segunda-feira, 7 de março de 2016

Partir?

Noite passada eu sonhei que estava preparando uma viagem de última hora para Paris. Eu voltaria à França para trabalhar, não me recordo exatamente onde, mas tenho a impressão de que não era na mesma empresa em que estagiei ano passado.
Acho que a minha relação com a França sempre será algo meio difícil de explicar. Fui ao mesmo tempo muito feliz e muito triste. Passei, certamente, alguns dos piores momentos da vida naquele país, mas em outros, simplesmente me senti livre, cheia de possibilidades, de caminhos a seguir, de lugares a conhecer. Por causa dessa relação conflituosa, eu quase nunca sei direito o que responder quando me perguntam se quero voltar a morar fora do Brasil. Sempre tive certo que o Brasil é o meu lugar, que é aqui onde pretendo criar meus filhos, mesmo com toda a insegurança, com todas as contradições perversas que imperam em um país em desenvolvimento (e agora em crise). Mas ultimamente eu tenho pensando cada vez mais em ir-me embora assim que terminar a faculdade. Quero procurar emprego, a princípio, e não descarto a possibilidade de um mestrado, inclusive, já entrei em contato com algumas agências para ter uma noção de quanto custaria um curso de inglês de 3 meses ou um ano de mestrado na Irlanda. Meus amigos que moraram em Dublin me falam maravilhas sobre o lugar e pelo menos o euro não é tão caro quanto a libra, já que a outra opção européia seria Londres.
Sei que na França existe um mestrado em “alternance“, no qual você fica metade do dia trabalhando e a outra metade estudando. Neste caso, é comum que a própria empresa financie os estudos do aluno. Não sei ainda se existe algo semelhante na Irlanda, mas sem dúvidas a minha garantia para realizar o intercâmbio é ter um emprego garantido, antes mesmo de chegar lá.
Não sendo possível fazer o mestrado ou mesmo conseguir o emprego, penso em fazer um intercâmbio só de inglês mesmo, de curta duração e talvez fora da Europa (Canadá ou EUA), mas pra isso eu precisaria guardar uma boa quantidade de dinheiro ou trabalhar como aupair. Vez ou outra eu cogito ser aupair, mas o peso da responsabilidade de cuidar dos filhos de pessoas de uma cultura totalmente diferente acaba minando esta possibilidade.

Estou tentando seguir com os planos, sem olhar para as dificuldades.

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