terça-feira, 11 de dezembro de 2012
"Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada"
Ainda estou nas primeiras cem páginas de "Amor nos tempos do cólera", de Garcia Marques, mas confesso que tenho me encantado com a história de Florentino Ariza e seu amor quinquagenário por Fermina Daza. Lembro de todas as histórias de amor que já li e de tantas outras sobre as quais ouvi falar. Penso em como é bom se permitir amar. É difícil, sim. Por vezes, doloroso, também. Mas que vida eu me dispus a levar senão esta, cheia de intensidade, de mergulhos profundos e submersões quase asfixiantes? Eu disse que a experiência passada já servira para que eu aprendesse e não me arriscasse mais nestas águas traiçoeiras. Mas que tipo de pessoa seria eu se não me permitisse tentar novamente? E novamente. E novamente. Tantas vezes quanto me convir. Eu, que tanto falo sobre a poesia da vida, de cada instante, das pequenas e das grandes coisas, não me deixaria levar por esse jeito doce de falar? Ou pelo chiadinho de tampa de panela ao final das palavras? Ou ainda pela maneira como me pega e me pixa no chão, me imprensa na parede, como se não existisse mais nada no mundo? Ou pelos seus olhinhos castanhos acompanhados daquele sorriso largo que eu queria que fosse só meu? Ou talvez por ter me virado a cabeça e revisto meio mundo de conceitos e crenças que eu construí e carreguei ao longo desses vinte anos? Cada uma dessas coisas e todas elas juntas são motivos mais que suficientes para eu te encontrar, de braço, mente e coração abertos, em um dia quente de dezembro. E no primeiro de janeiro, também, só pra carregar meus 364 outros dias com um pouco do seu gosto. Pra me temperar de você. Pra me encher de nós dois e aguentar esperar pela próxima oportunidade. Para, finalmente, ter tempo de te descobrir inteiro e te amar. A-M-A-R.
Não tenha vergonha de amar, disse meu irmão. Não tenha vergonha de sentir e carregar com você algo tão bonito quanto o amor.
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Oi Liginha.
ResponderExcluirJá havia visto seu post há mais tempo e só agora pude vir deixar um comentário com calma.
Assim que lí pensei em te dizer tanta coisa.... Agora, com mais calma, te digo que vale amar e se entregar. Vale muito a pena!
E sei o motivo dessas conjecturas, a ansiedade disfarçada...
Estou na torcida! Estou na torcida!
Beijos