Mais uma vez pensando sentimentos e sentindo pensamentos. Passei o ano quase inteiro quieta no meu canto e tive bastante tempo pra pensar no modo como tenho me relacionado e nas escolhas que tenho feito pra minha vida amorosa. Esse olhar pra dentro é difícil demais, mas muito necessário. O ser emocional é muito importante pra todo mundo, mas minhas crenças pessoais me levam a acreditar que esse aspecto da vida tem um peso maior pra mim.
Também foi um ano em que me conectei bastante com a minha espiritualidade, com o que sinto na alma, com o que acho que acredito. Tem sido bom enxergar um certo apoio para reafirmar algumas escolhas e princípios, mas algumas vezes percebo que me apego demais e essas crenças e acabo criando expectativas bobas. Não me martirizo por isso, mas procuro ficar atenta por saber que não me faz bem e só gera frustrações desnecessárias.
Há um tempo, o tarô tem falado sobre o encerramento de um ciclo de muita dor na minha vida. O que faz total sentido, porque tem ANOS que eu não encontro um ser humano decente pra me relacionar. Levei muita porrada nos últimos anos e por mais que eu lute pra me manter esperançosa e aberta ao amor, o cansaço é imenso.
Eis que conheci um certo engenheiro que aparentemente cumpre todos os requisitos pra ser o amor que o universo tem prometido pra minha vida. Nos encontramos semana passada e foi ótimo, tudo encaixou bem gostosinho. Exceto um detalhe: parece que tem um distanciamento entre nós. Sabe quando vc sente que a pessoa não tá verdadeiramente entre ao momento, que ela não tá disposta a se abrir totalmente, por mais carinhosa que ela tenha sido contigo? Sei lá, como se tivesse um fundo falso naquela gavetinha, sabe?
Eu não sou contra isso. Acho que cada um procura lidar da maneira que acha que é melhor com os próprios sentimentos. Mas eu não quero isso pra minha vida agora. Eu não quero algo superficial, eu não quero um romance com prazo de validade estampado na cara, com limite de intensidade, que me pareça raso. Então, por mais gostoso que tenha sido conhecer esta pessoa e encontrá-la, fiquei com a sensação de que não me cabe. E mais uma vez fiquei meio triste com isso. É tão chato me deparar novamente com essa superficialidade quando estou querendo um oceano profundo pra mergulhar.
Logo depois, conheci uma moça que é o oposto do engenheiro em todos os sentidos. A gente não encaixa tanto. Temos histórias de vida muito diferentes e eu sei o quanto esse tipo de diferença é difícil de lidar, sei que essas diferenças nos levam a enxergar questões práticas da vida de forma muito distinta e isso pode gerar vários conflitos. Ao mesmo tempo, emocionalmente, eu me sinto totalmente à vontade, livre pra me doar, pra sentir, pra me expressar. De uma doçura encantadora! A desgraçada ainda canta super bem. Me encantei totalmente pelo canto dessa sereia. Mas aqui, quem fica com um pé atrás sou eu. Pelas dificuldades que mencionei, pelas experiências que já vivi, por ainda estar machucada pelas relações que tive com mulheres... Tudo isso me deixa cabreira, amedrontada e me faz pensar mil vezes se quero mesmo me permitir sentir tudo o que tiver pra sentir com ela.
Acabei conhecendo outras pessoas também, com quem tenho conversando um pouco, mas sigo totalmente sem saber o que fazer com relação a nenhuma dessas pessoas. Vou dar mais tempo a tudo isso antes de tomar qualquer decisão, mas acho que no fundo já tenho uma boa noção do que quero e preciso fazer por mim. Que venha a coragem!
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