Eu sei que esse encontro teve um propósito maior. Eu sinto isso no meu coração, na minha alma. Eu sei. Mas isso não é suficiente para ficarmos juntos. Porque eu sei o que mereço e sei que preciso honrar minha própria história e minha ancestralidade para conseguir seguir o meu propósito de vida em paz, em harmonia. Eu não posso deixar que nada nem ninguém me tire do meu rumo ou me faça duvidar de mim mesma, porque para realizar o meu trabalho, eu preciso estar forte como uma grande rocha, conectada com as raízes da terra. Tudo aquilo que me enfraquece, cedo ou tarde, de um jeito ou de outro, é retirado da minha vida por aqueles que fazem esse trabalho junto comigo, me inspirando, encorajando, ensinando e nutrindo energeticamente. O que eu faço é por mim, por eles e por muitos mais além de nós. Por isso, as interferências não são aceitas, não são toleradas por muito tempo. Eu estou em acordo e sintonia com esse compromisso, procurando a cada dia ser fiel a isso.
Não consigo entender exatamente o quê, ainda, mas eu sei que temos um propósito juntos. Meu papel, hoje, é entender e respeitar a parte que me cabe em tudo isso, sem te tomar a sua e sem me anular para que esse propósito se cumpra, porque para fazer a minha parte, eu preciso estar bem e forte. Queria que, independente de mim, você conseguisse ouvir e aceitar o seu chamado, o seu papel na vida, mas o meu querer não é suficiente pra nada. Por isso, preciso redirecionar essa energia para continuar seguindo o meu caminho. Aliás, preciso redirecionar essa energia de amor, poder e crescimento para o meu propósito individual, porque sei que assim não deixarei esta vida sem ter feito a minha parte. Ainda que eu precise voltar pra te ajudar, poderei voltar mais leve dos meus próprios pesos.
Gratidão à espiritualidade por essa compreensão. Sei que esse entendimento vai me ajudar a me libertar das expectativas e desejos que ainda carrego com relação a ele. Eu preciso e terei a força necessária para seguir minha jornada, porque é preciso. A vida não pode esperar alguém despertar, não pode esperar, parar ou atrasar sua jornada evolutiva por alguém que não quer aceitar o seu chamado. Não é justo, nem certo, nem benéfico para ninguém.
Não quero mais pensar em "caso a gente voltar", porque sinto que não há para o quê se voltar. Há, talvez, uma nova história a ser construída, longe dos vícios, da inveja, dos maus hábitos, da preguiça, da procrastinação, da frieza, da rigidez, do excesso de cobrança. Quero começar aquilo que pensamos em viver e não conseguimos.
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