Estou apaixonada, de novo. Fico tão feliz de me sentir assim, de me permitir viver isso de novo, ainda mais no meio dessa maluquice de pandemia, com esse governo genocida, com as desigualdades ainda mais escancaradas. Sinto que ao menos com relação a isso, não estou decepcionando meu eu adolescente e cheio de sonhos.
Ok, eu sei que consegui ter algum sucesso em outras promessas que fiz ou desejos que tinha para a minha vida, mas, mesmo assim, considero essa capacidade de me apaixonar verdadeiramente, sem tanto medo de quebrar a cara, algo digno de nota.
Agora, estou vivendo algo leve, de um modo que não esperava que fosse possível para alguém tão intensa como eu. Porque eu sei que posso tornar as coisas bem pesadas. Mas não consigo evitar o pensamento "onde é que estou me metendo?". Será que mais uma vez estou me doando para alguém que não tem condições de se doar pra mim? Em alguns momentos, sinto falta de apoio, de respeito ao meu tempo e às minhas escolhas. Será que devo me preocupar ou devo dar uma chance? Eu venho de um longo período de péssimos relacionamentos e é inevitável sentir medo de estar repetindo certos erros. Não tenho medo de me ferir, mas preciso cuidar de mim, porque ainda sinto as consequências das feridas do passado.
Me dói o peito pensar em "dar um tempo" para pensarmos, para reavaliarmos o que queremos, o que precisamos e se podemos oferecer essas coisas uma a outra. Dói, porque não é o que eu realmente quero que aconteça. Eu quero que a gente simplesmente consiga, mesmo percebendo que talvez a gente não esteja conseguindo.
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