Eu ando estressadíssima ultimamente, porque estou cursando 8 disciplinas, sou membro do CA e organizadora de um evento nacional de engenharia que acontecerá daqui a 10 dias na minha universidade. Além disso, tenho uma bolsa de apoio técnico que deveria ter durado apenas um mês, mas acabou se estendendo para além das férias. Em resumo, não tenho tempo, paciência, disposição ou ânimo para fazer qualquer coisa. Ainda não pequei num livro sequer para estudar para as provas. Tá osso!
Como se não bastasse, essa semana eu me responsabilizei por uma atividade chatíssima, mas essencial para o evento que estou organizando acontecer: enviar as certidões de aceite aos autores dos artigos. Para começo de conversa, eu nem sabia que essa certidão existia. De qualquer modo, aceitei o desafio. Pra quê?! Me enviaram os dados em cima do prazo e acabei tendo só um dia para colocar os nomes dos autores e os títulos dos artigos em cada declaração e enviar para todo mundo. Faltei duas aulas, mas cumpri o prazo. Acontece que eu esqueci de ajustar a data da declaração e hoje tive que enviar TUDO de novo. Ou seja, eu acho pouco fazer o trabalho mais chato do planeta uma vez e dou um jeito de ter que refazer. Sei que se não estivesse tão cansada (sexta-feira é foda, né?!) e tão preocupada com o prazo, teria feito tudo certo de primeira, porque não costumo errar esses detalhes, mas, mesmo assim, me senti mal pra caramba. Errar é sempre ruim, mas errar a nível nacional é pior ainda, convenhamos. Me senti displicente, irresponsável, o que não costumo ser. Sei que sou muito severa comigo mesma, minha maior crítica, porém, esta é uma das características que me impulsiona, que me leva a fazer as coisas bem feitas, porque não sou lá muito comprometida comigo.
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Essa semana um dos estagiários que trabalha comigo disse que eu precisava de um namorado. Não, ele não estava se insinuando, nem nada do tipo, estava apenas curtindo com a minha cara. É o tipo de afirmação que meu irmãozinho sempre fazia (em termos muito mais sujos, até) e que depois de tanto tempo sem ouvir, me fez refletir. Não diria que preciso de um namorado/companheiro, apesar de muitas vezes querer. Mas acredito que esteja precisando de um tempo maior pra mim. Um tempo para cuidar de mim, para ler o que gosto de ler, ouvir o que gosto de ouvir, assistir o que gosto de assistir, para sair com os meus amigos, para viajar, para me descobrir mais como pessoa, como ser humano. Tenho medo de deixar o meu lado profissional dominar tanto minha vida, medo de atropelar meus planos, de estar perdendo tempo por ter feito os planos "errados".
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O cara que estava me tocando continua me tocando. Sinal positivo. Continuamos trabalhando juntos (no tal evento) e tive que dar uns puxões de orelha nele. Sinal negativo.
Sabe aquele cara bonito, legal, inteligente e ainda por cima estudante de engenharia?! NHAMY! O único problema é que ele é muito santinho, da igreja e tal. Esses dias eu falei um palavrão do nada e ele riu, mas falou que achava palavrão feio, apesar de ter achado engraçado o modo como eu tinha falado. Eu que sempre defendi que palavrão é algo expressivo e não deve ser tão censurado (profissionalmente é óbvio que eu evito, porque acho que não cabe, dada a seriedade da coisa, mas no resto, eu libero geral). Acho que esse cara é muito santinho pra mim. Sou escorpiana, ainda que não pareça. Tenho um interesse forte por muitas coisas que ele deve achar erradas ou proibidas. Aí, fica foda.
Para eu conseguir me relacionar com a pessoa, ela tem que ser, antes de tudo, companheira. Companheira de diálogo, principalmente. Gosto mesmo é de discutir sobre tudo que puder e quero poder fazer isso com a pessoa que amo. Aliás, só me apaixono quando consigo essa abertura. Mas o pior é que escrevo isso tudo pensando no sorriso dele. Pense num moço do sorriso bonito! PQP! Um sorriso conquistador, convidativo. Ai, ai, parei.
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Como esse post está todo aleatório, vou postar essa música que eu ADORO, mas ainda é pouco conhecida. Para quem gosta de violão, "5 a seco" é uma ótima pedida. Aqui vocês podem encontrar um pouco mais sobre o grupo.
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