Chega essa época do ano e eu pareço estar recolhendo os caquinhos para avaliar o que restou. A sensação que chega mais forte agora é a de que foi um ano de doação, de muito dar e pouco receber. Me sinto um tanto drenada, sugada, como se partes tivessem sido arrancadas de mim - mas eu que dei.
Também foi um ano de muitos começos. E acho que por isso, tanto me dei. Nos inícios sempre tem uma certa empolgação, um desejo de mostrar do que sou capaz, de dar o que tenho de melhor.
Foi assim com o trabalho e foi assim com ele. Dei que cansei. E agora estou sem perspectiva, sem paciência, sem disposição, tendo que me reconstruir de novo, porque é o que resta - essa reconstrução eterna.
Foi um tempo de construir e fortificar novos laços, de conhecer a gentrificada Pipa e a gostosa São Miguel.
Nenhum comentário:
Postar um comentário