Estava aqui assistindo à série documental da família de Gilberto Gil e me emocionei inúmeras vezes. Com as músicas, com as falas, com os gestos de carinho, com as lições do patriarca. Gil é mesmo luminoso e irradia a sua luz sobre toda a família. É muito bonito ver uma família se relacionando com tanta amorosidade, de ver que não existe distinção entre os laços sanguíneos e não sanguíneos, tudo é amor, tudo é afeto.
Ver essa série, a terapia e o esforço de estar mais entre amigos ajudou a acalmar mais meu coração. Sabe quando você sente a ferida começando a se fechar, se curando de fato? É um pouco assim que tenho me sentido.
Sei que tenho uma longa jornada pela frente e alguns cuidados a incorporar no meu dia a dia, para o resto da vida, mas sinto que um grande passo já foi dado.
Fui a uma festinha de são joão em um bar perto de casa, mas só fiquei umas 2 horinhas, porque tinha outro são joão pra ir em seguida. Nesse meio tempo, houve um momento em que avistei aquela menina lá que fica me esculhambando pra metade da cidade. Fiquei meio nervosa na hora e logo saí de perto. Era justamente esse sentimento que eu queria evitar, quando tentei conversar com ela pra termos uma relação minimamente cordial. Natal é uma cidade muito pequena pra se ter inimizades assim, sabe? E particularmente me incomoda bastante ter esse tipo de relação odiosa com qualquer pessoa. Mas entendo que pra existir essa paz, as coisas não dependem só de mim. No geral, fico em paz com isso, mas na hora de encontrar ainda fica o desconforto.
A segunda festa já foi bem mais gostosa e divertida. Encontrei pessoas conhecidas, mas que não esperava ver, porque somos de bolhas bem diferentes. É muito bom fazer esse movimento de ir para lugares diferentes, encontrar pessoas que normalmente não conheceria. Dá uma renovada no espírito.
Já o corpo, ficou só a carcaça. Voltei pra casa às 4h30 da manhã e ainda vim cedo, porque a festá só acabou mesmo às 8h. Povo animado, viu? Hahaha.
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