Estou de volta!
De fevereiro pra cá, muita coisa aconteceu. Entre maio e agosto, namorei um músico, que agora quer ser advogado (desperdício). Viajei para juiz de fora, num congresso do movimento estudantil. Passei um frio do caralho, mas sobrevivi. Durante as férias, fiquei na casa dos meus pais e me dediquei a estudar francês. As aulas voltaram e eu não aguento mais esta universidade, os colegas de curso, os professores. É, às vezes eu esqueço que estou cursando engenharia. Em outubro viajei para o maior encontro de mulheres do país e só tenho a dizer que foi maravilhoso. Nesta mesma viagem, conheci Fulana e fiquei encantada com seus belíssimos olhos azuis e o seu porte elegantérrimo. Também tive a oportunidade de participar de uma plenária de um movimento de negros. De lá para cá, passei por um processo intenso de descoberta da minha identidade racial. Sou negra. Ainda em outubro, a capes abriu um novo edital do ciências sem fronteiras e, adivinhem, estou inscrita para estudar na frança. Sexta-feira deste semana faço a prova de proficiência. Torçam por mim.
Quando estiver em território francês, prometo contar minhas peripécias por lá. Por enquanto, vou atualizando vocês, com mais detalhes, quando for possível.
"De lá para cá, passei por um processo intenso de descoberta da minha identidade racial. Sou negra." conte mais!
ResponderExcluirAh, então! Eu passei a estudar a temática, participar de vários espaços promovidos pelo Quilombo e ouvir depoimentos de outras pessoas negras. Ouvi história de gente que tem a pele muito clara, mostrando que negro não tem tom, que não é simplesmente uma questão de cor da pele. A partir daí eu comecei a pensar na minha vida, nos momentos em que fui oprimida, mas que achei sem importância, quando aconteceram. Vi que fui socializada como branca, entre os meus familiares e amigos, principalmente. As pessoas "não querem" que eu seja negra, como se isso fosse a pior coisa que poderia acontecer na minha vida. Estudei em ótimas escolas, onde as outras crianças negras eram encaradas como "morenas", simplesmente.
ResponderExcluirSó depois de entender a importância de me reconhecer como negra e de perceber que eu já foi oprimida por ser negra, que consegui dizer, com todas as letras: sou negra!
Ah, esse vídeo aqui também ajudou bastante:
ResponderExcluirhttp://www.youtube.com/watch?v=RljSb7AyPc0