sexta-feira, 9 de julho de 2010

Profecia Final

Ouvindo Cordel do Fogo Encantado quase que o dia inteiro.

Há cerca de dois anos os conheci, não lembro mais se por indicação de amigos ou se ouvi em algum lugar, sei apenas que jamais esqueci. Não que tenha gostado logo de cara, nem nada do tipo, mas aquele som era ao mesmo tempo inexplicável e inconfundível. Então, por curiosidade, baixei um CD da internet e confesso que achei a música um tanto quanto "agressiva". Talvez regional demais para o meu gosto tão internacionalizado.
Com o tempo e a influência da cultura regional cada vez mais forte no meu dia a dia, resolvi dar mais uma chance àquela música tão diferente. Baixei os outros dois CDs (O Palhaço do Circo Sem Futuro e Transfiguração) e me encantei. Descobri, e venho redescobrindo diariamente, a beleza, a arte, o encanto e o fogo daquele cordel pernambucano.
Dizem agora que ele acabou, mas o cordel é fogo que não se apaga jamais. É guerreiro violento, vaidoso e avoador. Entretanto, por razões que desconheço, os artistas que o criaram não podem mais alimentar essa chama, e é nosso dever, como amantes da cultura nordestina, do cordel, da música, da poesia e das nossas raízes não deixá-lo se apagar. Pela minha boca e pelas minhas mãos, o Cordel do Fogo Encantado sobreviverá.

Tornemo-nos responsáveis por sua perpetuação, porque o espetáculo não pode parar e o som que vem, quem viver verá!

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