Acho que nunca falei disso aqui, mas, para quem não sabe, a atriz Maria Flor é uma das proprietárias de uma produtora chamada Fina Flor Filmes, com a qual já realizou alguns projetos em parceria com canais de televisão, como o multishow. Eu gosto muito de duas, em especial, Do Amor e Só Garotas. São séries leves, com boas atuações, um enredo envolvente, uma trilha sonora incrível e principalmente uma estética ímpar. Sério! O trabalho da Fina Flor é muito, muito bonito. Em Do Amor, que já encerrou a segunda temporada, deixando gostinho de uma terceira, tem um toque mais poético, mas dramático, é mais bonita mesmo. Desde a maquiagem, às roupas, os cenários, as locações, as pessoas, enfim, tudo é bem bonito, bem cuidado. Particularmente, eu percebo um salto de qualidade entre as duas temporadas, em muitos aspectos, mas garanto que as duas são boas de assistir, - ao menos para quem gosta desse tipo de ficção mais banal, mais cotidiana, que se concentra mais nas relações e nos sentimentos dos personagens em histórias simples, do que em enredos mirabolantes.
Só Garotas, por outro lado, tem uma pegada bem mais divertida. As feministas de plantão certamente podem sentir pequenos arrepios por conta de alguns furos machistas, mas acredito que a leveza e a identificação que as personagens suscitam na gente, amenizam bastante a problematização. Isso, porque a história se concentra nas vidas de 4 amigas com mais ou menos a mesma idade, mas profissões diferentes, personalidades quase que opostas e histórias de vida como as nossas e de nossas amigas, sabe? É gostoso de ver, porque é fácil de se enxergar naquele grupo. A gente já foi aquela pessoa que não via machismo em nada.
Eu já parei de contar quantas vezes assisti Do Amor, é uma série que me dá uma sensação de aconchego ao mesmo tempo que me perturba e me provoca a refletir sobre os relacionamentos que carrego. O jeito independente e forte de Lu me motivam a me assumir como sou, a vestir o que gosto, me pintar como der vontade e buscar tudo aquilo que eu desejar. Pio me faz pensar no quanto o amor, o querer bem, pode sufocar e a importância de buscar o equilíbrio. Brás me instiga, me tira do sério, me provoca raiva e desejo ao mesmo tempo. Lena não me deixa perder a fé nas pessoas e no amor. Eva me lembra que eu posso ser quem eu quiser e que um pouco de putaria faz bem pra saúde. Tomás é aquele toque de realidade, de que nada é perfeito e sempre vai ter um(s) babaca(s) por perto. Bárbara, Tiê e Lucas não me deixam esquecer que o amor não é alheio às construções sociais, que é por si uma construção e que é possível sempre se reconstruir.
Talvez vocês nem achem tudo isso. Talvez a série seja mais bonita dentro da minha cabeça. Mas fica a dica para quem se interessar e desculpa se rolar alguma decepção, foi sem querer.
Para quem quiser assistir, os episódios estão disponíveis no Vimeo.
eike ódeo de estar na repartição e não poder bizolhar essas séries! vou conferir!
ResponderExcluirjá vi o "se nada der certo", fia, eu vi até "de repente 30" de tanto que amo mark, kakakaka
obrigada pela mensagem afetiva <3