Que doideira, esta fase da vida, viu? Muita incerteza e também muita autodescoberta.
Finalmente me sinto bem mais tranquila e em paz com relação ao último término. Começo a sentir uma certa abertura emocional, uma vontade de conhecer gente, me experimentar de novo. Um sentimento genuíno de renovação.
Também venho me sentindo mais tranquila com relação à vida profissional. Entendendo melhor o que eu preciso fazer, como preciso agir para começar a ter os resultados que desejo. Tenho mais clareza sobre o processo de cura e a repercussão desse processo em todas as áreas da minha vida.
Parece muito óbvio, porque é algo que a gente sempre ouve por aí, mas a verdadeira compressão de que tudo dentro de nós está conectado é muito reveladora e pacificadora. Não adianta querer avançar no âmbito profissional sem ter curado certas feridas emocionais, porque eu não estarei pronta para lidar com os desafios emocionais que o tal avanço profissional irá me trazer. É um pouco como na época do colégio, sabe? Para passar de ano, não adianta tirar 10 em matemática e 5 em português. É preciso ter um certo equilíbrio pra conseguir seguir em frente, caso contrário, será necessário ficar mais um tempo nessa fase, repetir de ano.
Considerando o quanto sou ansiosa e intensa, acho que estou lidando bem com este momento. Percebo as "armadilhas" pelo caminho, que me fariam regredir um pouco nessa caminhada. Acho que a temporada canceriana tem me ajudado a deixar fluir os sentimentos, diluir um pouco a intensidade, para não me precipitar em nada. E não por medo do que podem pensar ou achar, mas por entender que não tem necessidade e que não me faz bem a pressa.
Semana passada fui à praia e quando entrei no mar a água estava deliciosa: calma fresca, quase como uma piscina gigantescamente viva. É um pouco assim que sinto esses dias, levando as demandas da vida com certa leveza, sem tanto aperreio, tentando me organizar e agir como me parece possível, viável.
Algumas lições ainda são duras, mas estabeleci um compromisso para tentar lidar melhor com elas. Preciso impregnar minha mente de uma nova perspectiva sobre mim e apesar de ter que agir conscientemente para alcançar esse objetivo, sei que não posso forçar nada ou mesmo fingir que está acontecendo. Não é o caso de aplicar o 'fake until you make it", é mais sobre entender o tempo do processo e verdadeiramente acolhê-lo. Paciência, paciência.
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