebera o segundo diagnóstico de um câncer no estômago. Aos dezessete anos a doença apareceu e devastou sua vida. Ele precisou retirar um terço do estômago e, por causa do tratamento extremamente debilitante, passou algum tempo usando cadeiras de rodas e teve sequelas irreversíveis nas cordas vocais, que impossibilitaram sua fala pelo resto da vida.
A maioria de nós nunca parou para pensar nisso, mas vocês já se imaginaram sem poder gritar de raiva ou alegria? Pois é. Quantas vezes o vi reclamar de não poder fazer uma coisa que para a grande maioria das pessoas é tão simples e que para ele também o foi um dia.
Ainda por causa do tratamento, ele teve que largar a faculdade de medicina, para a qual acabara de passar e, definitivamente, foi obrigado a começar uma nova vida. Qualquer menção ao que ele viveram aos 17 anos era extremamente doloroso, por isso, eu só descobri o drama que ele vivera, e estava revivendo quando o conheci, entre outubro e novembro de 2009.
Foi aí que eu comecei a conhecer o câncer, que para mim, é o mal do século. Uma doença que DEVASTA a vida do paciente em todos os aspectos possíveis.
A maioria de vocês não deve saber o quão angustiante é amar tão profundamente uma pessoa, conversar com ela TODOS os dias durante horas e, de repente, vê-la debilitada, digitando com dificuldade, cansado, abatido. Coisas que muitas vezes não são percebidas quando se está a mais de 800km de distância, mas que para nós ficava tão claro. Ver um jovem extremamente inteligente, com apenas 24 anos, enfrentando uma doença como aquela é torturante, mas eu precisava, a todo custo, me manter forte. Não podia demonstrar, de forma alguma, que estava abalada com a situação e, por vezes, acabava parecendo fria, dura. Embora estivesse com o rosto inchado de tanto chorar, com as lágrimas pingando no teclado, eu lhe enviava palavras de carinho, motivação, força e fé, muita fé. Só tendo muita certeza de que ele iria melhorar para me manter firme ao lado dele.
Nessa época, minha mãe ficou bastante preocupada e até pensou em me proibir de falar com ele, porque via que a situação me prejudicava, mas ela logo percebeu que não saber como ele estava acabava sendo muito pior para mim.
Assim, se passaram alguns meses e, por causa de problemas amorosos, ele desistiu do tratamento em duas situações. Na primeira, porque havia tentado se matar. Tomara uma caixa de comprimidos que sabia que fariam muito mal ao seu estômago. Passou cerca de um dia em coma, mas retornou sem sequelas e, meses depois, retornou ao tratamento. Na segunda vez, ele simplesmente estava com medo das consequências da quimioterapia. Por tudo que havia passado e por tudo que queria viver, ele estava muito receoso de voltar àquela terapia. Durante este tempo, porém, ele se cuidava bastante, fazendo exercícios físicos, se alimentando corretamente e evitando excesso de trabalho e estudo. Mesmo se cuidado assim, o câncer ainda estava lá e não demorou a dar as caras. Logo ele precisou fazer outra cirurgia e sumiu da internet. Passamos a nos falar apenas por SMS, mas com pouca frequência. Muitas mensagens sequer eram respondidas e, por não gostar de falar na doença, eu apenas conseguia me inteirar de seu estado através de sua família e namorada. Há algumas semanas os familiares dele pararam de me responder e a sua namorada desativou o facebook. Agora, estou sem notícias dele e, sinceramente, não sei mais o que fazer.
A maioria dos meus amigos não sabe de metade dessa história, mas, ultimamente, a saudade vem me tomando de uma maneira que deixa difícil esconder o abatimento.
Nunca, em todos os meus 20 anos, eu conheci uma pessoa como ele. Nunca tive uma amizade sequer comparável a que tive com ele. Nunca tive tanta liberdade com uma pessoa em toda a minha vida e, caralho, isso faz muita falta.
Vocês podem especular, tentar imaginar, mas só nós dois, que vivemos tudo isso, saberemos o quão significante foi essa história e o quanto fazemos falta um pro outro.
Um dia, quando ele estava muito mal, ainda em 2010, ele me fez prometer que, se morresse, eu só contaria isso para nossos outros amigos uns três meses depois. Que eu deveria dizer a todos que ele estava viajando e que demoraria um pouco a voltar. Na hora, eu pedi que ele deixasse de conversa besta, mas prometi que o faria, embora tivesse certeza de que jamais seria necessário.
Hoje, quando penso nisso, acho que o afastamento dos ultimos meses pode ter significado uma espécie de preparo, de tentativa de mantê-lo vivo para sempre nas nossas lembranças, uma vez que nunca houve um adeus concreto. Sim, hoje, eu penso que talvez ele não esteja mais vivo e que talvez eu nunca lhe dê aquele tão sonhado abraço. Não é fácil pensar nisso, por isso procuro evitar essas lembranças e essas ideias, mas nem sempre a gente consegue. Hoje foi um dia em que não consegui viver sem você, irmãozinho.
Torço para que você esteja sempre bem e muito feliz, onde quer que seja.
Abaixo, colarei uma mensagem que ele me deixou no Gartic, com o nick de Japinha, quando eu fui passar alguns dias na praia, nas férias de 2010.
Então...
Tenho uma tarefa difícil e fácil para realizar.
Além de tentar definir o que você é para mim e mais algumas coisas, terei que compartilhar esse sentimento publicamente, e, fique sabendo, não é algo que faço todo dia. Mas quando o faço, é muito sincero.
Eu conheço um lado da Lígia que poucos, pouquíssimos conhecem.
Ela é a amiga perfeita. Por ser perfeita, dispenso comentários.
Pelas outras qualidades, pelos outros defeitos ocultos, revelarei o que de podre há nesta garota (6)
É extremamente emotiva. Não é 8 nem 80. É 800. Então se ela está triste, realmente está. Se está feliz, não há quem não fique também.
Triste? Quem não fica, não é? O que me deixa encantado é que poucos como você são sinceros e se expressam tão bem. Não é feio ser o que a gente é. Feio mesmo é não ser nunca o que se esforça para aparentar.
Feliz? Alguns momentos de felicidade acontecem na vida da gente. Vem e vão, duram segundos, duram horas. Dividir esses momentos felizes contigo é se sentir feliz também.
Não há meias palavras entre mim e ela. Rola de tudo. A conversa flui, flui, flui. E pode crer, até no que você não tem coragem de falar, nós conversamos. ;*
Há silêncio. É o tempo que os dois precisam.
Não se importa com avaliações, mas se importa muito com aqueles que esperam alguma coisa dela. E eu digo mais uma vez: o importante é você.
Não é muito clara em certos assuntos e eu senti dificuldade com isso. Mas com o tempo aprendi a esperar. E digamos que foi onde aprendi a ter paciência.
Tem um sorriso lindo. E tem mesmo.
Tem uma personalidade forte. E eu só lamento por quem perde sua amizade, porque perde para sempre.
É pagodeira, forrozeira, sertaneja e bregona. HAHA, ok, mentirinha. Não podia ficar tão sério até aqui. Só sei que tem um excelente gosto musical e gosta de quase tudo que eu gosto. *-*
Tia Dri: é muito carinhosa.
Mainha: "que dedicada a você".
Clarinha: "é a Lija, Quinho?"
Lígia cuspindo no microfone: Pinha, Pinha, Pinha!
Muito obrigado pelo dia que te conheci. Se existisse algo além de obrigado melhor pra dizer o quanto sou grato por ter você comigo, eu diria... Mas faltam poucos dias pra te dar aquele abraço e puxar os seus cabelos, apertar a mão de painho e dar um beijo em nossa mainha *-*
Amo tanto você irmã, e amarei pra sempre porque muitos aqui querem ter algo real, seja amizade ou namoro, e eu sou o mais sortudo porque eu tenho uma amizade real e verdadeira. *________________*
Apelidos que o Japa criou e ganhou mundo:
Lija; Tabaca Seca (vulgo TS); Maria Preá; Rodo de bueiro; Infeliz das costa oca; Djabo. E aviso logo que assim como o ano novo chegou, novos apelidos virão. KKKKKKK
Volte logo, por favor. Faz falta. :~
AMO <3 span="span">3>
Em fevereiro de 2009 criei uma conta no jogo de desenho online "Gartic" e comecei a jogar diariamente. Naquela época eu estava no terceiro ano do curso técnico no CEFET, tinha 16 anos e acabara de enfrentar uma certa crise existencial comum aos adolescentes (e ainda mais a uma escorpiana). Como o jogo ainda não era muito conhecido, os jogadores assíduos acabavam se conhecendo e se tornando amigos. Foi o que aconteceu comigo e Atticus. Em meados de julho começamos a conversar pelo msn e em setembro já éramos grandes amigos. Passávamos as tardes inteiras conversando de tudo e, claro, jogando. Desde o início a nossa relação se mostrou bastante intensa, talvez por ambos sermos assim, intensos, profundos. Ao contrário do que muitos pensavam, nunca houve qualquer interesse sexual entre nós. Acho que era exatamente isso o que mais me encantava na nossa amizade, era algo extremamente puro e fraternal, mas de uma intensidade que fazia inveja a muitos casais por aí. Entre nós não haviam segredos, não haviam meias palavras, não havia vergonha. Conhecíamos o melhor e o pior um do outro. Sei que estabelecer uma relação "virtual" é bem diferente de estabelecer uma "real", mas nós passávamos tanto tempo "juntos" e nos fazíamos tão presentes nas vidas um do outro que esse "detalhe" acabava passando despercebido na maior parte do tempo. Aos poucos, começamos a nos tratar por "irmão" e "irmã". Éramos, de fato, uma família.
Tudo isso me fez entender que a nossa relação estava para além desta vida, deste plano, deste mundo, que para o que nós sentíamos e vivíamos juntos não havia explicação, nem regras, nem comparações. Éramos irmãos de alma. Somos irmãos de alma e seremos sempre, independente de qualquer coisa que nos aconteça.
Em poucos meses de convivência ele me ensinou mais sobre respeito, honestidade, comprometimento, determinação, gentileza, educação, amor, carinho, amizade, família, relacionamentos, palavras e sentimentos do que qualquer outra pessoa que já conheci até hoje. De natureza extremamente cativante e um tanto quanto explosiva, ele conquistava com a maior facilidade qualquer um que estivesse por perto. Por causa disso e da minha forte intuição, acabavam surgindo alguns conflitos envolvendo terceiros. E que conflitos. Assim como nosso amor, as nossas brigas também eram muito intensas. Quantas lágrimas já derramei por ti, irmãozinho? Quantas rugas você já me deu! Felizmente, cedo ou tarde, acabávamos fazendo as pazes, até porque a saudade não nos permitia passar muito tempo afastados um do outro.
Agora, a parte triste.
No mesmo mês que o conheci, ele recebera o segundo diagnóstico de um câncer no estômago. Aos dezessete anos a doença apareceu e devastou sua vida. Ele precisou retirar um terço do estômago e, por causa do tratamento extremamente debilitante, passou algum tempo usando cadeiras de rodas e teve sequelas irreversíveis nas cordas vocais, que impossibilitaram sua fala pelo resto da vida.
A maioria de nós nunca parou para pensar nisso, mas vocês já se imaginaram sem poder gritar de raiva ou alegria? Pois é. Quantas vezes o vi reclamar de não poder fazer uma coisa que para a grande maioria das pessoas é tão simples e que para ele também o foi um dia.
Ainda por causa do tratamento, ele teve que largar a faculdade de medicina, para a qual acabara de passar e, definitivamente, foi obrigado a começar uma nova vida. Qualquer menção ao que ele viveram aos 17 anos era extremamente doloroso, por isso, eu só descobri o drama que ele vivera, e estava revivendo quando o conheci, entre outubro e novembro de 2009.
Foi aí que eu comecei a conhecer o câncer, que para mim, é o mal do século. Uma doença que DEVASTA a vida do paciente em todos os aspectos possíveis.
A maioria de vocês não deve saber o quão angustiante é amar tão profundamente uma pessoa, conversar com ela TODOS os dias durante horas e, de repente, vê-la debilitada, digitando com dificuldade, cansado, abatido. Coisas que muitas vezes não são percebidas quando se está a mais de 800km de distância, mas que para nós ficava tão claro. Ver um jovem extremamente inteligente, com apenas 24 anos, enfrentando uma doença como aquela é torturante, mas eu precisava, a todo custo, me manter forte. Não podia demonstrar, de forma alguma, que estava abalada com a situação e, por vezes, acabava parecendo fria, dura. Embora estivesse com o rosto inchado de tanto chorar, com as lágrimas pingando no teclado, eu lhe enviava palavras de carinho, motivação, força e fé, muita fé. Só tendo muita certeza de que ele iria melhorar para me manter firme ao lado dele.
Nessa época, minha mãe ficou bastante preocupada e até pensou em me proibir de falar com ele, porque via que a situação me prejudicava, mas ela logo percebeu que não saber como ele estava acabava sendo muito pior para mim.
Assim, se passaram alguns meses e, por causa de problemas amorosos, ele desistiu do tratamento em duas situações. Na primeira, porque havia tentado se matar. Tomara uma caixa de comprimidos que sabia que fariam muito mal ao seu estômago. Passou cerca de um dia em coma, mas retornou sem sequelas e, meses depois, retornou ao tratamento. Na segunda vez, ele simplesmente estava com medo das consequências da quimioterapia. Por tudo que havia passado e por tudo que queria viver, ele estava muito receoso de voltar àquela terapia. Durante este tempo, porém, ele se cuidava bastante, fazendo exercícios físicos, se alimentando corretamente e evitando excesso de trabalho e estudo. Mesmo se cuidado assim, o câncer ainda estava lá e não demorou a dar as caras. Logo ele precisou fazer outra cirurgia e sumiu da internet. Passamos a nos falar apenas por SMS, mas com pouca frequência. Muitas mensagens sequer eram respondidas e, por não gostar de falar na doença, eu apenas conseguia me inteirar de seu estado através de sua família e namorada. Há algumas semanas os familiares dele pararam de me responder e a sua namorada desativou o facebook. Agora, estou sem notícias dele e, sinceramente, não sei mais o que fazer.
A maioria dos meus amigos não sabe de metade dessa história, mas, ultimamente, a saudade vem me tomando de uma maneira que deixa difícil esconder o abatimento.
Nunca, em todos os meus 20 anos, eu conheci uma pessoa como ele. Nunca tive uma amizade sequer comparável a que tive com ele. Nunca tive tanta liberdade com uma pessoa em toda a minha vida e, caralho, isso faz muita falta.
Vocês podem especular, tentar imaginar, mas só nós dois, que vivemos tudo isso, saberemos o quão significante foi essa história e o quanto fazemos falta um pro outro.
Um dia, quando ele estava muito mal, ainda em 2010, ele me fez prometer que, se morresse, eu só contaria isso para nossos outros amigos uns três meses depois. Que eu deveria dizer a todos que ele estava viajando e que demoraria um pouco a voltar. Na hora, eu pedi que ele deixasse de conversa besta, mas prometi que o faria, embora tivesse certeza de que jamais seria necessário.
Hoje, quando penso nisso, acho que o afastamento dos ultimos meses pode ter significado uma espécie de preparo, de tentativa de mantê-lo vivo para sempre nas nossas lembranças, uma vez que nunca houve um adeus concreto. Sim, hoje, eu penso que talvez ele não esteja mais vivo e que talvez eu nunca lhe dê aquele tão sonhado abraço. Não é fácil pensar nisso, por isso procuro evitar essas lembranças e essas ideias, mas nem sempre a gente consegue. Hoje foi um dia em que não consegui viver sem você, irmãozinho.
Torço para que você esteja sempre bem e muito feliz, onde quer que seja.
Abaixo, colarei uma mensagem que ele me deixou no Gartic, com o nick de Japinha, quando eu fui passar alguns dias na praia, nas férias de 2010.
japinha (11/01/10
13:36:02):
Então...
Tenho uma tarefa difícil e fácil para realizar.
Além de tentar definir o que você é para mim e mais algumas coisas, terei que compartilhar esse sentimento publicamente, e, fique sabendo, não é algo que faço todo dia. Mas quando o faço, é muito sincero.
Eu conheço um lado da Lígia que poucos, pouquíssimos conhecem.
Ela é a amiga perfeita. Por ser perfeita, dispenso comentários.
Pelas outras qualidades, pelos outros defeitos ocultos, revelarei o que de podre há nesta garota (6)
É extremamente emotiva. Não é 8 nem 80. É 800. Então se ela está triste, realmente está. Se está feliz, não há quem não fique também.
Triste? Quem não fica, não é? O que me deixa encantado é que poucos como você são sinceros e se expressam tão bem. Não é feio ser o que a gente é. Feio mesmo é não ser nunca o que se esforça para aparentar.
Feliz? Alguns momentos de felicidade acontecem na vida da gente. Vem e vão, duram segundos, duram horas. Dividir esses momentos felizes contigo é se sentir feliz também.
Não há meias palavras entre mim e ela. Rola de tudo. A conversa flui, flui, flui. E pode crer, até no que você não tem coragem de falar, nós conversamos. ;*
Há silêncio. É o tempo que os dois precisam.
Não se importa com avaliações, mas se importa muito com aqueles que esperam alguma coisa dela. E eu digo mais uma vez: o importante é você.
Não é muito clara em certos assuntos e eu senti dificuldade com isso. Mas com o tempo aprendi a esperar. E digamos que foi onde aprendi a ter paciência.
Tem um sorriso lindo. E tem mesmo.
Tem uma personalidade forte. E eu só lamento por quem perde sua amizade, porque perde para sempre.
É pagodeira, forrozeira, sertaneja e bregona. HAHA, ok, mentirinha. Não podia ficar tão sério até aqui. Só sei que tem um excelente gosto musical e gosta de quase tudo que eu gosto. *-*
Tia Dri: é muito carinhosa.
Mainha: "que dedicada a você".
Clarinha: "é a Lija, Quinho?"
Lígia cuspindo no microfone: Pinha, Pinha, Pinha!
Muito obrigado pelo dia que te conheci. Se existisse algo além de obrigado melhor pra dizer o quanto sou grato por ter você comigo, eu diria... Mas faltam poucos dias pra te dar aquele abraço e puxar os seus cabelos, apertar a mão de painho e dar um beijo em nossa mainha *-*
Amo tanto você irmã, e amarei pra sempre porque muitos aqui querem ter algo real, seja amizade ou namoro, e eu sou o mais sortudo porque eu tenho uma amizade real e verdadeira. *________________*
Apelidos que o Japa criou e ganhou mundo:
Lija; Tabaca Seca (vulgo TS); Maria Preá; Rodo de bueiro; Infeliz das costa oca; Djabo. E aviso logo que assim como o ano novo chegou, novos apelidos virão. KKKKKKK
Volte logo, por favor. Faz falta. :~
AMO <3 span="span">3>
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Thiago
Não, gente! Eu PRECISO escrever um post sobre isso, porque não tem a menor condição. No ano de 2012 eu bati recorde de conhecer pessoas com o nome de Thiago! Desde a infância eu já conhecia alguns, mas nada muito expressivo, nada muito significante. Este ano, porém, conheci muitos para um período tão curto. Foram dois no ENEDS, um de engenharia (alienadinho) e um de direito (petista, eca!).Na campanha do DCE, um estudante de fisioterapia que até aplicou uma técnica oriental em mim. Depois, na campanha de Amanda, conheci o Thiago, pernambucano, militante do pstu, que, sem querer querendo, me balançou. Agora, do nada, me aparece o irmão de uma amiga, também pernambucano, mas com uma pegada mais conservadora.
Outro Thiago com sotaque pernambucano na minha vida é de lascar!
Força que as férias estão chegando e, junto com elas, minha carteira de motorista e o veraneio.
Outro Thiago com sotaque pernambucano na minha vida é de lascar!
Força que as férias estão chegando e, junto com elas, minha carteira de motorista e o veraneio.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Saudade
Há alguns anos atrás, quando criei a primeira conta no blogger, encontrei o blog "Só e Mal Acompanhado". Desde então me encanto com os escritos de um certo rapaz de alma poeticamente carregada. Infelizmente, o blog parece estar meio abandonado e o meu contentamento restringe-se a reler postagens antigas, como a seguinte:
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
"Nada será como antes na Assembléia Nacional dos Estudantes"
Sexta-feira passada viajei para Maceió-AL para participar da VII Assembléia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL). Desde o meu ingresso na universidade, no ano passado, estabeleci um relacionamento distante com o movimento estudantil. Como a maioria dos meus colegas, considerava essa "politicagem" um desperdício de tempo e esforço, algo que só cabia àquele pessoal de humanas que não tinha muito o que estudar e ficava procurando motivo para fazer baderna. Com o passar do tempo, fui percebendo que nem todos ali eram "rebeldes sem causa", que algumas pessoas realmente acreditavam em um mundo diferente e estavam lutando por isso. Sei que para muitos essa coisa de acreditar em um mundo melhor soa muito utópico, mas não estou falando apenas em questões políticas e econômicas, mas em liberdade. A liberdade que as pessoas deveriam ter de amar e demonstrar seus sentimentos, a liberdade de manter o cabelo como bem desejar, a liberdade de ser como quiser. Aos poucos, nos últimos meses, fui me aproximando da ANEL por dois motivos principais: a disposição da entidade em agregar pessoas à luta e a coerência entre o discurso e as ações. Enquanto a ANEL promovia espaços de discussão que buscavam envolver todos os alunos da universidade, independente dos cursos, a UNE não se manifestava sequer para se apresentar aos seus representados. Enquanto a ANEL defende a educação pública e de qualidade, tanto no discurso quanto em atos, manifestações e protestos, a UNE não mobiliza, não discute, não luta pelo que supostamente defende. Por essas e por outras que, quando me convidaram para participar da Assembléia da ANEL, mesmo depois de alguma resistência, resolvi ir.
Os desafios da nossa viagem começaram com a concessão de um ônibus pela universidade. Foram enviadas 3 listas com os nomes de 45 alunos para a tal viagem a Maceió, que fica a cerca de 540 Km. A UFRN confirmou a concessão do ônibus, mas na hora da viagem enviou-nos um micro-ônibus com capacidade para 27 lugares (contando com o assento do passageiro e a cadeira de deficiente). A "sorte" é que 12 pessoas haviam desistido na noite anterior e o nosso deficit acabou sendo de apenas 6 lugares. Foi uma tentativa clara, por parte da reitoria, de fazer-nos desistir da viagem, uma vez que nosso caráter opositor já ficou mais que claro dentro da universidade. Entretanto, não seria tão fácil desfalcar nossa delegação. Fizemos uma vaquinha e compramos 6 passagens para mandarmos o restante do pessoal, sem sabermos como trazê-los de volta, ainda.
Depois de cerca de 9 horas de viagem (contando com duas paradas), chegamos a Maceió mortos de cansaço, mas cheios de expectativas. De imediato começamos a pensar no que poderíamos vender para pagar a volta dos nossos colegas. Vendemos o bolo de aniversário que a namorada de um dos meninos tinha feito, origamis e chocolates. As outras delegações fizeram campanhas financeiras pesadíssimas, vendendo rifas, doces, pipoca, bombons, bebidas e tudo mais que se imaginar, mas foram solidários com a nossa situação desesperadora e contribuíram com o que puderam.
Na manhã seguinte à nossa chegada, houve uma apresentação da entidade, de algumas executivas, de sindicados aliados e de representantes de alguns movimentos. Neste momento, uma fala sobre as cotas raciais foi a que mais me marcou, tanto pela eloquência da moça que falou, quanto pela minha divergência sobre o tema. Nunca defendi as cotas raciais e tinha imensa dificuldade de entender porque as pessoas defendiam. Nunca me convenci de que fosse uma boa medida para o nosso país. Entendo que o Brasil seja muito racista, mas não conseguia enxergar benefício algum na implantação de cotas raciais.
Logo após, durante o almoço, percebi que meus colegas da delegação de Natal, assim como eu, ainda tinham muitas duvidas sobre a questão. Esperávamos conversar melhor sobre elas nos grupos de discussão que aconteceriam durante a tarde. Infelizmente, no meu GD, a discussão girou mais em torno da greve e do fortalecimento do movimento estudantil nas escolas e nas instituições privadas. Confesso que a maneira como a assembléia está organizada me agradou bastante. Durante os GDs, qualquer um pode sugerir propostas para as ações da entidade no próximo período. Tais propostas são votadas na plenária final, por todos os delegados eleitos nas entidades de base, independente de já construírem a ANEL (CAs, DAs, DCEs, coletivos e afins).
À noite, nossa delegação se reuniu para um balanço sobre o evento e eu tratei de manifestar minhas dúvidas sobre as cotas, que foram medianamente sanadas por uma aluna de medicina da UERJ que falou do saldo da adoção da cota racial na sua universidade. A coisa toda começou a fazer um pouco mais de sentido.
Mais tarde, houve uma festa afro, mas confesso que não me diverti tanto. A música era legal e o pessoal estava super animado, mas vendo os amigos de T, eu só conseguia me sentir mais arrependida da maneira como o tratei. Eu fui criada num lar extremamente machista, estudei até a oitava série em uma escola de freiras e sempre convivi com um certo padrão de comportamento masculino. Criei uma certa ideia de submissão que se chocou com o tratamento que T me ofereceu. Eu não estava acostumada a ser TÃO respeitada como fui por aquele homem. Não entendia seu comportamento e julguei como algo ruim, como falta de jeito, como "moleza". Agora, depois que tudo passou, vejo o cara incrível que deixei passar. Tenho consciência de que deixá-lo passar foi fundamental para que eu reavaliasse meus critérios, meus conceitos e entendesse que, mesmo sem querer e perceber, fiz uma pequena bosta. É raro eu dizer isso, mas bate, sim, um tico de arrependimento. Isso não significa que vou chorar pelo leite derramado. A experiência passou, mas ficou a lição e é isso que eu devo levar adiante. É importante lembrar, mas sem me culpar.
Na manhã seguinte assistimos a uma palestra com Sara, uma manifestante síria, que veio ao Brasil para debater sobre a primavera árabe e a importância do apoio internacional. Não tenho palavras para expressar a emoção que as palavras daquela jovem de apenas 24 anos me causaram. Vê-la diante de mim, falar com ela, me fez perceber que as lutas daquele povo, embora geograficamente distantes, são muito próximas às nossas de hoje e de anos atrás. A luta pela liberdade não está só na derrubada de um regime autoritário, mas também na autonomia de poder escolher entre usar ou não um véu, de demonstrar afeto, de ser respeitado aonde quer que se vá.
Além da fala de Sara, um vídeo com imagens recentes da luta síria foi apresentado. Sabe aqueles filmes de guerra que mostram soldados ensanguentados, com os membros espalhados por todos os lados, muita poeira, bombas, tiros e afins? Então, imagine aquilo acontecendo de verdade, enquanto você dorme tranquilo no aconchego do seu lar. Eram pessoas comuns, algumas das quais nem costumavam se envolver com política, mas que estavam dispostas a lutar por sua liberdade e que, ao ver as primeiras gotas de sangue, perceberam que estavam ali para matar ou morrer pelo que acreditavam. Confesso que não sei até que ponto teria a coragem dessas pessoas, mas, naquele momento, me senti moralmente obrigada a apoiá-los, a me somar à sua luta o quanto pudesse. Ao final, cantei com os meus colegas: "A nossa luta é internacional: Brasil, Síria, contra o capital!" e "Síria, pode lutar, que a ANEL vai te apoiar!".
Depois do almoço, haviam duas oficinas: uma sobre mulheres e outra sobre negros. Embora me identifique bastante com a temática das mulheres, escolhi a oficina dos negros para entender melhor a questão das cotas. A partir da utilização de algumas dinâmicas e do discurso de colegas estudantes de outras universidades, consegui compreender o que a ANEL defende. Os negros não querem cotas, eles querem ter condições iguais de acesso à educação. Os negros não acreditam que as cotas forneçam tais condições, mas entendem que é necessário inserir (quase que forçadamente) os negros em certos meios. Na universidade, na engenharia, na medicina, na advocacia etc. Quantos negros engenheiros, médicos, professores universitários e advogados vocês conhecem? Eu conheço um professor universitário e um advogado. Nenhum engenheiro e nenhum médico.
A gente costuma dizer que não dá pra afirmar quem é negro e quem não é, porque praticamente todos os brasileiros têm ascendência africana, mas eu garanto que, se você não tiver a pele escura e o cabelo crespo não sofre discriminação na hora de conseguir um emprego ou de se relacionar na escola. Podemos ser todos negros por dentro, mas só quem é negro por fora sabe das dificuldades que é obrigado a passar. Precisamos nos habituar a conviver com cabelo "ruim" para pararmos de nos incomodar com isso. Quantas pessoas já me falaram para fazer um alisamento, ou mesmo um "simples" relaxamento, no meu cabelo? Não estou dizendo que quem deseja ter o cabelo liso não possa buscar tratamentos para deixá-lo assim. Só estou querendo saber porque o meu não pode ser cacheado, crespo, ruim, volumoso, assanhado. É o meu cabelo, é a minha cor, é a minha boca, é o meu nariz. A gente precisa aprender que o liso não precisa ser o mais bonito.
Muito do meu discurso caiu por terra depois das discussões que participei nessa viagem. Sinto um pouco de vontade de participar do congresso da UNE pra sentir como é. Vamos ver quem vai me convidar, hahaha.
Acredito que participar de qualquer discussão que envolva consciência e luta de classes perturba bastante. Particularmente, por eu cursar engenharia de produção, questões como essas me tiram um pouco o chão. A engenharia de produção foi criada para a burguesia extrair as últimas gotas do proletariado e, para mim, fica complicado entender de que lado eu estou de verdade. Eu, que sou educada para empreender, para dominar os meus de produção, ao mesmo tempo me sinto obrigada a me colocar ao lados dos trabalhadores que lutam por condições minimamente dignas de trabalho. O antagonismo é brabo! Fico um pouco perdida, mas hei de encontrar meu caminho, seja de um lado ou de outro.
Recomendo para qualquer ser humano participar de uma assembléia da ANEL e que venha o II Congresso!
sábado, 10 de novembro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Desce uma dose de tudo que tiver pra viver, por favor!
Essa semana eu assisti a umas palestras bem interessantes sobre empreendedorismo e, apesar de eu não ter um perfil muito empreendedor, alguns pontos me chamaram bastante atenção. Eu preciso me planejar melhor, criar metas de crescimento, desenvolver indicadores e buscar melhorar sempre.
Deve ter gente pensando que a engenharia de produção está me dominando e blá, blá, blá, mas acontece que eu escolhi esse curso justamente para aplicar certas noções de gestão à minha própria vida. Sei que uma coisa parece não ter nada a ver com a outra, mas eu acho totalmente aplicável.
Assim que tiver um tempinho pra sentar e pensar sobre isso, farei todo o planejamento estratégico da minha vida profissional e da minha vida pessoal, no que for possível mexer, claro. Em seguida, farei 5s, matriz SWOT e PDCA. Preciso definir os objetivos e metas da minha vida para o próximo semestre, o próximo ano e o próximo quinquênio. Estou terminando o segundo ano da faculdade e tenho muito mais a aproveitar na minha vida em vários aspectos.
Não falo apenas das experiências que contribuirão para minha carreira, mas também aquelas que marcarão minha vida. Eu preciso tomar um porre, fazer uma viagem louca, burlar algumas regras, sabe? Semana passada, inclusive, usei um banheiro químico pela primeira vez. Foi péssimo, mas valeu a experiência! É disso que eu preciso, sentir que é péssimo ao invés de apenas saber que é.
Chega de mimimi neste blog! "Eu quero é botar meu bloco na rua", porque agora a porra ficou séria! o/
Deve ter gente pensando que a engenharia de produção está me dominando e blá, blá, blá, mas acontece que eu escolhi esse curso justamente para aplicar certas noções de gestão à minha própria vida. Sei que uma coisa parece não ter nada a ver com a outra, mas eu acho totalmente aplicável.
Assim que tiver um tempinho pra sentar e pensar sobre isso, farei todo o planejamento estratégico da minha vida profissional e da minha vida pessoal, no que for possível mexer, claro. Em seguida, farei 5s, matriz SWOT e PDCA. Preciso definir os objetivos e metas da minha vida para o próximo semestre, o próximo ano e o próximo quinquênio. Estou terminando o segundo ano da faculdade e tenho muito mais a aproveitar na minha vida em vários aspectos.
Não falo apenas das experiências que contribuirão para minha carreira, mas também aquelas que marcarão minha vida. Eu preciso tomar um porre, fazer uma viagem louca, burlar algumas regras, sabe? Semana passada, inclusive, usei um banheiro químico pela primeira vez. Foi péssimo, mas valeu a experiência! É disso que eu preciso, sentir que é péssimo ao invés de apenas saber que é.
Chega de mimimi neste blog! "Eu quero é botar meu bloco na rua", porque agora a porra ficou séria! o/
sábado, 27 de outubro de 2012
Reflexões
Tenho pensado muito sobre o excesso de cautela que demonstro. Sou muito desconfiada e medrosa, e isso tem me afastado de pessoas que me fazem bem. A cada momento que penso sobre isso, vejo que gosto mais de ti. Quando vi teu FB e senti ciúme das tuas amigas (que eu conheço), falando de ti com tanta propriedade, com tanto carinho, com tanta saudade... Senti um pingo de inveja delas. Não sei até onde vão os teus sentimentos por mim e isso me assusta. É muito difícil amar sozinha e eu não quero me enganar. Vejo que você é um rapaz digno dos melhores sentimentos e até me envergonho um pouco da forma como agi contigo em alguns momentos. Dessa vez eu acho que posso dizer que me arrependo, sem medo de exagerar. Eu sou do tipo de garota que se apaixona sozinha, mas dessa vez quero a tua companhia.
"Adeus anos velho, feliz ano novo!"
Hoje é meu aniversário de 20 anos. Comemorei no melhor estilo: indo a uma festa de halloween numa praça da cidade. Metade de Natal estava lá e, caramba, foi muito divertido. Fiquei feliz quando a "lenda" do meu curso me reconheceu e veio falar comigo. Fiquei feliz quando vi uma amiga e fui falar com ela pra furar a fila do banheiro QUÍMICO! Sim, eu fui a um banheiro químico, pela primeira vez na vida. Ainda prendi meu salto numa fresta daquela nojeira, eca! Fiquei feliz quando vi os caras que acho mais gatinhos do planeta e, principalmente, quando um deles pegou no meu braço com firmeza. Fiquei feliz quando tirei foto com um artista global que eu não reconheci de cara, só porque minhas amigas pediram. Enfim, foi uma comemoração cheia de lembranças bacanas e acontecimentos inusitados.
Cheguei na casa dos 20... Quase me sinto adulta, hahaha!
Cheguei na casa dos 20... Quase me sinto adulta, hahaha!
sábado, 13 de outubro de 2012
Nãofazomenorsentido
Hoje à noite me peguei pensando nos homens pelos quais me interessei ou que demonstraram interesse por mim nos últimos anos. Todos tão diferentes uns dos outros. Só se assemelhavam na inteligência, que eu considero indispensável. Engraçado que parece que eu atraio gente inteligente - normalmente, muito mais inteligente do que eu (o que não é nada difícil) - gente que gosta de ler, de estudar, e que tem tudo pra "vencer na vida", embora muitas vezes nem liguem tanto pra isso.
Pensei também na imagem que passei pra cada um desses rapazes e nas expectativas que criei sobre eles. Confesso que essa parte não me deixa lá tão satisfeita, mas as resoluções que tive contribuíram para o meu amadurecimento. Lembro de como xinguei alguns de filhos da puta, babacas, imaturos, superficiais, idiotas, lerdos e loucos, pelo simples fato de me desapontarem, de não atenderem às expectativas que eu criei e sobre as quais eles não tinham o menor domínio. Lembro de como foi confortável culpá-los pelos meus erros. No fundo, nem considero erros de verdade. Foi mais uma incompatibilidade, um desencontro. Não gosto de pensar que me permitir ter certas esperanças é algum erro, porque, para mim, o erro pressupõe aprendizado, possibilidade de melhoria, amadurecimento. Não acredito que amadurecer seja limitar minha imaginação ou os anseios do meu coração, que crescer seja secar, murchar, me podar tão bruscamente. Sim, bruscamente, pois ainda que dure semanas ou meses, é uma ruptura sem tamanho para a vida de uma pessoa. E, embora acredite no amor mais do que em qualquer outro sentimento, não acredito que uma decepção seja capaz de destruir a crença de que as relações humanas podem ir além do que algumas pessoas teimam e nos fazer crer. Nem uma frustração, nem um milhão delas devem ser capazes disso.
Que dure o tempo de um beijo, de um abraço, de um toque, mas que venha repleto de significado, que não entenda a simplicidade do gesto como pobreza de conteúdo ou importância. Muito pelo contrário! Que permita que esse pouquinho de aproximação física carregue consigo todos os desejos, todas as possibilidades e, quiçá, as impossibilidades também, porque eu acho que pros sentidos não deve haver limite.
Que venham mais expectativas e mais desilusões. Que eu possa me fortalecer com cada uma delas para nunca, jamais, amargar.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Telefone, pra quê?
É o seguinte: ficamos, foi bom. Não teve magia, mas foi bom, oras. Não foi ótimo, mas foi bom. Nota 7... 7,5. Pelo que me falaram (sem que eu perguntasse, claro), o cara gostou de mim, queria muito me ver de novo, mas não tinha meu número, porque eu não dei. Ele pediu em vários momento, mas eu não dei, porque sabia que ele não ligaria e essa foi a resposta que dei pra ele. Acontece que minha amiga me falou que ele pediu o número e ela deu. Antes tivesse dado e não tivesse me falado nada. Agora, criei todas as expectativas que tentei evitar não dando a porcaria do número. Na próxima madrugada faz uma semana que nos conhecemos e faltarão apenas três dias para ele voltar pra Recife, os mesmos três dias que eu passarei na minha cidade para votar e ver minha família. Ou seja, se ele não ligar amanhã, terá perdido a chance de vez. Eu gostaria de ser conquistada. Não necessariamente por ele, mas é aquela coisa, eu tava na minha e ele veio me perturbar...
No outro post eu falei que ele não foi muito convincente no discurso, mas não expliquei direito o porquê. O cara passou um bom tempo dizendo que era um bom moço, que merecia ao menos um beijinho, como se os meus carinhos fossem um prêmio pelo esforço dele, pelo tempo gasto comigo, pela cansativa caminhada e sei lá mais pelo quê. Uma dica, amigos: não é assim que e faz! Não comigo.
Primeiro que eu não me vejo em posição de ser considerada um prêmio para quem quer que seja. Segundo que esse mesmo esforço, esse mesmo tempo, essa mesma energia poderiam ter sido gastos com qualquer outra mulher que estava lá. O que eu gostaria de ter ouvido é o motivo de EU ter sido escolhida. Pode até ter alguma coisa de ego no que estou falando, mas que seja. A questão é que eu gosto da cantada personalizada. Eu não sou igual a todas as outras para ser tradada como todas as outras. Acho até que a maioria das mulheres também pensa assim. Todo mundo gosta de se sentir especial por algum motivo, de se sentir desejado por outros motivos, além dos físicos/estéticos. Sei que ele não me conhecia muito bem, mas o que despertou o interesse dele? Não há resposta pronta para uma pergunta como essa.
Parece que minha vida tem se resumido a esses romances bobinhos. Dizem por aí que estou um pouco distante. Será?! Preciso refletir sobre a minha vida, dar atenção a assuntos dos quais tenho fugido. Catucar fundo cada probleminha, analisar e ver o que dá pra fazer. Usar 5S na minha vida.
No outro post eu falei que ele não foi muito convincente no discurso, mas não expliquei direito o porquê. O cara passou um bom tempo dizendo que era um bom moço, que merecia ao menos um beijinho, como se os meus carinhos fossem um prêmio pelo esforço dele, pelo tempo gasto comigo, pela cansativa caminhada e sei lá mais pelo quê. Uma dica, amigos: não é assim que e faz! Não comigo.
Primeiro que eu não me vejo em posição de ser considerada um prêmio para quem quer que seja. Segundo que esse mesmo esforço, esse mesmo tempo, essa mesma energia poderiam ter sido gastos com qualquer outra mulher que estava lá. O que eu gostaria de ter ouvido é o motivo de EU ter sido escolhida. Pode até ter alguma coisa de ego no que estou falando, mas que seja. A questão é que eu gosto da cantada personalizada. Eu não sou igual a todas as outras para ser tradada como todas as outras. Acho até que a maioria das mulheres também pensa assim. Todo mundo gosta de se sentir especial por algum motivo, de se sentir desejado por outros motivos, além dos físicos/estéticos. Sei que ele não me conhecia muito bem, mas o que despertou o interesse dele? Não há resposta pronta para uma pergunta como essa.
Parece que minha vida tem se resumido a esses romances bobinhos. Dizem por aí que estou um pouco distante. Será?! Preciso refletir sobre a minha vida, dar atenção a assuntos dos quais tenho fugido. Catucar fundo cada probleminha, analisar e ver o que dá pra fazer. Usar 5S na minha vida.
sábado, 29 de setembro de 2012
Um não ao chupão!
Apesar de todo aquele discurso sobre não gostar de ficar com alguém sem que haja encantamento, poesia, magia ou afins, noite passada eu acabei sucumbindo. Fiquei com um certo pernambucano amigo de umas amigas que conheci ontem mesmo. Acontece que o cara insistiu muito. Foram quilômetros de conversa e tentativas de convencimento. Ele estava, de fato, decidido a me conquistar, apesar de parecer não ter muito jeito com isso. Até falou da minha música, que quase ninguém conhece. Quando estávamos quase na porta do meu prédio, eu cedi. Falando assim, parece que sou daquelas que gosta de se fazer de difícil, mas na verdade, eu não estava me sentindo tão à vontade para ficar com ele.
Aí, a gente ficou e tal. Foi bom. Impossível não comparar com J. O beijo do pernambucano, isoladamente, foi melhor, mas J. tem mais jeito com as mulheres, mais experiência e sabe otimizar seus atributos pessoais. Depois eu subi pro meu apartamento, conversei com a minha colega e quando cheguei no banheiro, me surpreendi. Ele tinha dado um chupão daqueles no meu pescoço! Gente, isso não se faz! Nunca! É horrível! A mulher volta pra casa parecendo que foi estuprada, pelamordeDeus! Uma roçadinha de barba tem efeitos muito melhores sobre uma mulher do que qualquer chupão.
Fiquei puta de raiva! Ainda bem que adotei a política de uma amiga de não dar o telefone, já que eles não ligam mesmo. Afinal, se ele quiser entrar em contato, tem como conseguir.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
"Para trás! Eu não sou desse tipo de mulher"
A mulher desta música parece muito com um monte de mulheres que eu conheço aqui pelo blogger.
Meu Rapaz
Meu Rapaz
Meu rapaz
Não se aproxime se não for pra ser
Bem mais que um caso superficial,
Eu quero você
Tente entender.
Não se aproxime se não for pra ser
Bem mais que um caso superficial,
Eu quero você
Tente entender.
Para trás
Eu não sou esse tipo de mulher
A sua crise temperamental,
Tente resolver.
Eu não sou esse tipo de mulher
A sua crise temperamental,
Tente resolver.
Não suporto mais a condição
Ter que esperar você chegar quando bem quer
E me deixar louca de amor
Assim nem sei.
Ter que esperar você chegar quando bem quer
E me deixar louca de amor
Assim nem sei.
Vem se redimir, dá tua mão
Você cai bem nos braços meus
E a sua droga sou eu.
Você cai bem nos braços meus
E a sua droga sou eu.
Júlio Morais
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Tomo um banho de lua (8)
Considero um grande absurdo ter a oportunidade de ver a lua, com todo o brilho que lhe é emprestado, e não poder parar para admirá-la até adormecer. Não posso chegar para a minha professora de Gestão Ambiental e dizer que não estudei o suficiente, porque reservei-me ao direito de apreciar a natureza. Pode soar banal, estúpido, boboca, pra muita gente, mas para mim é triste. Acho triste não conseguir me sentir livre o suficiente para usufruir de coisas tão simples.
Hoje conversei um pouco mais com uma pessoa que conheci naquele evento que organizei e tenho me encantado a cada dia. Desde que o conheci e fiquei sabendo um pedacinho da sua história, já senti as primeiras pontadas de admiração. Sentimento este que só cresce dentro de mim.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Momento patinho feio
Sempre que invento de me comparar às outras pessoas da minha idade, fico sem saber direito o que pensar. Tem hora que acho que sou meio estranha mesmo. E tem hora que acho que o resto das pessoas que são estranhas.
Há algum tempo venho comentando que me sinto um pouco carente fisicamente e emocionalmente. Apesar de ter conhecido um monte de gente nos últimos dias, não pude firmar laços com ninguém, por vários motivos. No sábado passado, eu "perdi" uma oportunidade de acabar com a carência. Saí com umas amigas e ao final da noite fomos para o condomínio de uma delas. Chegando lá, acabamos ficando no apartamento de uns vizinhos e um deles se interessou por mim. Acontece que estavam todos muito bêbados e chapados, por isso recusei as investidas do rapaz. Eu poderia ter "aproveitado o momento", "me divertido" e ficado com ele, mas não senti vontade. Não por falta de atração, mas porque julguei desnecessário beijar alguém que sequer lembraria daquilo no dia seguinte. Beijar uma pessoa pelo simples prazer de beijar não me satisfaz. Não estou dizendo que preciso namorar ou me apaixonar pela pessoa, mas também não sinto necessidade alguma de beijar alguém por ter surgido a oportunidade. Eu gosto da poesia, da conquista, do interesse pelo ser humano como um todo e não só pelo seu corpo. A história toda pode durar apenas uma noite, algumas horas, alguns minutos, mas não pode existir sem romantismo, sem poesia ou encantamento.
Esse momento serviu para eu reafirmar minhas crenças e perceber que não consigo mesmo ser como a maioria.
Engraçado perceber que nos últimos 10 dias eu saí muito e fui muito cortejada (que palavrinha, hein?! Estou lendo Orgulho e Preconceito, foi a palavra que me veio à cabeça), mas isso não fez lá grandes coisas com a minha autoestima nem fez com que eu me sentisse mais querida, mais amada. É bom sentir-se desejada, mas esse sentimento vem se mostrando cada dia menos relevante para mim.
Estou mais interessada em um amor de verdade, para o qual eu possa me doar por inteiro. Enquanto ele não aparece, prefiro não lançar meus beijos e meus olhares a qualquer um.
domingo, 16 de setembro de 2012
Saldo da semana
Ainda estou me recuperando do ENEDS. Organizar um evento nacional que envolve todas as engenharias e não apenas um curso é uma tarefa dificílima e extremamente estressante, mas também imensamente gratificante. Sinto orgulho de ter organizado um evento como esse na área tecnológica, ainda mais por ter sido um sucesso na visão de todos. Depois que eu me recuperar de verdade, venho contar mais sobre a minha experiência como enediana.
domingo, 2 de setembro de 2012
Véééiiiiiiii!
Véééééiiiii, tô puta, vééii!
Eu tento delegar, tento confiar nas pessoas, eu juro que tento. Mas as pessoas sempre me frustram. Assim fica foda. Essa semana foi tensa pra mim e todos os meus colegas da faculdade sabem que estou organizando a porra do evento que eles vão participar. Mesmo atolada de coisas pra fazer e me preocupar, dou um jeito de passar as diretrizes do trabalho de marketing. Sugeri a empresa e todos concordaram. Pedi que lessem as orientações que o professor mandou para podermos saber se é necessário visitar a empresa logo agora. Eu fiz isso no começo da semana. Me chega o domingo e ninguém baixou o documento. Ninguém! Para completar, o sistema acadêmico da faculdade está fora do ar (pra variar).
Eu esperava que alguém fosse capaz de liderar o grupo e organizar o trabalho, mas não dá pra confiar mesmo. Tem gente que nasceu pra ser mandado e não para mandar. A cada dia que passa isso fica mais claro para mim. Observo meus colegas de faculdade e identifico claramente quais poderão ser meus patrões, meus colegas e meus subordinados.
***
Lembram daquele trabalhinho bacana de enviar as declarações de aceite? Então, HOJE me avisaram que eu deveria ter mandado pelo e-mail da comissão científica. Eu não sou da comissão científica, estava apenas ajudando numa tarefa chata a pedido da organização geral. Eu não sabia que existia um e-mail da comissão científica e, portanto, não sabia o login e a senha. Agora, como diabos esperavam que eu tivesse usado esse e-mail? Só Deus sabe!
É extremamente desestimulante ver vários estudantes de engenharia de produção prestes a se formar que parecem não ter a menor noção de gestão da informação e da produção.
Vamos tacar 5W2H em tudo, galera!
Eu tento delegar, tento confiar nas pessoas, eu juro que tento. Mas as pessoas sempre me frustram. Assim fica foda. Essa semana foi tensa pra mim e todos os meus colegas da faculdade sabem que estou organizando a porra do evento que eles vão participar. Mesmo atolada de coisas pra fazer e me preocupar, dou um jeito de passar as diretrizes do trabalho de marketing. Sugeri a empresa e todos concordaram. Pedi que lessem as orientações que o professor mandou para podermos saber se é necessário visitar a empresa logo agora. Eu fiz isso no começo da semana. Me chega o domingo e ninguém baixou o documento. Ninguém! Para completar, o sistema acadêmico da faculdade está fora do ar (pra variar).
Eu esperava que alguém fosse capaz de liderar o grupo e organizar o trabalho, mas não dá pra confiar mesmo. Tem gente que nasceu pra ser mandado e não para mandar. A cada dia que passa isso fica mais claro para mim. Observo meus colegas de faculdade e identifico claramente quais poderão ser meus patrões, meus colegas e meus subordinados.
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Lembram daquele trabalhinho bacana de enviar as declarações de aceite? Então, HOJE me avisaram que eu deveria ter mandado pelo e-mail da comissão científica. Eu não sou da comissão científica, estava apenas ajudando numa tarefa chata a pedido da organização geral. Eu não sabia que existia um e-mail da comissão científica e, portanto, não sabia o login e a senha. Agora, como diabos esperavam que eu tivesse usado esse e-mail? Só Deus sabe!
É extremamente desestimulante ver vários estudantes de engenharia de produção prestes a se formar que parecem não ter a menor noção de gestão da informação e da produção.
Vamos tacar 5W2H em tudo, galera!
sábado, 1 de setembro de 2012
Estresse, reflexão e desejo da semana.
Eu ando estressadíssima ultimamente, porque estou cursando 8 disciplinas, sou membro do CA e organizadora de um evento nacional de engenharia que acontecerá daqui a 10 dias na minha universidade. Além disso, tenho uma bolsa de apoio técnico que deveria ter durado apenas um mês, mas acabou se estendendo para além das férias. Em resumo, não tenho tempo, paciência, disposição ou ânimo para fazer qualquer coisa. Ainda não pequei num livro sequer para estudar para as provas. Tá osso!
Como se não bastasse, essa semana eu me responsabilizei por uma atividade chatíssima, mas essencial para o evento que estou organizando acontecer: enviar as certidões de aceite aos autores dos artigos. Para começo de conversa, eu nem sabia que essa certidão existia. De qualquer modo, aceitei o desafio. Pra quê?! Me enviaram os dados em cima do prazo e acabei tendo só um dia para colocar os nomes dos autores e os títulos dos artigos em cada declaração e enviar para todo mundo. Faltei duas aulas, mas cumpri o prazo. Acontece que eu esqueci de ajustar a data da declaração e hoje tive que enviar TUDO de novo. Ou seja, eu acho pouco fazer o trabalho mais chato do planeta uma vez e dou um jeito de ter que refazer. Sei que se não estivesse tão cansada (sexta-feira é foda, né?!) e tão preocupada com o prazo, teria feito tudo certo de primeira, porque não costumo errar esses detalhes, mas, mesmo assim, me senti mal pra caramba. Errar é sempre ruim, mas errar a nível nacional é pior ainda, convenhamos. Me senti displicente, irresponsável, o que não costumo ser. Sei que sou muito severa comigo mesma, minha maior crítica, porém, esta é uma das características que me impulsiona, que me leva a fazer as coisas bem feitas, porque não sou lá muito comprometida comigo.
***
Essa semana um dos estagiários que trabalha comigo disse que eu precisava de um namorado. Não, ele não estava se insinuando, nem nada do tipo, estava apenas curtindo com a minha cara. É o tipo de afirmação que meu irmãozinho sempre fazia (em termos muito mais sujos, até) e que depois de tanto tempo sem ouvir, me fez refletir. Não diria que preciso de um namorado/companheiro, apesar de muitas vezes querer. Mas acredito que esteja precisando de um tempo maior pra mim. Um tempo para cuidar de mim, para ler o que gosto de ler, ouvir o que gosto de ouvir, assistir o que gosto de assistir, para sair com os meus amigos, para viajar, para me descobrir mais como pessoa, como ser humano. Tenho medo de deixar o meu lado profissional dominar tanto minha vida, medo de atropelar meus planos, de estar perdendo tempo por ter feito os planos "errados".
***
O cara que estava me tocando continua me tocando. Sinal positivo. Continuamos trabalhando juntos (no tal evento) e tive que dar uns puxões de orelha nele. Sinal negativo.
Sabe aquele cara bonito, legal, inteligente e ainda por cima estudante de engenharia?! NHAMY! O único problema é que ele é muito santinho, da igreja e tal. Esses dias eu falei um palavrão do nada e ele riu, mas falou que achava palavrão feio, apesar de ter achado engraçado o modo como eu tinha falado. Eu que sempre defendi que palavrão é algo expressivo e não deve ser tão censurado (profissionalmente é óbvio que eu evito, porque acho que não cabe, dada a seriedade da coisa, mas no resto, eu libero geral). Acho que esse cara é muito santinho pra mim. Sou escorpiana, ainda que não pareça. Tenho um interesse forte por muitas coisas que ele deve achar erradas ou proibidas. Aí, fica foda.
Para eu conseguir me relacionar com a pessoa, ela tem que ser, antes de tudo, companheira. Companheira de diálogo, principalmente. Gosto mesmo é de discutir sobre tudo que puder e quero poder fazer isso com a pessoa que amo. Aliás, só me apaixono quando consigo essa abertura. Mas o pior é que escrevo isso tudo pensando no sorriso dele. Pense num moço do sorriso bonito! PQP! Um sorriso conquistador, convidativo. Ai, ai, parei.
***
Como esse post está todo aleatório, vou postar essa música que eu ADORO, mas ainda é pouco conhecida. Para quem gosta de violão, "5 a seco" é uma ótima pedida. Aqui vocês podem encontrar um pouco mais sobre o grupo.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
"Alegria, era o que faltava em mim"
Carência todo mundo acaba sentindo uma hora ou outra, seja solteiro, casado, enrolado e sei lá mais o quê. Confesso que, com exceção do período da TPM e da lua cheia (aloka), costumo lidar bem com esse sentimento. De maneira geral, me sinto mais carente em duas situações: quando estou muito distante das pessoas que amo e quando estou muito cansada. A primeira é até bastante óbvia, portanto, vou me ater à segunda.
Quando bate o cansaço e o estresse, quando perco a paciência com os colegas de trabalho, quando sinto vontade de gritar ou quebrar alguma coisa só para liberar as emoções de alguma forma, quando preciso que os dias tenham mais horas só para reservar algumas pro sono, sinto falta de alguém para dar um colo, um beijo, um abraço e, sem dizer nada, responder da melhor maneira todas as minhas súplicas.
Não diria que estou triste, mas essa música de Cartola me conforta.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Sobre braços, homens e preferências.
Um dia desses eu falei para uma amiga que um colega da faculdade estava com uma mania estranha de tocar meu braço, fazendo pequenos círculos com a ponta do dedo, dando pequenos apertões e afins. Ela comentou que quando um homem toca o braço de braço de uma mulher, é sinal de que quer alguma coisa. Desde então, eu comecei a reparar nesse tipo de atitude masculina.
Por ser estudante de engenharia, eu convivo com muitos homens e não é incomum que eu seja a única mulher em alguns grupos. Essa semana eu estive em uma reunião com um certo colega e percebi que ele estava tocando no meu braço bem mais do que o normal. Sabe quando a pessoa pega sem necessidade, mas pega?! Então, era bem isso. Em dado momento, ele fez aquela brincadeirinha adolescente de riscar o meu braço, só pra chamar a atenção. Não dei muito cabimento... Mentira, eu não dei nenhum cabimento. Ignorei a brincadeira e mudei de assunto. Normalmente sou bastante objetiva e nunca gostei de joguinhos de sedução. Talvez seja por isso que prefira homens mais velhos, pois, aparentemente, são mais diretos nesses assuntos. O fato é que não quero encorajar certas atitudes que me desagradam só para demonstrar que correspondo às intenções dele. Sinto que posso ter sido um pouco evasiva demais, mas não me arrependo e também não criarei oportunidades de me mostrar mais aberta a possíveis investidas. Se as oportunidades surgirem, estarei mais atenta para aproveitá-las, mas também não me preocuparei com esse assunto.
Confesso que ainda penso no CDJ, afinal, não sou de ferro. Dificilmente me interesso de verdade por alguém a ponto de ter coragem para tomar certas atitudes, mas isso não significa que vou morrer de amores por ele para o resto da minha vida. Tornou-se uma lembrança carinhosa. Procuro não pensar no que poderia ter sido ou no que poderá ser. Sinto por não tê-lo conhecido tanto quanto gostaria, mas, de qualquer maneira, tudo acabou bem. Não que eu pretenda apagá-lo da minha vida, apenas entendo que não há mais nada que nos una e não posso, nem devo, ficar esperando que surja algum elo. Se nos reencontrarmos algum dia, eu verei o que faço, mas não esperarei por isso.
No mais, minha vida está boa. Às vezes, fico meio deprimida por não ter notícias do meu irmão lindo, mas preciso ter paciência e torcer por sua melhora.
Comecei a ler Nietzsche e, para mim, ele já é um baita de um mal comido, assim como a maioria dos filósofos sobre os quais já li alguma coisa. Engraçado que sempre se surpreendem quando veem que estou lendo filosofia, principalmente no trabalho, onde só tem nerds ratos de computadores, haha. Meu cérebro está na engenharia, mas minha alma está em humanas.
Ah, quase esqueci. Alguém tá a fim de ir pra All You Need Is Love em Natal? Aceito companhia. O ingresso está meio (muito) caro, mas dando uma economizada, dá pra ir.
Por ser estudante de engenharia, eu convivo com muitos homens e não é incomum que eu seja a única mulher em alguns grupos. Essa semana eu estive em uma reunião com um certo colega e percebi que ele estava tocando no meu braço bem mais do que o normal. Sabe quando a pessoa pega sem necessidade, mas pega?! Então, era bem isso. Em dado momento, ele fez aquela brincadeirinha adolescente de riscar o meu braço, só pra chamar a atenção. Não dei muito cabimento... Mentira, eu não dei nenhum cabimento. Ignorei a brincadeira e mudei de assunto. Normalmente sou bastante objetiva e nunca gostei de joguinhos de sedução. Talvez seja por isso que prefira homens mais velhos, pois, aparentemente, são mais diretos nesses assuntos. O fato é que não quero encorajar certas atitudes que me desagradam só para demonstrar que correspondo às intenções dele. Sinto que posso ter sido um pouco evasiva demais, mas não me arrependo e também não criarei oportunidades de me mostrar mais aberta a possíveis investidas. Se as oportunidades surgirem, estarei mais atenta para aproveitá-las, mas também não me preocuparei com esse assunto.
Confesso que ainda penso no CDJ, afinal, não sou de ferro. Dificilmente me interesso de verdade por alguém a ponto de ter coragem para tomar certas atitudes, mas isso não significa que vou morrer de amores por ele para o resto da minha vida. Tornou-se uma lembrança carinhosa. Procuro não pensar no que poderia ter sido ou no que poderá ser. Sinto por não tê-lo conhecido tanto quanto gostaria, mas, de qualquer maneira, tudo acabou bem. Não que eu pretenda apagá-lo da minha vida, apenas entendo que não há mais nada que nos una e não posso, nem devo, ficar esperando que surja algum elo. Se nos reencontrarmos algum dia, eu verei o que faço, mas não esperarei por isso.
No mais, minha vida está boa. Às vezes, fico meio deprimida por não ter notícias do meu irmão lindo, mas preciso ter paciência e torcer por sua melhora.
Comecei a ler Nietzsche e, para mim, ele já é um baita de um mal comido, assim como a maioria dos filósofos sobre os quais já li alguma coisa. Engraçado que sempre se surpreendem quando veem que estou lendo filosofia, principalmente no trabalho, onde só tem nerds ratos de computadores, haha. Meu cérebro está na engenharia, mas minha alma está em humanas.
Ah, quase esqueci. Alguém tá a fim de ir pra All You Need Is Love em Natal? Aceito companhia. O ingresso está meio (muito) caro, mas dando uma economizada, dá pra ir.
terça-feira, 24 de julho de 2012
"Porque a vida só se dá pra quem se deu"
Eu costumo passar a impressão de que sou uma pessoa inteligente, sensata, racional. Mas o que a maioria das pessoas não sabem é que sou bastante sensível e intensa também. Talvez, essas características juntas contribuam para que de vez em quando eu me sinta meio frustrada e um pouco desiludida com o mundo, com a humanidade. Eu vejo tantas atitudes desnecessárias, tanta violência gratuita, tanto ódio, tanta manipulação, que me entristeço e sinto no fundo do meu coração um forte desejo de mudança, um sentimento de profunda insatisfação aliado a uma imensa vontade de agir, de transformar o mundo. Porém, pensando um pouco mais, percebo que as transformações que eu almejo estão muito além das minhas possibilidades e até mesmo de toda a minha geração. Da maneira como fomos educados a pensar, fica difícil ter qualquer esperança.
Apesar da frustração com o mundo, busco quase que diariamente alguma melhoria em mim e à minha volta. Tento analisar meus pontos fracos e fortes da maneira menos parcial possível para tratar melhor as pessoas e desenvolver minhas habilidades pessoais. Mas, de repente, no meio de tantas opiniões, me pego pensando naquelas coisas que você falou sobre maturidade e logo percebo que já mudei o foco da história pra você, novamente. Desisto de te afastar da minha mente nesse instante e penso numa maneira de poder estar perto de você mais uma vez, de criar uma oportunidade, como sou orientada a fazer no meio profissional. Ser proativa. Mas será que não estou tentando manipular meu destino? Que destino? Passo a duvidar do que acredito, ou acreditava. Fica difícil saber se estou me guiando pelos meus princípios ou se pelo que é mais conveniente no momento.
Eu mexo em toda a minha agenda, procurando uma maneira de estar no mesmo lugar que você poderá estar no fim de semana, enquanto você comemora seu aniversário sem sequer lembrar do que aconteceu conosco. Medíocre. Você não me acharia tão inteligente e madura agora. Mas, afinal, toda mulher acaba sendo um pouco idiota por uma paixonite alguma vez na vida. Essa é a minha vez.
Para encerrar, nada melhor que os conselhos dos poetas Vinícius de Moraes e Toquinho.
sábado, 16 de junho de 2012
Lobo bobo
Para não chegar com tanta sede ao pote, beberei um bocado destas palavras.
Como tem sido difícil. Uma dificuldade que carrega consigo a sensação de que tudo dará certo uma hora. Espero que não só no final, mas no meio também, já que o nosso início tem sido tão duradouro, tão preguiçoso. Uma preguiça gostosa, que nos faz ansiar pelo próximo instante, pela próxima oportunidade que o destino nos trará, porque estamos descobrindo, juntos, que esta história independe da nossa vontade. Temos que ter o cuidado de estarmos preparados para mais um olhar, mais uma palavra, mais um toque, quando nos for permitido. Devemos guardar cada pedaço dessa história para torná-la nossa um dia.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Fim de semestre é osso!
Fim de semestre já é difícil, imagine com a iminência de uma greve! Os professores antecipam as provas e o planejamento para as outras atividades acadêmicas vai por água abaixo. Tenho um artigo pra reorganizar daqui pro dia 15 de junho, estou participando da mostra de profissões (um evento em que os alunos da universidade apresentam seus cursos para os vestibulandos, a fim de reduzir a migração entre os cursos), organizando a parte cultural do encontro nacional de engenharia e desenvolvimento social que acontecerá em setembro, cuidando do meu irmãozinho que está internado (mesmo à distância), ajudando na calourada do meu curso, mantendo minha vida social minimamente ativa, perdendo o juízo com um certo alguém e ainda tenho todas as provas e trabalhos da terceira unidade.
Obviamente, tem sido bem cansativo, mas eu gosto de participar, de aprender, conhecer gente, aplicar os conhecimentos técnicos, pesquisar novas técnicas etc. Enfim, tudo isso faz parte da experiência universitária que eu idealizo.
Se as coisas com quem tem me feito perder um pouco o juízo progredirem, talvez eu conte uma historinha por aqui. Caso contrário, haverá apenas outra reclamação a respeito da insanidade alheia.
Mas o que eu queria mesmo falar é: a lua está linda! Estou ouvindo Chico Buarque e olhando pra ela. Uma ótima maneira de encerrar o dia.
Ah, gente, esqueci! Fui ao show de Chico Buarque e saí ainda mais apaixonada do que estive durante a vida inteira. Que olhos lindos, que voz linda, que músicas lindas, que músicos lindos, que tudo lindo! Impecável! Até quando ele errou foi lindo! Sem dúvida, o melhor show da minha vida! Depois dele só vem o da banda Seu Chico e o de Chico César. E haja Chico nessa minha vida, né?! HAHAH
Obviamente, tem sido bem cansativo, mas eu gosto de participar, de aprender, conhecer gente, aplicar os conhecimentos técnicos, pesquisar novas técnicas etc. Enfim, tudo isso faz parte da experiência universitária que eu idealizo.
Se as coisas com quem tem me feito perder um pouco o juízo progredirem, talvez eu conte uma historinha por aqui. Caso contrário, haverá apenas outra reclamação a respeito da insanidade alheia.
Mas o que eu queria mesmo falar é: a lua está linda! Estou ouvindo Chico Buarque e olhando pra ela. Uma ótima maneira de encerrar o dia.
Ah, gente, esqueci! Fui ao show de Chico Buarque e saí ainda mais apaixonada do que estive durante a vida inteira. Que olhos lindos, que voz linda, que músicas lindas, que músicos lindos, que tudo lindo! Impecável! Até quando ele errou foi lindo! Sem dúvida, o melhor show da minha vida! Depois dele só vem o da banda Seu Chico e o de Chico César. E haja Chico nessa minha vida, né?! HAHAH
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Só pra explicar
Eu andei meio sumida daqui mesmo, mas não tenho pretensão de acabar com o blog. É como a casa da mãe da gente, pode demorar, mas é um lugar pra onde a gente sabe que sempre pode voltar. Eu andava meio angustiada com umas coisas, meio desanimada com a faculdade, com os amigos, com os rolos, tava tudo muito morno e, por isso, não tive muita vontade de postar nada. Até comecei a escrever umas postagens algumas vezes, mas acabava nunca publicando. Agora me sinto bem melhor, renovada mesmo (é brega, é clichê, mas é essa a palavra). Se eu sumir novamente, já sabem que estou meio introspectiva, mas logo estarei de volta.
Li uns comentários antigos que não tinha visto ainda, sou meio lesa com esse blogger novo, haha. Percebi que geral falou pra eu desencanar do cara no post "Impaciência". Ainda bem que eu não ouvi vocês dessa vez! Ainda bem! Ainda não dá pra dizer exatamente o que aconteceu nem no que deu coisa toda, mas o fato é que eu agi e obtive uma reposta bem satisfatória, a princípio. Se tudo der certo e eu criar coragem, conto aqui todos os detalhes. Estou orgulhosa de mim e acredito que vocês também ficariam.
Sinto o lado fênix de escorpião aflorar em mim. Isso é bom, muito bom! *-*
Li uns comentários antigos que não tinha visto ainda, sou meio lesa com esse blogger novo, haha. Percebi que geral falou pra eu desencanar do cara no post "Impaciência". Ainda bem que eu não ouvi vocês dessa vez! Ainda bem! Ainda não dá pra dizer exatamente o que aconteceu nem no que deu coisa toda, mas o fato é que eu agi e obtive uma reposta bem satisfatória, a princípio. Se tudo der certo e eu criar coragem, conto aqui todos os detalhes. Estou orgulhosa de mim e acredito que vocês também ficariam.
Sinto o lado fênix de escorpião aflorar em mim. Isso é bom, muito bom! *-*
Só pra constar
Nas últimas duas semanas, um ar de pró-atividade me rondou. Aproveitei para tentar tocar minha vida pra frente de vez, com vontade. Acabou que estou atolada de coisas pra fazer e um pouco incerta sobre outras tantas, dada a impulsividade que me acompanha desde sempre. Segui o meu próprio conselho: me joguei. Agi inconsequentemente e, que surpresa, não me arrependi (ainda). Gosto da ideia de que terei daquelas histórias que parecem mais roteiro de filme americano, para contar aos meus netos mais tarde. Quando penso no que fiz me acho meio maluca, meio diferente do resto do mundo, sinto uma certa solidão gostosa por ter sido mais eu. Gosto disso. Gosto de me gostar, de me sentir bem por perceber que a minha escolha não foi tão errada quanto parecia, ainda que pouco comum. É gostoso ver que o incomum faz bem. Dá a sensação de que não é tão difícil ser mais tolerante, de que dá pra abraçar o mundo e só por isso se sentir abraçada, acolhida.
Enfim me sinto plena, feliz, mesmo sem um grande amor, sem estar apaixonada. Não que eu despreze tais opções, mas simplesmente não me sinto dependente de outrem para me encher o coração de coisas boas.
Lendo tudo isso, ninguém diria que tive um dos dias mais estressantes do ano. Um dia em que nada parecia que dar certo, super cansativo e corrido. Nem sei o que me fez mudar tanto de humor... Pensando bem, talvez tenha sido um texto que li à noite e me fez lembrar da poesia que há na vida, no mundo, na gente.
Sinto-me diferente. Talvez esteja me tornando uma mulher, de fato. Como diria Cecília, "Não dei por esta mudança / Tão simples, tão certa, tão fácil: / -Em que espelho ficou perdida a minha face?". Como se tivesse encontrado uma parte de mim que havia perdido e parido outra completamente nova, diferente, mas que juntas formam esta alma. Esta mulher, esta menina, este ser que ainda não conheço muito bem.
domingo, 8 de abril de 2012
Impaciência
Opções para tantas recusas:
( ) Ele não se sentiu atraído por eu ser feia/muito nova
( ) Ele é gay
( ) Ele me achou muito criança
( ) Ele é mais tímido do que eu
( ) Ele não se sentiu atraído por eu ser feia/muito nova
( ) Ele é gay
( ) Ele me achou muito criança
( ) Ele é mais tímido do que eu
sábado, 24 de março de 2012
Bizarrice da semana
Passei uns dias sem internet, outros me matando de estudar, mas já estou de volta.
Hoje aconteceu uma coisa meio tensa, meio bizarra, meio engraçada. Desde o começo do ano letivo estou dividindo um apartamento com mais duas meninas. O prédio onde moramos tem formato de U e as janelas do meu quarto, da cozinha e do banheiro estão voltadas para os apartamentos do outro lado do prédio. Hoje, como costumo fazer aos fins de semana, acordei tarde, abri metade da janela do quarto, fui tomar café e depois um banho. Quando retornei ao meu quarto, só de toalha, fui fechar a janela para me trocar e vi que o vizinho do apartamento de frente para o meu e um andar acima estava parado na janela, de frente pra mim. Choque! Vergonha. Muita vergonha. Eu fecho a janela, encarando o homem. O pior é que eu estava sem óculos ou lentes de contato e, além de ficar olhando pro cara, não pude ver sua reação. Foi muito bizarramente tenso. A boa (ou má, sei lá) notícia é que foi o vizinho gato!
Como se não bastasse um vizinho me vendo só de toalha depois do banho, essa semana a gente descobriu que o velhinho que mora no térreo rouba as calcinhas do varal e dos armários, porque se não trancar a porta do apartamento quando não tem ninguém em casa, ele invade e sai à caça.
Saí de um hospício para outro, hahaha!
quarta-feira, 14 de março de 2012
Dia Nacional da Poesia
Mais um dia da poesia em Natal. Sinto falta da valorização que davam a esta data na minha cidade, mas, como não posso estar lá...
Só que
bola, papagaio,pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
Convite, José Paulo Paes.
Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião. é brincar com palavras
como se brinca
Só que
bola, papagaio,pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
Convite, José Paulo Paes.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Carnaval só na tela da TV
Como boa "anti-muvucas" que sou, passei o carnaval hibernando estudando em casa. Quatro dias inteiros desfrutando da preguiça e do peso na consciência por não fazer algo produtivo, ao invés de zanzar pela internet e assistir aos desfiles das escolas de samba do RIO (porque as de SP não me seduzem, falta um borogodó).
Além dos blocos nas ruas, dos desfiles nas aveninas e dos homens mostrando seu lado feminino "fantasiados" de mulheres, no Carnaval do Brasil não podem faltar comentários hipócritas contra o bundalelê característico do feriado. A gente já sabe que, bem ou mal, o povo gosta mesmo é de falar, mas o que me incomoda é ter que ler/ouvir a mesma ladainha sobre tantas coisas e, pior, sem argumentos que sustentem tal fala.
Se a gente pensar no Carnaval (ou no que quer que seja) como algo apenas ruim, vai ser algo apenas ruim, mas se pensarmos direitinho, veremos que traz grandes benefícios, também. Para mim, essa coisa de falar mal da alegria alheia é coisa de gente malcomida amada e pronto, afinal, ninguém é obrigado a participar de nada.
Agora que o ano vai começar de verdade, vou me dedicar aos estudos, que é o melhor que eu faço.
Obs. Eu quero deixar claro que sou louca pela Mangueira. Quem falar mal dela aqui, corre risco de vida.
Além dos blocos nas ruas, dos desfiles nas aveninas e dos homens mostrando seu lado feminino "fantasiados" de mulheres, no Carnaval do Brasil não podem faltar comentários hipócritas contra o bundalelê característico do feriado. A gente já sabe que, bem ou mal, o povo gosta mesmo é de falar, mas o que me incomoda é ter que ler/ouvir a mesma ladainha sobre tantas coisas e, pior, sem argumentos que sustentem tal fala.
Se a gente pensar no Carnaval (ou no que quer que seja) como algo apenas ruim, vai ser algo apenas ruim, mas se pensarmos direitinho, veremos que traz grandes benefícios, também. Para mim, essa coisa de falar mal da alegria alheia é coisa de gente mal
Agora que o ano vai começar de verdade, vou me dedicar aos estudos, que é o melhor que eu faço.
Obs. Eu quero deixar claro que sou louca pela Mangueira. Quem falar mal dela aqui, corre risco de vida.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Atualizando de novo
Minha família nunca foi um porto-seguro para mim, mas, de uns tempos para cá, essa imagem de amparo e consolo tem se tornado cada vez mais distante. Eu sempre fui meu próprio amparo e isso cansa. Há momentos em que o que a gente mais quer é um colo de mãe, de amigo, de namorado, enfim, de alguém que goste da gente de verdade. Por enquanto eu ando meio órfã desse acalento, mas, acredito que hão de me adotar, um dia.
Passei as férias com visita, viajei para a praia, para o sítio, para Natal e ainda passei vários dias em casa. Agora, estou cuidando da mudança para o novo apartamento na capital, que dividirei com mais 3 meninas - já me sinto num livro/filme/série americana.
As coisas com o serumano afundaram de vez. Depois de uma conversa ainda no ano passado, resolvemos nos afastar, mas com o distanciamento das férias (e a outra no Canadá - não é Luiza), ele ficou sentiu saudade (carência) e me mandou uma mensagem toda fofa, fazendo o minha muralha desmoronar (filho da puta do caralho, né? Eu também acho). Agora, a outra voltou, eles já se entenderam, eu volto para detrás da minha muralha em reconstrução e ficamos todos felizes para sempre - ou não.
Como se não bastassem todas as amostras que esse ano deu sobre ser uma bosta, eu não estou conseguindo me matricular em álgebra (a disciplina que reprovei semestre passado) por um erro do sistema. Eu e outros colegas estamos há dias falando com o professor para que o problema seja resolvido, mas, até agora, nada. O aperreio maior se deve ao fato de que as matrículas foram encerradas ontem, então, não há muita esperança de conseguir resolver a questão.
Como não há só coisas ruins, caso contrário eu já teria me matado, encontrei um apartamento lindinho, bem perto da UFRN e num preço ótimo, além disso, as disciplinas deste semestre parecem bem melhores e ainda tem o trote, a recepção dos calouros e a calourada pra galere se divertir.
Enfim, não tive muita paciência pra escrever aqui durante muito tempo, então, dei uma atualizada nas coisas.
Passei as férias com visita, viajei para a praia, para o sítio, para Natal e ainda passei vários dias em casa. Agora, estou cuidando da mudança para o novo apartamento na capital, que dividirei com mais 3 meninas - já me sinto num livro/filme/série americana.
As coisas com o serumano afundaram de vez. Depois de uma conversa ainda no ano passado, resolvemos nos afastar, mas com o distanciamento das férias (e a outra no Canadá - não é Luiza), ele ficou sentiu saudade (carência) e me mandou uma mensagem toda fofa, fazendo o minha muralha desmoronar (filho da puta do caralho, né? Eu também acho). Agora, a outra voltou, eles já se entenderam, eu volto para detrás da minha muralha em reconstrução e ficamos todos felizes para sempre - ou não.
Como se não bastassem todas as amostras que esse ano deu sobre ser uma bosta, eu não estou conseguindo me matricular em álgebra (a disciplina que reprovei semestre passado) por um erro do sistema. Eu e outros colegas estamos há dias falando com o professor para que o problema seja resolvido, mas, até agora, nada. O aperreio maior se deve ao fato de que as matrículas foram encerradas ontem, então, não há muita esperança de conseguir resolver a questão.
Como não há só coisas ruins, caso contrário eu já teria me matado, encontrei um apartamento lindinho, bem perto da UFRN e num preço ótimo, além disso, as disciplinas deste semestre parecem bem melhores e ainda tem o trote, a recepção dos calouros e a calourada pra galere se divertir.
Enfim, não tive muita paciência pra escrever aqui durante muito tempo, então, dei uma atualizada nas coisas.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Recomeçando
Estou pra matar o chefe do departamento de EgnPro. Gente, eu sou uma pessoa ansiosa, não posso passar por esse tipo de coisa. Esse professor quer acabar com a minha sanidade mental!
Como é que o serumano diz que vai enviar a resposta num dia e não envia? A data prevista para o início das atividades é dia 9 de janeiro, mas já estamos no dia 5 e nada do homem dizer se eu entrei nesse projeto ou não. De lascar, viu?
Meu plano de fazer álgebra nas férias não deu certo, porque não abriram uma turma equivalente nestas férias.
Tive cólicas terríveis esses dias e minha irmã não passou no vestibular.
O ano já começou torto, mas espero que se endireite.
Em compensação, já bebi e ri horrores com os meus amigos, hahaha! Alguma coisa boa teria que existir.
Domingo ainda vou para uma cidade vizinha para o reencontro da minha turma do cefet e para comemorar a aprovação de uma amigo no vestibular de medicina da UFRN. Ele passou de 928º para 24º colocado.
Outra bosta do ano foi que minha mãe leu umas mensagens minhas pra M. no celular dela e não para de fazer piadinha. Serve para que eu deixe de ser tonta e apague as mensagens dos celulares alheios (a gente tinha trocado de celular por um tempo e eu esqueci de apagar essas porcarias D:). Enfim, eu nunca dei muita liberdade pra minha mãe nesse sentido e nem pretendo dar.
Ah, esse é o ano que dizem que o mundo vai acabar, né? Eu não acredito, mas, se acontecer, acho que vou morrer é de desgosto, porque eu terei estudado cálculo e física por quase dois anos inteiros pra não me formar? Sacanagem!
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