segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Filmes, paqueris e amadurecimento.

Acabei de assistir ao filme "Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios". E o que posso dizer pra vocês é: assistam! A interpretação de Camila Pitanga é simplesmente sensacional. O filme inteiro é incrível, mas a atuação dela é um espetáculo à parte, que acaba até dando uma apaga no trabalho dos outros atores, que também dão um show!
Não vou dizer mais nada sobre o filme, porque quero que vocês assistam. Sou uma grande entusiasta do cinema nacional e esse ano qualquer expectativa que eu poderia ter foi superada ao assistir "Febre do Rato" e esse filme. Valem cada minuto.

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Enquanto estava de bobeira no facebook, depois de assistir ao filme, encontrei um vídeo de uma música que eu não conhecia, de Mallu Magalhães. Logo em seguida, acabei vendo outro em que ela cantava uma música de Jorge Ben. De repente, me deu aquela coisa de mandar um trechinho pro meu paqueris. Mas, imediatamente, desisti. Lembrei que esse tipo de coisa costuma assustar os homens. E quando a gente inventa de tentar explicar-lhes que essas pequenas lembranças são apenas isso, lembranças, parece que se assustam ainda mais.
As minhas referências sobre o amor são do tempo em que se falava sobre isso com toda a intensidade, do tempo em que o amor era caso de vida ou morte, que um amante se entregava de corpo e alma ao outro. Pra mim, isso é o belo. Não significa, porém, que eu trate o amor dessa maneira. Quando canto que "não quero mais esse negócio de você viver sem mim", não quer dizer que vou grudar em você e nunca mais largar. Eu vejo beleza nesses versos, nesses exageros, porque acredito que a poesia deve mesmo transcender certos limites. Mas, de maneira alguma, significa que a minha ideia de relacionamento ou de amor tenha uma ligação tão direta com as músicas e os poemas que gosto de ouvir e ler. Muito pelo contrário, acho que hoje em dia as expectativas e os desejos são outros. Acho que falta muita liberdade e senso de individualidade nos relacionamentos atuais e é algo que procuro levar para os meus.
Enfim, eu só queria mesmo poder mandar um poeminha cheio de intensidade pra uma pessoa, sem que ela pense que quero me casar com ela amanhã de manhã.

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Falando em Mallu, vou comentar uma coisa que a cada dia me chama mais atenção nela: o amadurecimento.  Marcelo Camelo certamente tem algum mérito nisso. Do disco Tchubaruba para o Pitanga, ela deu um salto gigantesco. Seja fisicamente ou musicalmente, ela se tornou muito mais bela, mas manteve sempre uma essência que amante algum tira ou põe numa pessoa.
Eu sempre me relacionei com pessoas mais velhas e já devo ter mencionado este fato um bom número de vezes por aqui. A convivência com pessoas mais experientes, maduras, ensinou-me muito sobre o que querer e o que não querer experimentar nesta vida. Mas a melhor parte de conviver com essas pessoas, é conhecer o mundo, a vida, junto com elas, tomando as lentes dos seus óculos emprestadas, com todos os arranhões e manchas que surgiram pelo caminho. O quão prazeroso é se descobrir gostando do gosto do outro. Quando a relação é mais íntima, o aprendizado parece que se intensifica e as descobertas ganham outro sabor, um sabor mais marcante. Eu sinto um pouco de saudade dissoAcho que com Mallu foi um pouco assim.

Um comentário:

  1. Oi Liginha.
    Seempre gostei também de conviver e aprender com as pessoas mais velhas. É enriquecedor!

    Mas o que eu tenho a dizer sobre isso tudo que postou, é que eu queor alguém para quem eu possa fazer minhas próprias poesias, que me inspire, com todo o exagero...
    O amor colore nossas vidas!
    E isso é bom!
    Beijos

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