terça-feira, 15 de março de 2011

Homenagem ao dia da Poesia (14/03)

ONDE


Entre a ânsia
     e a distância
     onde me ocultar?


Entre o medo
     e o multiapego
     onde me atirar?


Entre a querência
     e a clarausência
     onde me morrer?


Entre a razão
     e tal paixão
     onde me cumprir?


Zila Mamede

Eu ia postar um poema de Antônio Francisco, cordelista potiguar que ocupa a cadeira de Patativa do Assaré na Academia Brasileira de Literatura de Cordel e de quem tenho dois livros autografados, mas o livro que contém o tal poema ficou no interior. Depois eu mostro para vocês.

Zila Mamede foi uma grande poetisa, também potiguar (da mesma cidade que eu), e foi homenageada pela 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte em 1985 ao ter seu nome dado à Biblioteca Central.

4 comentários:

  1. Oi querida, desculpe a ausência, mas é que a vida anda corrida ultimamente.
    Então, foi bom vir aqui e ler um pouquinho de poesia. pois minha vida anda muito carente disso ultimamente....
    Beijo grande viu! ^.~

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  2. Obrigada por me visitar, Olívia! *-*
    Estou começando a entender esse negócio de vida corrida, haha.
    ;**

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  3. Bonito, mas confesso não ter "cultura" para entender poemas como esse...
    fico feliz que você lebre de autores muitas vezes esquiecidos...Gosto do seu jeito culto.

    Bjs,

    Duh

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  4. Eu tenho uma professora poetisa que já ganhou vários prêmios estaduais, mas eu não entendo muito os poemas dela... Tem um que eu já tentei tanto entender que até decorei. É assim:

    Ciclo

    Injetaram mel
    na minha veia

    Mês passado
    menstruei formigas.


    Como diria Apoena, poesia não se explica. A gente sente e pronto. Se eu não senti, não é poesia para mim.

    Obrigada *-*

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