segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Mais feliz

 "Nós somos feitos um pro outro de encomenda

Como a chave e a fenda
Como a luva e a mão
O nosso amor é kama sutra, é juventude
É demais, parece um grude
Corpo, alma e coração
Sinceramente, amor
Eu tenho que me beliscar de vez em quando
Pra ver se é verdade ou estou sonhando
Se a gente assim sempre se quis
Quem pode então ser mais feliz?"
Mais feliz - Zeca Pagodinho

Essa é a energia do romance que eu tenho vivido nos últimos meses. E aí vocês podem pensar que tudo nessa relação é perfeito, mas está longe disso. Ele não quer "oficializar" nada e eu não sei até quando vou sustentar essa instabilidade, sabe? Não é fácil estar nessa posição, mas é um lugar que acho que toda mulher já conheceu ou vai conhecer em algum momento. Enfim, hoje eu não vim falar dessas dificuldades, porque apesar de elas me afetarem bastante em alguns momentos, sinto que a vida me preparou pra lidar com os obstáculos desta relação. Eu me sinto preparada, serena, muito embora não tenha sido sempre assim.
Agora, chega de enrolar e vamos à história.
Em meados de setembro do ano passado, vi esse rapaz interagindo com uma conhecida no tuiter. Pensei "hmm, esquerdista e gatinho". Na hora já dei uma soft stalkeada para sacar se valia uma investida e: valia sim! Começamos a nos seguir mutuamente e conversar esporadicamente no próprio tt e no telegram. Em cerca de 1 mês, propus um webdate, porque àquela altura da pandemia, qualquer web-coisa era aceitável e até preferível. 
Na noite marcada, estava eu la no meu quarto, toda produzida da cintura pra cima, maquiada, a iluminação na medida e um drinque na mão. Conversamos por horas a fio, cada um que falasse mais do que o homi da cobra. Falamos muito sobre nossos gostos e histórias menos pessoais. Foi legal, mas sabe quando você fica meio sem saber o que pensar? Não me fez ficar pensando mais nem menos nele, não me provocou nada demais. 
Semanas mais tarde, outro webdate. Mais uma vez, toda produzida no meu quarto, aguardando o dito cujo para passarmos mais sei lá quantas horas conversando. Dessa vez, aprofundamos a conversa, falamos sobre os relacionamentos, ele contou muito sobre a própria vida e acho que isso fez toda a diferença. Como ouvi de uma psicóloga certa vez, "a única forma de criar vínculos reais com as pessoas é se mostrando vulnerável".
Eis que no fim de outubro, a pandemia deu aquela apaziguada de leve e eu, que estava esse tempo todo na casa dos meus pais, resolvi vir a natal passar um fim de semana. Fiz o possível para ter o mínimo de contato com as pessoas, exceto ele. Marcamos um real date (perdão pela piada) no hotel em que fiquei. A noite foi ótima. A gente sempre fica meio sem jeito nesse tipo de encontro, ainda mais em um quarto de hotel, mas a gnt se sentiu confortável um com o outro e as coisas simplesmente fluíram. Com direito a massagem no pezinho e tudo, rs.
Depois, ele me confidenciou que frequentemente broxa quando transa pela primeira vez com alguém, porque fica meio nervoso e demora a se sentir confortável com uma mulher na cama. Mas não foi assim comigo. A gente simplesmente encaixou direitinho, logo de cara.
Daí pra frente, seguimos com o contato pelas redes, até que o universo se alinhou e eu me mudei de volta para Natal em janeiro, quando começamos a nos ver com uma certa frequência. Aí, foi só ladeira abaixo (ou acima, dependendo da perspectiva). Nos víamos pelo menos 1 vez por semana, o sexo era ótimo e as conversas sempre divertidas. Ao lado dele, vivi coisas que nunca me foram possíveis antes, como conviver com a familia dele, viver um dia dos namorados cheio de clichês, receber carícias doces e outras nem tanto, me fazendo sentir desejada e amada na mesma medida. Tudo isso é muito raro pra mim de modo geral, mas principalmente numa relação não-oficial.
O jeitinho carinhoso dele e o mundo de coisas que temos em comum me fazem pensar (e comprovar diariamente) o quanto nos damos bem, o quanto tudo isso ainda pode florescer. Sabe quando você sente que com aquela pessoa pode enfrentar todos os desafios que surgirem? É um pouco isso.

Fico aqui na torcida para que dure enquanto for bom para nós dois.

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