Esses dias vi um tuíte que falava mais ou menos assim: "se você ganhasse 1 real por cada pessoa com quem transou na vida, o que conseguiria comprar?". Fiquei pensando sobre isso e percebi que não lembrava direito com quantas pessoas já tinha transado e nem dos nomes de algumas dessas pessoas. Por causa disso, resolvi fazer meu censo transa, aproveitando que os 30 estão batendo na porta.
Listar todas as pessoas com quem transei, do encontro mais casual à relação mais duradoura, me fez pensar bastante sobre o meu modo de me relacionar afetiva e sexualmente. Algumas marcas ficaram mais evidentes, o aprendizado sobre o outro, por ter me permitido conhecer pessoas tão diferentes e me abrir pras dores delas. Pude perceber também a contradição entre o que eu oferecia e o que eu efetivamente buscava. Fazer esse movimento de olhar para trás é interessante para observar padrões de comportamento, mas também pra observar o meu próprio amadurecimento.
Não tenho a pretensão de trazer qualquer lição moral sobre a quantidade de encontros sexuais que tive ou o fato de não lembrar de todos. Acho que não há problema algum nisso, porque cada encontro teve a importância que deveria ter no momento em que aconteceu. Em alguns casos, o significado do encontro transcede o momento, em outros não, tudo certo, todo mundo adulto, consciente e vacinado.
É preciso ter consciência do que cada experiência me trouxe de positivo e também o que me roubou de mim. Certas coisas a gente tem que deixar de lado mesmo, pra seguir com mais potência, com mais liberdade. Outras a gente sente por ter perdido. Mas esse olhar pra trás é também uma oportunidade de resgate, de lembrar um pouco quem fui em cada um desses encontros e o que eu acho que vale a pena trazer de volta pras minhas relações atuais. E, do mesmo modo, enterrar de vez certas atitudes que não têm mais razão de existir na minha vida.
Todas essas reflexões não se deram no vácuo, só por causa de um tuíte. Tem muita terapia e um contato mto mais próximo com as minhas profundezas pra amparar o processo. Aprender a olhar pra mim, sabere identificar o que eu quero e quem eu sou é fundamental para me curar de algumas relações, de alguns padrões e também pra enxergar a beleza e a força da minha existência como ser humano, como mulher.
Agora, tenho mais maturidade para entender que o luto, a cura e o amadurecimento não são processos lineares. Precisa ter altos e baixos para poder ter movimento, porque é se movimentando que a gente avança.
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